Você está no portal ABIMAQ
Quero me associar

Blog

Voltar
Deputados debatem alta do aço e os impactos na economia gaúcha


17/06/2021 Deputados debatem alta do aço e os impactos na economia gaúcha

A Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Zé Nunes (PT), realizou nesta quarta-feira (16), audiência pública que tratou do impacto na economia gaúcha da elevação do preço do aço, principal matéria-prima da indústria metalmecânica e um dos mais importantes insumos para o setor da construção civil.

Em 2021, o preço foi reajustado pelas usinas para os distribuidores em 35%, enquanto o acumulado no ano passado chegou a 86%, afetando segmentos como produção de eletrodomésticos, implementos rodoviários e agrícolas. A instabilidade também afeta a construção civil e as obras públicas.

A situação do setor será encaminhada à Comissão de Economia da Câmara Federal, ao Ministério da Economia, à bancada gaúcha na Câmara, ao Senado, e ao Ministério de Minas e Energia. “Há perspectiva de aumento das taxas de juros e desvalorização da moeda real. Os custos com investimento têm crescido, o que dificulta a retomada e o reaquecimento da economia brasileira, e o governo precisa tomar a frente”, argumentou Zé Nunes. O evento, em formato virtual, reuniu representantes do Aço Brasil (produtores brasileiros da liga metálica), Associação do Aço no Rio Grande do Sul, Anfavea, ABIMAQ, Sinduscon e prefeituras gaúchas.

O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos da regional Rio Grande do Sul (ABIMAQ-RS), Hernane Cauduro, lamentou que o aumento do preço da matéria-prima aconteça ao mesmo tempo do incremento da demanda de máquinas agrícolas no país. Cauduro afirmou que 90% das empresas do setor compram o produto de revendedores que aumentaram o preço em 140% durante o período da pandemia, repassando o aumento da usina. Para ele, um dos principais problemas é a incerteza quanto ao preço da máquina na entrega ao comprador. "Vivemos total incerteza", afirmou, acrescentando que os preços internacionais também impactam o setor. Uma destas influências vem da mudança de estratégia chinesa para o aço. Ele contou que a China retirou subsídios para exportação, apostando no comércio de produtos agregados. Cauduro também quer que o Brasil adote uma mudança estrutural e estratégica para o aço. "Precisamos de políticas de desenvolvimento onde o aço é estratégico", apontou. Ele previu ainda que, se a economia brasileira crescer de 4 a 5% nos próximos anos, haverá problemas de abastecimento.

Os representantes da Anfavea, Adriano Barros, Marcos Santini e Ana Helena de Andrade diagnosticaram a elevação de preço e os impactos no segmento e os reflexos para a sociedade. Além do preço dos nossos produtos, a médio prazo também haverá aumento do frete e das tarifas do transporte público e no custo dos alimentos produzidos no País. Santini projetou novos aumentos do preço do aço no próximo semestre.

O prefeito de Quinze de Novembro, Gustavo Stolte, município que pertence à região do Alto Jacuí, segundo polo de indústrias de máquinas no RS, expôs preocupações como redução de empregos, queda de arrecadação e problemas com licitações em obras públicas. "Como prever aumentos significativos do custo das obras públicas em razão da alta do preço do aço?", questionou. O prefeito afirmou ainda, que a necessidade de destratos de licitações finalizadas e que em alguns casos não haverá tempo hábil para conclusão de contratos de recursos do governo federal.

A representante da Aço Brasil, Bárbara Oliveira, assegurou que os preços internacionais dos produtos tiveram um novo ciclo de alta. Ela comparou os preços praticados no mercado interno do Brasil com o mesmo mercado em outros países e encontrou similaridade. Bárbara observou que esse fenômeno não deve durar muito tempo. Já o representante do Sinduscon, Alexandre de Almeida, garantiu que o momento de excepcionalidade, com aumentos que trazem problemas em contratos assinados e uma considerável redução de novas vendas.

Para o deputado Clair Kuhn (MDB), se esses aumentos continuarem, o País vai parar de construir e consumir. Ele sugeriu que a bancada gaúcha no Congresso Nacional realize audiência pública sobre o tema.

(Jornal do Comércio – RS)

Compartilhe:



Avenida Jabaquara, 2925
Entrada Social: Rua Bento de Lemos, s/n
CEP: 04045-902 - São Paulo/SP
Tel: (11) 5582-6311
Novidades
Receba novidades sobre a ABIMAQ em seu e-mail

Belo Horizonte - Minas Gerais

Endereço: Av. Getúlio Vargas, 446
Telefone: (31) 3281-9518

Curitiba - Paraná

Endereço: Av. Com. Franco, 1341
Telefone: (41) 3223-4826
Celular: (41) 99133-6247

Recife - Pernambuco

Endereço: R. Gen. Joaquim Inácio, 830
Telefone: (81) 3221-4921

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro

Endereço: R. Santa Luzia, 735
Telefone: (21) 2262-5566

Porto Alegre - Rio Grande do Sul

Endereço: Av. Assis Brasil, 8787
Telefone: (51) 3364-5643

Joinville - Santa Catarina

Endereço: R. Dona Francisca, 8300
Telefone: (47) 3427-5930

Piracicaba - São Paulo

Endereço: Av. Independência, 350
Telefone: (19) 3432-2517

Ribeirão Preto - São Paulo

Endereço: Av. Pres. Vargas, 2001
Telefone: (16) 3941-4113

São José dos Campos - São Paulo

Endereço: Rod. Pres. Dutra, S/N - Km 138
Telefone: (12) 3939-5733

São Paulo - São Paulo

Endereço: Avenida Jabaquara, 2925
Telefone: (11) 5582-6311
ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
©2021 - Todos os direitos reservados.