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Edição 10237 de 14/02/2020

Destaque

01 - Câmbio não deve compensar cenário externo ruim


A desvalorização do câmbio pode ser um alento passageiro para a indústria, mas não deve dar grande impulso às exportações de produtos manufaturados, segundo analistas e integrantes do setor. Além de a volatilidade da moeda prejudicar o horizonte de previsão das empresas, o cenário externo conturbado pela epidemia do coronavírus tem potencial para reduzir ainda mais as vendas brasileiras.

O dólar subiu para o nível de R$ 4 em 2019, mas as exportações de manufaturados caíram 8,5% em valor e 3,4% em volume no período, segundo o Icomex da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2020, a moeda tem renovado suas máximas nominais. Ontem, fechou em R$ 4,33, após ter chegado a R$ 4,38.

Manufaturados não se beneficiam rapidamente de oscilações cambiais, já que estratégias de exportação são decisões de longo prazo. “É tolice apostar em ganho de competitividade com câmbio”, afirma Edgard Dutra, diretor da fabricante de compressores Metalplan, de São Paulo. “Não dá para mexer a toda hora na lista de preços”, diz ele, para quem o que ajuda o exportador é a previsibilidade da moeda.

As exportações da empresa caíram 30% em 2019 e parcela da receita das vendas externas no total recuou de 15% em 2018 para 12%. No início do ano passado, a expectativa era de alta nas vendas, mas a crise em mercados da América Latina  frustrou a previsão. “Bolívia e Chile pararam no segundo semestre”, lembra o empresário sobre o período em que ambos os países tiveram ondas de protestos violentos. O desempenho não foi pior porque um grande cliente argentino manteve o fluxo de compras As oscilações do câmbio no Brasil estão entre as maiores num grupo de economias relevantes, aponta Antônio Carlos Diegues, professor da Unicamp e coordenador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia da universidade. A decisão de vender ao exterior, diz, não é tomada no curto prazo, já que leva tempo abrir canais de comercialização.

Por isso, encontrar outros destinos para os manufaturados normalmente vendidos à Argentina - uma das grandes responsáveis pela queda das vendas brasileiras - não é trivial. O Brasil, segundo Diegues, exporta mais produtos de alta intensidade tecnológica ao país vizinho e a outros do Mercosul e da América Latina porque há maior integração de suas estruturas produtivas.

Para Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, o “efeito Argentina” supera possíveis benefícios do câmbio. Além disso, o comércio mundial deve desacelerar neste ano, com possível queda nos preços de commodities, o que afeta a demanda de outros parceiros sul-americanos que compram os nossos bens industriais. “O câmbio não vai resolver isso sozinho.”

Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), entidade comissionada pelas maiores indústrias do país, observa que a perda de ímpeto do comércio mundial aumenta a competição lá fora, outra barreira ao avanço das exportações. “Nesse contexto, se sai melhor quem tem competitividade. E o Brasil tem problemas estruturais nessa área.”

Ele observa que, antes do coronavírus, o Banco Mundial estimava alta de 1,9% do comércio global em 2020, após avanço de 1,5% em 2019. “Cresceu a chance de o comércio mundial andar de lado”, diz. Dito isso, Cagnin não vê um ano tão ruim como 2019 para as vendas de manufaturados. “A queda da exportação para a Argentina já aconteceu. Esse mercado não vai ajudar, mas não deve atrapalhar tanto.”

Já para o setor calçadista, a recuperação das vendas à Argentina, seu segundo maior mercado, é mais relevante que a alta do dólar, ao lado da manutenção do espaço conquistado nos Estados Unidos, maior comprador. “Um dólar entre R$ 4 e R$ 4,30 está num bom nível, como estava em R$ 3,80. O problema é a amplitude da variação, que prejudica a formação de preços”, afirma Haroldo Ferreira, presidente da Abicalçados, que reúne a indústria de sapatos. Desde 2018, no início da recessão argentina, o setor tem buscado ampliar a presença nos EUA, na Europa e em países latino-americanos, como o Peru. A associação prevê alta de 1,1% a 1,9% em volume e de 2,5% a 3% em receita nas vendas externas de 2020. No ano passado, houve altade 0,9% em volume e queda igual em receita.

A expectativa é manter a mesma quantidade de vendas para os Estados Unidos. Quanto à Argentina, o desempenho ainda é uma incógnita. “Mas há um sentimento mais positivo do que havia em outubro do ano passado”, diz o executivo. Em janeiro, as vendas ao mercado vizinho subiram 36% em volume. Ferreira vê o cenário externo com cautela neste ano. Se a crise do coronavírus durar mais tempo a entidade deve rever as estimativas para 2020.

Patrícia Gomes, diretora-executiva de mercado externo da ABIMAQ (da indústria de máquinas e equipamentos), diz que não há expectativa de crescimento para as exportações do setor em 2020. “Devemos manter o resultado de 2019, mas pode haver alguma revisão. No ano passado, essa indústria vendeu 7,2% menos ao exterior.

Em dezembro do ano passado, a Associação dos Exportadores do Brasil (AEB) previa que as vendas de manufaturados cairiam 4,5% em 2020, para US$ 74,4 bilhões. Agora, espera algo em torno de US$ 73 bilhões. “Pode ser menos”, observa José Augusto de Castro, presidente da entidade. Assim, o superávit da balança, estimado pela AEB em US$ 26 bilhões, também pode ser menor. Em 2019, o saldo foi de US$ 48 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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02 - Mercado aposta na 1ª edição da PPW - Packaging & Process Week


A primeira edição da PPW - PACKAGING & PROCESS WEEK - Feira Internacional de Tecnologia, Processos e Embalagens para as Indústrias de Alimentos, Bebidas, Cosmética, Farmacêutica e Química, evento que surgiu com a finalidade de atender às demandas do mercado, impulsionar os negócios e unir todos os elos da cadeia nacional e internacional já tem o apoio de mais de 30 entidades do Brasil e América Latina, dentre as quais o apoio exclusivo do Instituto de Embalagens, referência em ensino e pesquisa sobre embalagens no País.

A PPW foi desenvolvida para atender as necessidades dos mercados de tecnologia, processos e embalagens que sentiam a ausência de um evento dedicado mais abrangente a todas as indústrias, com foco tecnológico e com presença internacional. "Iremos debater as tendências e fomentar negócios entre todos os elos da cadeia, com a participação de fabricantes, fornecedores de máquinas e dispositivos, equipamentos e componentes, processos e automação, além de uma audiência extremamente qualificada representada pelos compradores das indústrias de alimentos, bebidas, cosmética, farmacêutica e química", afirma o diretor da PPW na Reed Exhibitions Alcântara Machado, Leandro Lara.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), instituição nacional da avicultura e da suinocultura, é uma das entidades que apoiam a PPW. O presidente da ABPA, Francisco Turra, destaca que este é um evento primoroso, voltado para o mercado e altamente profissionalizado. "É uma oportunidade para o setor se reunir e discutir as práticas atuais, ao mesmo tempo em que apresenta novas soluções e tecnologias". Ainda de acordo com Turra, a feira beneficiará todo o setor produtivo que, direta ou indiretamente, utiliza as tecnologias e processos que serão apresentados durante o evento. "Nós, da ABPA, temos as melhores expectativas quanto à capacidade da PPW em contribuir para a ampliação de oportunidades, o intercâmbio de informações e o fortalecimento da inovação no segmento, que atualmente carece de inovações diante de um mercado dinâmico, com um consumidor em constante evolução em termos de conceitos e necessidades. Esse é o grande desafio para este eixo produtivo".

"A Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR) está honrada em apoiar a Packaging and Process Week 2020 (PPW), pois a embalagem é essencial para a indústria de bebidas não alcoólicas. Trata-se de um importante cartão de visita, ou seja, a primeira impressão do consumidor ao se deparar com o produto nas prateleiras. Portanto, quanto mais atrativa no formato, design, cores, sustentabilidade, mais cativará o consumidor. Além do aspecto visual, também é essencial na conservação e durabilidade de nossos produtos, garantindo assim a segurança alimentar de nossos consumidores", afirma o presidente da ABIR, Alexandre Jobim.

As expectativas positivas são reforçadas pela vice-presidente da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (FEBRAE/RJ), Duaia Vargas da Silveira, entidade que também apoia institucionalmente a primeira edição da PPW. "Somos motivados a colaborar com toda a área de tecnologia que envolve engenharia e tem como finalidade apresentar serviços que busquem atender às demandas de mercado, priorizando o meio ambiente e, consequentemente, a população".

