Escassez de componentes eletrônicos e outros materiais usados nas fábricas tem atrapalhado a indústria de máquinas agrícolas
O setor de máquinas agrícolas está em alta. Comparado ao mesmo período no ano anterior, entre os meses de janeiro e setembro, o mercado registrou um aumento de quase 50%. Isso se deve ao bom momento do agronegócio e do efeito da crise global de abastecimento.
Apesar da demanda, o estoque é insuficiente devido à falta de componentes eletrônicos necessários para a fabricação das máquinas. A escassez também de outros materiais usados nas fábricas tem atrapalhado a indústria.
De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, no ano anterior, 42 mil máquinas agrícolas foram produzidas no Brasil, a menor produção dos últimos seis anos. Em 2021, as vendas poderiam encerrar o ano com um faturamento maior que o esperado, de R$ 38 milhões, mas com a crise geral de abastecimento no mundo, as indústrias acabam atrasando as entregas aos produtores rurais.
Em Sorocaba (SP), uma fábrica sofre com a falta de componentes para a chamada “linha amarela”. Produtores esperam pelas máquinas há quatro meses, e todas aquelas que estão sendo montadas e prontas já foram vendidas. As máquinas produzidas no local abastecem o mercado em toda a América Latina.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, componentes necessários para a fabricação das máquinas, como aço, pneus, resinas e materiais plásticos, entre outros produtos, também faltaram nos últimos meses.
Em Piedade (SP), os interessados em máquinas agrícolas com menos de 100 cavalos, devem esperar de 60 a 90 dias para receber a compra. Em relação às máquinas de grãos, com mais de 100 cavalos, a entrega está prevista para fevereiro de 2022.
Fonte: Capitalist
