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Edição 10125 de 13/08/2019

Destaque

01 - Acordo gera aumento de 70.77% nas exportações de tecidos, fios e denim do Ceará para a Colômbia


As exportações cearenses de "Tecidos de algodão, fios de diversas cores e denim contendo pelo menos 85% em peso de algodão" para a Colômbia somaram US$ 1,05 milhão no primeiro semestre de 2019, um salto de 70,77% em comparação com igual período de 2018 (US$ 619.340).

O resultado fez com que esses produtos têxteis passassem da terceira para a segunda posição entre os itens cearenses mais vendidos para a Colômbia no primeiro semestre do ano, atrás apenas de "Calçados de borracha ou plástico, com parte superior em tiras ou correias, com saliências (espigões) que se encaixam na sola" (US$ 5,6 milhões).

Os dados são do Comex Stat, sistema Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), e evidenciam os impactos positivos para o Ceará gerados pelo acordo entre Mercosul e Colômbia, em vigor há pouco mais de um ano e meio, para zerar as tarifas de exportação do setor têxtil.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em geral no Estado do Ceará (Sinditêxtil-CE), Rafael Cabral, as exportações de produtos cearenses para a Colômbia - e também para outros países - poderiam ser ainda maiores se o custo da produção do Brasil não fosse tão elevado e o câmbio não variasse muito, mantendo o dólar em um patamar atrativo.

"Nós temos um Custo Brasil elevado. Então, só vale a pena exportar com o dólar no patamar de R$ 3,80 a R$ 4. Se o dólar cai, nós não temos como competir com outros produtos têxteis que chegam à Colômbia, vindos de países asiáticos, por exemplo. Assim, mesmo com o acordo comercial, enfrentamos o problema do Custo Brasil e da oscilação cambial", explica.

Apesar dos desafios, o potencial dos setores têxtil e de confecção do Ceará é ressaltado por representantes dessas cadeias produtivas. "A indústria têxtil do Ceará tem como diferenciais a criatividade, o compromisso, a tecnologia e a força do povo local, que é única. Em termos de indústria têxtil, da fabricação de fios e tecidos, nós somos uma das mais modernas do Brasil", garante o presidente do Sinditêxtil-CE.

A proximidade com grandes mercados consumidores internacionais, a exemplo da Colômbia, e a oferta de produtos diferenciados são outros pontos a favor do Estado. "O Ceará está entre os maiores produtores têxteis do Brasil, possuindo, ainda, uma localização geográfica privilegiada que favorece os negócios com a Colômbia e também com outras partes do mundo, como o continente africano. Além disso, o Ceará tem algo que poucos estados do Brasil têm, que é a inserção da cultura, do artesanato, nos seus produtos", destaca o presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Rafael Cervone.

Eventos internacionais

Para ele, a participação em eventos internacionais, a exemplo da Colombiatex, que ocorre anualmente em Medellín (Colômbia) e é considerada a maior feira do setor têxtil da América Latina, é um dos caminhos para a aproximação comercial e a realização de mais negócios impulsionados pelo acordo comercial que zerou as tarifas para o setor têxtil.

Opinião semelhante tem o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas de Homem e Vestuário no Estado do Ceará (Sindroupas), Lélio Matias. De acordo com ele, apesar de o cenário ainda continuar difícil para o setor, os empresários têm "se movimentado" e implementado ações que buscam ajudar a agregar valor aos negócios, como a realização de eventos e a participação em feiras internacionais como a Colombiatex e a Itma, que ocorreu no último mês de junho, em Barcelona (Espanha).

"Na parte de vestuário, a procura estrangeira é mais por calçados e moda praia. A lingerie também tem participação. Outros segmentos também têm conseguido marcar espaço. A gente percebe que a procura vem crescendo, mas ainda não é um número muito expressivo. Para fortalecer mais a cadeia da moda, precisamos de ações como incentivo ao crédito, tecnologia e inovação e capacitação para mudar o perfil do profissional que está atuando nesse setor. Além disso, nós não abrimos mão das missões internacionais", afirma Lélio Matias.

De olho nas oportunidades

A participação em eventos internacionais tem sido, há algum tempo, uma das principais estratégias do Ceará e do Brasil, de modo, geral, para fomentar os negócios com compradores estrangeiros. Com a entrada em vigor do acordo comercial de taxa zero para o setor têxtil entre a Colômbia e o Mercosul, muitos empresários brasileiros estão apostando no potencial de crescimento no mercado do país vizinho. Não à toa, a edição deste ano da Colombiatex, realizada no fim de janeiro, reuniu o maior número de representantes brasileiros de todas as edições do evento, que ocorre desde o final da década de 1980.