"A Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis (Agagel) é uma entidade atuante e atenta às demandas do setor. A área de embalagens é considerada uma parte muito importante da cadeia produtiva, podendo muitas vezes ser estratégica na apresentação final do produto. Acreditamos no potencial dessa feira por concentrar fornecedores. Esse é um aspecto que para nós, gaúchos, é muito importante, sem falar na agilidade das indústrias entre o lançamento e a disponibilização dessas novidades no mercado. Em termos de opções de embalagens, algo que mais buscamos atualmente são alternativas biodegradáveis, tendo em vista a consciência crescente de empresas e consumidores pela preservação ambiental", afirma o presidente da Agagel, Vanderlei Bonfante.

A PPW será de 15 a 18 de setembro no São Paulo Expo, em São Paulo (SP), é uma realização da ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, com promoção e organização da Reed Exhibitions Alcântara Machado, e apoio institucional da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Abal (Associação Brasileira do Alumínio), ABEAÇO (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), ABICAB (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates), ABIEA (Amendoim e Balas, Associação Brasileira das Indústrias Etiquetas Adesivas), Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados); ABIPLA (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins), ABIR (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas), Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), ABPO (Associação Brasileira do Papelão Ondulado), ABRADILAN (Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos), ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), ABRAFRIGO (Associação Brasileira de Frigoríficos), ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), AGAGEL (Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis e Afins), ANR (Associação Nacional de Restaurantes), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), FENEMI (Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial), Sistema FIEAC (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Acre), Sistema FIEPA (Federação das Indústrias do Estado do Pará), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Instituto de Embalagens, SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Simplás (Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho) e SINDIMOV (Sindicato da Indústria do Mobiliário de São Paulo).

SERVIÇO
PPW - PACKAGING & PROCESS WEEK
Data: 15 a 18 de setembro de 2020
Local: São Paulo Expo
Mais informações: https://www.ppwfeira.com.br/pt-br.html

Fonte: Guia de Embalagens

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03 - Seminário debate geração de empregos e demandas com o PróFerramentaria


O Seminário PróFerramentaria SP será realizado na próxima quarta-feira, dia 19, às 8h30, no Instituto Mauá de Tecnologia, Praça Mauá, 1, São Caetano, Auditório H - 201.

O diretor executivo do Sindicato, Wellington Messias Damasceno, ressaltou a importância da participação dos trabalhadores no setor, representantes de montadoras, sistemistas e ferramentarias da região.

"É fundamental entender como vai ser o programa e como ele pode se traduzir em demandas para o setor de ferramentaria, com geração de empregos", afirmou.

"A ideia é ter a participação de todos os envolvidos do setor. Defendemos a liberação dos recursos retidos de ICMS das montadoras para compra de ferramental e como o projeto pode se viabilizar para recuperar o parque industrial. Além disso, defendemos a capacitação dos trabalhadores no processo", explicou.

O governo de São Paulo apresentará como irá funcionar a modelagem do projeto. Já as montadoras irão explicar o processo de compra e as expectativas de utilização dos recursos. Também haverá um painel sobre a ferramentaria no Rota 2030.

O debate é organizado pelos Metalúrgicos do ABC, CNM-CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT) em conjunto com as associações Abinfer, AABIMAQ, o APL de Ferramentaria do Grande ABC e o Instituto Mauá de Tecnologia.

O decreto do ProFerramentaria foi publicado em dezembro de 2019. Em agosto de 2017, o Sindicato participou da assinatura do Protocolo de Intenções para fortalecimento do setor em reunião do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, além de uma série de conversas e reuniões para que o programa se viabilizasse.

Quando as montadoras e as autopeças exportam, realizam o pagamento do ICMS, porém elas adquirem um crédito como forma de incentivar as exportações. Este recurso fica parado no caixa do governo do Estado. Pela proposta, o governo libera o crédito desde que as empresas se comprometam a utilizá-lo em investimentos no setor.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos ABC

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Comércio Internacional

01 - Dólar mantém 'trégua' e opera em queda em mais um dia de intervenção do BC


O dólar opera em queda nesta sexta-feira (14), dando sequência à trégua da véspera, em mais um dia de intervenção do Banco Central no mercado de câmbio. Até quarta, a moeda havia batido quatro recordes consecutivos.

Às 9h04, a moeda norte-americana caía 0,2%, vendida a R$ 4,3253. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, o dólar abriu em alta e chegou a alcançar R$ 4,38, mas fechou em baixa depois da intervenção do Banco Central, que realizou um leilão extra de contratos de swap cambial. A moeda norte-encerrou o dia vendida a R$ 4,3339, em uma queda de 0,38%.

