Há momentos em que a indústria não apenas produz. Ela se apresenta ao mundo. É o caso da participação da indústria brasileira de máquinas e equipamentos na Hannover Messe e na Agrishow, que ocorreram em abril, e na Feimec, que aconteceu em maio, reiterando que as grandes feiras internacionais cumprem exatamente esse papel. São palcos onde máquinas falam mais alto do que discursos, onde a engenharia ganha forma concreta e onde o futuro é anunciado por meio de protótipos, demonstrações e negócios capazes de redefinir setores inteiros.
A Hannover Messe, realizada anualmente na Alemanha, é há décadas um dos principais termômetros da indústria global. O evento, do qual participamos, reúne centenas de milhares de visitantes de diferentes continentes, além de expositores de áreas como automação, energia, digitalização e engenharia de precisão. É um ambiente em que parcerias estratégicas surgem com rapidez e onde inovação e negócios caminham lado a lado.
Seria um equívoco, no entanto, imaginar que esse protagonismo está restrito à Europa ou à Ásia. O Brasil tem demonstrado, de forma consistente, sua capacidade de realizar feiras de nível internacional, promover negócios e apresentar soluções tecnológicas competitivas.
A indústria nacional de máquinas e equipamentos opera em padrão global, sustentada por engenheiros, técnicos, empresários e trabalhadores altamente qualificados. O setor alavanca o desenvolvimento do país, e as feiras realizadas refletem essa realidade e se posicionam como eventos de classe mundial justamente por representarem uma indústria igualmente competitiva.
A FEIMEC (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos), realizada em São Paulo, é hoje uma das principais vitrines do setor metalmecânico no hemisfério sul. A cada edição, reforça a percepção de quem acompanha a indústria brasileira de perto, de que há uma base tecnológica sólida, com capacidade de inovação crescente. Fabricantes nacionais dividem espaço com empresas globais não como coadjuvantes, mas como protagonistas de um mesmo movimento de avanço industrial.
No agronegócio, a Agrishow ocupa uma posição singular no cenário internacional. Realizada em Ribeirão Preto, a feira se consolidou como uma das maiores e mais relevantes do mundo em tecnologia agrícola. Em um país que desempenha papel estratégico na segurança alimentar global, o evento vai além da exposição de máquinas. Ele mostra toda a capacidade do Brasil de liderar discussões sobre produtividade, inovação e sustentabilidade no campo.
Quando um produtor rural acompanha, em uma demonstração prática, uma máquina capaz de colher, processar e transmitir dados em tempo real para um dispositivo móvel, ele está diante do que há de mais avançado em tecnologia agrícola no mundo.
As feiras têm importância estratégica porque condensam oportunidades em um curto espaço de tempo. Em poucos dias, concentram interações que, em condições normais, levariam meses para acontecer, reunindo fornecedores, compradores e soluções em um mesmo ambiente.
A indústria nacional de máquinas e equipamentos opera em padrão global, sustentada por engenheiros, técnicos, empresários e trabalhadores altamente qualificados. O setor alavanca o desenvolvimento do país, e as feiras realizadas refletem essa realidade e se posicionam como eventos de classe mundial justamente por representarem uma indústria igualmente competitiva.
O Brasil não fica devendo nada ao mundo em termos de avanço tecnológico e a indústria brasileira demonstra, ano após ano, sua capacidade de competir em alto nível, seja nas feiras, nas fábricas ou nos resultados que entrega ao mercado global.
Gino Paulucci Jr. - Engenheiro, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.