Ao todo, foram 41 expositores, incluindo 30 empresas têxteis (algumas com filiais no Ceará) e 9 empresas de máquinas e equipamentos, além de entidades que representam o setor, como a Abit e a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). O resultado foi a realização e a prospecção de negócios que superam US$ 67,4 milhões.

Segundo Rafael Cervone, Brasil e Colômbia têm uma relação comercial saudável e com grandes possibilidades de crescimento. "Primeiro, a balança comercial é zerada. Em 2018, o Brasil exportou cerca de US$ 45 milhões para a Colômbia, que exportou o mesmo valor para o Brasil. É um fluxo de comércio justo. Não temos problema de contrabando, de comércio desleal. São países que podem crescer juntos. Além disso, grande parte dos itens importados e exportados são produtos complementares e no início da cadeia produtiva, como fios e tecidos técnicos que ainda serão manufaturados. Isso mostra uma complementaridade, mostra que estamos no caminho certo", avaliou.

De acordo com o presidente emérito da Abit, no primeiro ano de vigência do acordo de livre comércio, o valor das exportações brasileiras para a Colômbia cresceu 46,6%, passando de US$ 30 milhões, em 2017, para US$ 44 milhões em 2018. Apenas em fios, o Brasil vendeu US$ 7 milhões para o mercado colombiano no ano passado, um incremento de 500% frente a 2017. Outros destaques foram os segmentos de tecidos, com alta de 62%, filamentos (+27%) e vestuário (+25%).

Ele acredita que esses resultados são apenas o começo de uma parceria exitosa e que pode ser ampliada em breve, permitindo ao Brasil o ingresso em outros mercados. "Hoje, o maior país fornecedor para a Colômbia e para o Brasil é a China. Nós podemos substituí-la - e a Ásia toda - e ganhar participação do Brasil e da Colômbia nos nossos mercados. Além disso, estamos estudando também um acordo de regra de origem pelo qual poderemos usar o mercado da Colômbia, que já possui um acordo comercial com os Estados Unidos, para chegarmos ao mercado norte-americano. A Colômbia poderia usar produtos brasileiros para fazer manufatura. A negociação desse acordo está em andamento, mas depende muito do governo. Inicialmente, Brasil, Colômbia e Estados Unidos são favoráveis", contou.

As oportunidades de negócios a partir dos acordos de livre comércio também foram exaltadas por Carlos Eduardo Botero Hoyos, presidente executivo do Inexmoda, instituto responsável pela realização da Colombiatex. "Como a feira mais reconhecida e especializada do setor têxtil da América Latina, a Colombiatex tem a responsabilidade de impulsionar os negócios do setor. Nosso objetivo é conectar saberes e experiências para seguir dinamizando o setor e aproveitar os tratados de livre comércio", disse.

Sobre a Colombiatex

A Colombiatex abre o calendário anual dos principais eventos mundiais do setor têxtil. Neste ano, o Brasil, que participa desde o início do evento, contou com o número recorde de 41 expositores, incluindo 30 empresas têxteis e 9 de máquinas e equipamentos, além de entidades que representam o setor. A delegação brasileira, aliás, respondeu por 20% dos expositores internacionais do evento, atrás apenas da Índia (21%).

Com a grande movimentação de expositores e compradores oriundos de diferentes partes do mundo, Medellín, outrora famosa por crimes ligados à droga e à máfia, consolida sua transformação socioeconômica e seu relevante papel como palco de grandes eventos de negócios. Para se ter uma ideia, apenas com a Colombiatex de 2019, a cidade de Medellín recebeu uma injeção econômica de US$ 11 milhões, registrando, ainda, uma taxa de ocupação hoteleira de 88%, uma das maiores do ano.

"A Colombiatex reafirma, cada vez mais, a importância que Medellín adquiriu como epicentro de grandes eventos nacionais e internacionais. Ano após ano, essa feira reúne novidades e novas visões do setor têxtil, se convertendo não só em um espaço de atualização, mas em um centro de negócios e de relacionamentos", destacou a secretária do Desenvolvimento Econômico de Medellín, Maria Fernanda Galeano.

Fonte: Cimm, Textile Industry Blog

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02 - O que mudou com a atualização da NR-12?


Motivo de inúmeras polêmicas nos últimos anos, a NR-12 - a norma que trata de segurança do trabalho em máquinas, lançada em 1978 e revisada em 2010 - acaba de ser atualizada. A cerimônia de lançamento ocorreu em Brasília (DF) no último dia 30 de julho.