Leilão de swap

O Banco Central faz nesta sexta-feira mais um leilão de até 20 mil contratos de swap cambial tradicional, no equivalente a US$ 1 bilhão, em oferta líquida desses ativos – a mesma operação realizada na quinta, após a disparada do dólar.

Por meio dos contratos de “swap cambial”, o BC realiza uma operação que equivale à uma venda de moeda no mercado futuro (derivativos), o que reduz a pressão sobre a alta da moeda. A oferta de swaps cambiais nesta quinta foi a primeira do tipo desde agosto de 2018.

Os swaps são contratos para troca de riscos: o BC oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento desses contratos, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período.


Esses contratos servem também para dar “proteção” aos agentes que têm dívida em moeda estrangeira – neste caso, quando o dólar sobe, eles recebem sua variação do BC.

Polêmica

O câmbio virou motivo de polêmica na quarta-feira (12). Em evento em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o dólar mais baixo permitia empregadas domésticas irem à Disney, nos Estados Unidos. O ministro acrescentou que a alta do dólar fará "todo mundo conhecer o Brasil".

"Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada. Mas espera aí? Espera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai ali passear nas praias do Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu. Vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil, que está cheio de coisa bonita para ver", declarou.

Empregadas domésticas e parentes que nunca saíram do Brasil reagem a fala de Guedes

Empregadas na Disney? Viagem internacional foi item mais raro no auge do consumo da nova classe média

Dólar alto faz viagens ao exterior diminuírem pela primeira vez em 10 anos

Redução dos juros

A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 diminuiu o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. Isso elevaria a cotação da moeda.

Um dos bancos que tem recomendado emergentes que oferecem diferencial de juros maior é o Credit Suisse. “Temos preferido apostar em moedas que oferecem altas taxas de juros reais e nominais, um balanço de pagamentos estável e riscos políticos, no mínimo, bem conhecidos”, diz um relatório recente do banco. “O rublo russo e a lira turca são dois exemplos dessa descrição. Entre as moedas latino-americanas, nenhuma além do peso mexicano.”

Separadamente, o J.P. Morgan revisou sua perspectiva para a moeda brasileira de “compra” para “neutra”. O banco americano - elegeu o Brasil como uma de suas principais apostas para 2020 em dezembro - nota que as perspectivas de médio prazo do país continuam positivas. No entanto, a deterioração do sentimento de risco e os potenciais efeitos sobre a economia real levaram o banco a interromper a aposta sobre a moeda brasileira.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - 'Prévia' do PIB do Banco Central indica que economia brasileira cresceu 0,89% em 2019


O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), aponta que a economia brasileira cresceu 0,89% em 2019. O indicador foi divulgado nesta sexta-feira (14) pela instituição.

Se confirmado, esse será o terceiro ano seguido de expansão econômica, mas representará desaceleração frente ao ritmo registrado em 2018 - quando o PIB do país cresceu 1,3% (número revisado).

O resultado oficial do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, será divulgado somente em 4 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O mercado, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, estima uma expansão de 1,12% para a economia brasileira em 2019.

O Ministério da Economia também estima uma alta de 1,12% e, para o BC, o crescimento será de 1,2% no último ano.

Para 2020, o mercado financeiro estima uma alta de 2,3% para o PIB. Entretanto, economistas avaliam que a crise do coronavírus, iniciada na China, tende a impactar a economia global, puxando essa taxa de crescimento para baixo.

Em São Paulo, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, avaliou nesta sexta-feira que, nas análises de agentes do mercado, o impacto sobre o crescimento do PIB brasileiro varia “consideravelmente”: oscilando de 0,1 a 0,4 ponto percentual para baixo.

Mês a mês

No comportamento mensal, o IBC-Br, a "prévia" do PIB do BC, registrou queda em seis dos doze meses do ano passado (valores revisados). O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Segundo a instituição, o indicador do nível de atividade começou o ano passado com estabilidade (leve alta de 0,01%) e recuou nos três meses seguintes, voltando a registrar expansão somente em maio e junho. Depois de recuar em julho, voltou a crescer nos meses seguintes, ma terminou 2019 em queda.

Em termos de impacto no nível de atividade, 2019 foi marcado pelo rompimento da barragem de Brumadinho, no início do ano e, também, por incertezas no ambiente externo, como a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a recessão na Argentina - que influenciaram o resultado comercial.

