As eleições de 2026 representam mais do que a escolha dos próximos governantes.
Elas são também uma oportunidade para o Brasil discutir que país deseja construir nos próximos anos e quais condições serão necessárias para retomar um ciclo sustentado de crescimento. Para a indústria, participar desse processo é uma responsabilidade que não pode ser deixada de lado.
É nesse esforço de representação que a ABIMAQ vem fortalecendo sua interlocução com os candidatos à Presidência da República e ao Congresso Nacional, dando continuidade a uma trajetória de diálogo permanente com os Poderes Executivo e Legislativo. Essa atuação também se expressa na Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ), criada em 2015 com apoio e articulação da ABIMAQ para aproximar o Congresso Nacional das demandas de um setor estratégico para o desenvolvimento do país.
Ao longo de sua primeira década de atuação, a FPMAQ consolidou-se como uma ponte entre o setor produtivo e o Parlamento, levando ao Congresso temas ligados à reindustrialização, inovação, competitividade, financiamento e geração de empregos qualificados. A Frente também contribui para ampliar a compreensão, no Legislativo e no Executivo, sobre a importância da indústria de máquinas e equipamentos, que produz tecnologia e fornece soluções para praticamente todos os demais setores da economia.
A indústria de máquinas e equipamentos conhece, na prática, os obstáculos que limitam a capacidade de investimento e de crescimento do país. Custo de capital, carga tributária, infraestrutura, insegurança jurídica, baixa produtividade, dificuldades de acesso a mercados e falta de mão de obra qualificada são questões que impactam diretamente as decisões empresariais. São desafios que não se resolvem de um governo para outro e que, por isso, precisam estar presentes na construção de uma agenda de Estado.
A ABIMAQ preparou, para este ciclo eleitoral, a cartilha “Estabilidade e Competitividade – Os fundamentos de um novo ciclo de crescimento”, com propostas voltadas à construção de um ambiente mais favorável ao investimento e à produção. O documento procura contribuir para uma discussão que ultrapasse interesses específicos e coloque em primeiro plano aquilo que o Brasil precisa fazer para recuperar competitividade, produtividade e capacidade de investimento.
Não se trata de defender uma agenda de governo, mas de apresentar uma visão de país. Uma visão que considera indispensável a combinação entre estabilidade macroeconômica, competitividade, educação e destravamento dos investimentos. Esses são fundamentos para que a indústria possa voltar a ampliar sua capacidade produtiva, incorporar tecnologia, gerar empregos de maior qualidade e competir em melhores condições no mercado internacional.
Fortalecer a representação política da indústria é estratégico diante desse cenário. As decisões tomadas em Brasília têm impacto direto sobre a atividade produtiva e sobre a capacidade das empresas de investir e crescer. Por isso, é importante manter uma interlocução próxima com aqueles que terão a responsabilidade de formular, aprovar e executar as políticas que determinarão os rumos da economia brasileira.
Essa aproximação não pode acontecer apenas em períodos eleitorais. É preciso construir uma interlocução permanente, baseada em dados, conhecimento técnico e na experiência de quem está diariamente dentro das fábricas. Mostrar aos nossos representantes, de perto, os desafios enfrentados pela atividade produtiva é uma forma de contribuir para decisões mais conectadas à realidade do país.
A atuação junto aos presidenciáveis faz parte, portanto, de um trabalho mais amplo de representação política da indústria, que inclui a interlocução permanente com o Congresso Nacional e o Executivo. A articulação política e a fundamentação técnica precisam caminhar juntas para que as demandas do setor sejam transformadas em propostas e políticas públicas.
O Brasil tem condições de crescer. Temos mercado, recursos, empresas capazes de inovar e uma indústria com conhecimento acumulado e presença em praticamente todos os setores da economia. O que precisamos é criar as condições para que esse potencial se transforme em investimento, produção, produtividade e renda.
É por isso que a ABIMAQ continuará fazendo sua parte. Queremos estar próximos dos candidatos, dos futuros governantes e dos parlamentares para mostrar os desafios da indústria e, principalmente, contribuir para encontrar caminhos para superá-los.
A defesa da indústria não termina nas eleições. Ao contrário, é justamente depois delas que começa o trabalho de transformar compromissos em ações. E a ABIMAQ estará presente nesse processo, como sempre esteve, trabalhando para que o Brasil tenha uma indústria mais forte, competitiva e preparada para sustentar um novo ciclo de desenvolvimento.
* Gino Paulucci Jr. – Engenheiro, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ
