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Fornecedores de navipeças debatem oportunidades com representantes do Atlântico Sul


08/06/2021 Fornecedores de navipeças debatem oportunidades com representantes do Atlântico Sul

Membros de câmaras setoriais da ABIMAQ fizeram um movimento de aproximação com estaleiro a fim de identificar futuras demandas. Apesar de armadores trazerem projetos definidos, alguns reparos permitem flexibilidade nas especificações.

Fornecedores de navipeças fizeram um movimento de aproximação com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) a fim de tentar identificar oportunidades de negócios e pontos de melhoria no atendimento à indústria local. Desde o ano passado, o EAS está focado na realização de docagens e reparos, enquanto não vêm encomendas para construção e demais atividades em fase de maturação, como o descomissionamento de plataformas e a parte de construção de grandes estruturas metálicas. Desde 2019, quando o EAS entregou o último navio construído em suas instalações, o foco que até então era de carteira de produção em série precisou mudar.

Segundo a presidente do estaleiro, Nicole Terpins, é difícil enxergar demandas de construção no curto prazo, o que só poderá mudar dependendo das orientações do governo. Além dos reparos, o estaleiro identifica mercados com grande potencial, como o de torres eólicas e de descomissionamento de plataformas. “O prazo de materialização dessa demanda ou é incerto ou de médio e longo prazo e precisamos de lastro para reestruturação. Precisávamos criar demanda imediata que trouxesse de novo geração de caixa”, explicou, nesta segunda-feira (7), durante encontro com fornecedores promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Nicole acrescentou que a atividade de reparo é diferente dos projetos de construção, que oferecem previsibilidade maior, de seis meses a um ano, em média. Ela chamou a atenção para a importância de garantir qualidade e cumprimento de prazos para fidelizar armadores, que não toleram atrasos, na medida que representam custos extras para a operação de seus ativos. O gerente de suprimentos do EAS, Antonio Paulo Lourenço, explicou que, apesar de os armadores trazerem projetos definidos, alguns reparos permitem flexibilidade nas especificações, dependendo do orçamento e do prazo a serem cumpridos.

O diretor-executivo de petróleo e gás da ABIMAQ, Alberto Machado, disse que a associação e suas câmaras estão estreitando relacionamento e vendo as oportunidades que surgem para todas as indústrias, como na área de energias alternativas e novos combustíveis. Ele ressaltou que, enquanto essas demandas não se concretizam, as empresas estão se adequando às demandas de manutenção e reparo, que exigem demandas específicas de programação, como no caso de emergências. “Enquanto investimentos não estão disponíveis para nossas cotações, focamos um pouco mais na manutenção — possibilidade um pouco desconhecida e que requer características de logística e de planejamento um pouco diferentes do que estamos acostumados”, disse Machado.

O presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais, Offshore e Onshore (CSENO/ABIMAQ), Bruno Galhardo, lembrou que, assim como estaleiros, a indústria de navipeças sofreu com a falta de encomendas precisou se voltar para o reparo para sobreviver. Ele defendeu 'repovoar' o Nordeste, em termos de indústria, com fornecedores e parcerias para facilitar a negociação. Galhardo disse que a associação pode ajudar o estaleiro na identificação de fornecedores em potencial. Ele sugeriu parcerias para aumentar a disponibilidade de produtos dentro do estaleiro, o que poderia ocorrer com estoques consignados. O executivo acredita que, uma vez estabelecida, a parceria pode se estender a demais entes da cadeia de suprimento na região.

Machado disse que um dos maiores custos dos fornecedores está no processo de venda, que pode ser mitigado. Com processo de compras já definido, ele acredita que a relação comprador-vendedor ficará simplificada e reduzirá o custo das duas partes. “Essas demandas podem ser encaminhadas para CSENO. Já fazemos isso com Marinha, Emgepron e outras empresas de grande porte, distribuindo essas demandas aos nossos associados”, destacou. Para ele, o segundo passo é construir modelo de suprimento de maneira mais integrada para eficiência do suprimento e para o reparo naval.

A presidente do EAS é a favor de aproximar fornecedores do estaleiro com outras empresas, a fim de aumentar o interesse deles se estabelecerem no Nordeste, apresentando perspectivas para a região nos próximos anos. Nicole disse que alcançar altos níveis de competitividade para essa atividade é um desafio que o estaleiro conseguiu bons resultados e novos clientes num curto espaço de tempo. "Uma das principais preocupações que temos para alcançar o benchmarking internacional é o desenvolvimento da cadeia de fornecimento", salientou.

(Portos e Navios)

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