Esses choques, segundo o Banco Central, "custaram" 0,67 ponto percentual ao crescimento da economia no ano passado. Sem esses eventos, a conclusão da instituição é de que o PIB teria uma alta maior, nesta mesma proporção, no ano passado.

Além disso, o governo conseguiu aprovar em 2019, com apoio de lideranças políticas, mudanças nas regras de aposentadoria do INSS e de servidores públicos, com impacto nas contas públicas estimado (economia) de R$ 855 bilhões em 10 anos.

As mudanças na Previdência aumentaram a confiança dos investidores na economia, influenciando a Bolsa de Valores - que registrou valorização de 31,58% -, e permitiram, junto com o fraco ritmo do nível de atividade, uma queda da básica de juros da economia para mínimas históricas.

Para tentar aquecer a economia, o governo Bolsonaro também anunciou, no ano passado, a liberação de saques das contas inativas, e ativas, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), injetando cerca de R$ 30 bilhões na economia em 2019.

Indicadores econômicos

O ano passado foi marcado pelo queda de 1,1% na produção industrial. Com o resultado de dezembro, a indústria brasileira operou 18% abaixo de seu ponto mais alto, registrado em maio de 2011.

As vendas do comércio varejista cresceram pelo 3º ano seguido em 2019, mas perderam ritmo. Segundo o IBGE, o crescimento do setor só não foi maior por conta do segmento de hipermercado, que foi o que impulsionou as altas de 2017 e 2018.

Já o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1% em 2019, interrompendo sequência de 4 anos sem crescimento. O desempenho foi puxado por empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo, serviços de informação e tecnologia da informação, assim como pela locação de veículos (aumento de motoristas de aplicativos).

Com os juros mais baixos, o Indicador do Ipea de investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) registro um crescimento de 2,1% no ano passado. 

Consumo Aparente de Bens Industriais - parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações - registrou queda de 0,2% em 2019.

A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 11% no trimestre encerrado em dezembro, atingindo 11,6 milhões de pessoas. Foi a terceira queda seguida do indicador, que ficou em 11,2% nos três meses até outubro. Com isso, ficou no menor patamar desde o trimestre encerrado em março de 2016.

Fonte: G1

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Industria

01 - 2,9 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos 2 anos


Dados divulgados nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 2,9 milhões de brasileiros desempregados (25% do total) buscavam trabalho há pelo menos 2 anos no trimestre encerrado em dezembro.

O número é um pouco menor do que o registrado no final de 2018, quando 3,1 milhões de desempregados se encontravam nessa situação. O recuo acompanha taxa média nacional de desemprego, que caiu de 12,3% em 2018 para 11,9% no ano passado.

Do total de desempregados no 4º trimestre de 2019, outros 1,65 milhão (14,2%) procuravam trabalho há mais de 1 ano e a menos de 2 anos. Outra parcela de 1,86 milhão (16%) buscava trabalho há menos de um mês. A maior fatia, um contingente de 5,21 milhões (44,8%), estava desempregada entre 1 mês e menos de 1 ano.

No trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desocupação ficou em 11%, atingindo 11,6 milhões de pessoas, conforme já tinha sido divulgado anteriormente pelo IBGE.

Desemprego cai em 16 estados em 2019, mas 20 têm informalidade recorde

Apesar da queda no desemprego no ano passado, a taxa média anual de informalidade em 2019 ficou em 41,1% da população ocupada, maior nível desde 2016, e também foi recorde em 20 estados. O indicador refere-se a soma dos trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregado.

Fonte: G1

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Setor

01 - Preço da gasolina tem diferença de mais de 30 centavos em Campina Grande, diz Procon


O preço cobrado pela gasolina comum pode variar mais de 30 centavos em Campina Grande, segundo uma pesquisa feita pelo Procon Municipal. Conforme o levantamento feito na terça-feira (11), em 58 postos de combustíveis, o menor preço cobrado pelo produto é de R$ 4,109 e o maior é de R$ 4,499.

O valor cobrado pelo combustível no mês de fevereiro é menor do que o praticado em dezembro de 2019, em que foi registrado o preço de 4,384, e de janeiro deste ano, que era vendido por R$ 4,289.

Já a variação no preço do etanol é de aproximadamente 60 centavos. O menor preço cobrado pelo produto é de R$ 2,999 e o maior é de R$ 3,599.

O menor preço do combustível é maior do que o registrado em janeiro deste ano, que foi de R$ 2,980.


Fonte: G1

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