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22/10/2018 ABIMAQ se reúne com Bolsonaro para falar da indústria

“Para gerar EMPREGO e RENDA, o Brasil precisa retomar o crescimento econômico. E, como concordam dez em dez economistas o INVESTIMENTO de hoje é o CRESCIMENTO de amanhã. Impostos menores sobre o sistema produtivo, um SISTEMA TRIBUTÁRIO SIMPLES, JUROS compatíveis com o retorno das indústrias e um CÂMBIO que garanta a competitividade dos produtos brasileiros são essenciais para a retomada dos investimentos e do crescimento econômico. É DISTO QUE O BRASIL PRECISA!”.

E é isto que consta na abertura de um documento que foi entregue hoje (22/10) ao candidato Jair Bolsonaro, em sua residência, no Rio de Janeiro.” Preparamos para ser entregue a todos os presidenciáveis, para que eles tivessem a oportunidade de conhecer e entender as premissas básicas que consideramos imprescindíveis para o que o país retome o caminho do desenvolvimento”, explicou José Velloso, presidente executivo da entidade, presente na reunião.

Batizado de ‘Cartilha aos Presidenciáveis’, Velloso participa dessa reunião presencial para apresentar sugestões e contribuir com o que for necessário para a retomada do crescimento econômico. “E – explica - falar sobre o setor e seus instrumentos efetivos para alcançar e manter um crescimento sustentado, tão almejado pela nação que ainda está se recuperando de uma das piores crises da sua história”.

Ele explicou ainda que os grandes players mundiais têm, cada um, um projeto de país e sua agenda macroeconômica visa obter e manter um crescimento sustentado. No Brasil, a estratégia não pode ser diferente. É necessário que o país se empenhe em ter uma indústria de transformação robusta, diversificada e competitiva capaz de se destacar no cenário internacional, que, assim como ocorreu em muitas nações hoje desenvolvidas, garanta à sociedade brasileira desenvolvimento tecnológico, empregos de qualidade e renda digna.

Sabemos que apesar de estar saindo de uma das mais profundas crises da sua história, o Brasil ainda tem grandes desafios porque convive com elevada dívida pública que o levou ao rebaixamento no ranking de bom pagador internacional, elevados juros de mercado, câmbio instável, baixo nível de investimento privado, ausência de investimento público. Ainda assim, o próximo governo tem que ter a clara noção de que o aumento da desigualdade social e da violência, a polarização da sociedade, o alto desemprego e o crescente desalento de nossa juventude não podem ser enfrentados sem a retomada do crescimento sustentado, essencial inclusive para o equilíbrio das contas públicas.

“Gostaríamos de alertar inclusive que é preciso, portanto, que o novo governo tome medidas urgentes no sentido de se organizar de forma a permitir o crescimento sustentado da economia de modo que a reversão da desindustrialização garanta emprego e renda para o cidadão. Para isso são necessárias ações que garantam a isonomia competitiva do setor produtivo, proporcionando ampliação de sua participação no mercado doméstico e internacional”.