“São poucas alterações, mas significativas”, afirma João Alfredo Delgado, diretor executivo de Tecnologia da ABIMAQ, que participou da comissão tripartite (governo, trabalhadores e indústria) que promoveu a recente atualização. Em sua avaliação, agora, o texto da norma ficou mais simples e claro. “E, ao contrário do que se diz por aí, foram mantidas todas as condições de segurança para o trabalhador”.

“O maior ganho desta atualização está no campo da segurança jurídica”, frisa. “Melhoramos muito o texto, retirando trechos que geravam inúmeras dúvidas e de pendiam de interpretação. Para o setor de máquinas e equipamentos, essa clareza é fundamental. A norma ficou mais clara, mais adequada”.

Delgado lembra, por exemplo, que anteriormente algumas informações que constavam dos anexos se chocavam com o que estava escrito no corpo da norma, gerando impasses. Isto foi eliminado com a regulamentação de que prevalece o que estiver no anexo (que na maioria das vezes trata de assuntos específicos, caso das máquinas alimentícias, por exemplo). Outro ponto destacado é que as informações referentes à ergonomia foram retiradas da NR-12 - afinal existe uma norma específica para tanto, que é a NR-17 -, assim como tudo que diz respeito aos EPIs.

Para o diretor da ABIMAQ, outro avanço importante e “que era uma antiga reivindicação do setor” são as linhas de corte, tanto a temporal quanto a técnica. Se uma máquina foi fabricada em determinada época e atendia às normas de fabricação de então, não há porque precisar ser retrofitada. Se as máquinas mais modernas ganharam, por exemplo, sensores. “Isto não quer dizer que as máquinas fabricadas antes de repente ficaram inseguras. O que não pode é não pode é não atender normas e princípios de segurança, a máquina tem de ser segura”, diz, e exemplifica: “um carro fabricado há vários anos não ficou mais inseguro só porque o freio ABS foi inventado”.

O mesmo vale para o estado da técnica. A norma foi editada agora, mas novas evoluções surgirão. Novas tecnologias não poderão ser implementadas por não constarem da NR-12? Se a resposta for negativa, estaremos impedindo a evolução tecnológica. Então, sim, é possível utilizar, desde que seja documentado. (O artigo 12.1.9.1.1. trata da possibilidade de uso de medidas alternativas não previstas na NR-12). Delgado lembra ainda que todo o produto que tiver certificação do Inmetro não precisa seguir a NR-12, pois tem um certificado especifico.

Máquinas Importadas - Outro ponto é que a NR-12 vale tanto para máquinas nacionais quato importadas. Não há distinção e as importadas têm de obedecer às mesmas regulamentações que as nacionais.

Porém, nesse ponto ainda existe um impasse “que vem sendo tratado com o governo e que deve ser resolvido em breve”. Segundo Delgado, a questão está no despacho aduaneiro, onde restou uma porta aberta para se importar máquinas sem alguns requisitos. “As máquinas importadas também têm de seguir a mesma legislação. Nós não podemos exportar máquinas sem a marcação CEE (norma europeia), mas quando uma máquina chega ao Brasil isso não é verificado, não existe (ainda) um documento exigindo a verificação se a máquina importada tem ou não a plaqueta informando as normas que segue”.

Assim, é possível também entrar no País uma máquina com motor de baixa eficiência energética, fato que influi no preço do produto (um motor de alta eficiência energética pode ter um custo até 20% superior a outro que não segue as normas, influindo portanto nos custos do produto final e nas regras de concorrência). “Hoje, na Internet, é possível se encontrar oferta de máquinas com ou sem NR-12. Isto é um desvio de comércio. Em vários países não é probido usar motores de baixo eficiencia energética. É preciso então colocar uma exigência no despacho aduaneiro, a lei obriga a ter uma plaqueta na máquina e isto deve ser verificado”, diz, acrescentando, porém, que a maioria das máquinas que chegam ao Brasil cumprem a legislação.

Na opinião do diretor de Tecnologia da ABIMAQ, pode-se dizer que a NR-12 está resolvida a princípio, atendeu às demandas dos empresários e dos trabalhadores, mas agora precisa ser seguida e se garantir que seja cumprida. “Resumindo: a NR-12 está mais simples. Foram tiradas as dubiedades, pois numa página se dizia uma coisa e em outra dependia de interpretação. Ficou mais clara, mais simples, com os conceitos de segurança no corpo da norma. Agora o que está na norma é o “que” devo proteger e não o “como”, o que dava margem a várias interpretações”.

Fonte: Usinagem Brasil, Cimm

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03 - Recolocação, networking e mudança de carreira serão debatidos em evento na ABIMAQ


Para os interessados na busca de uma recolocação profissional ou mudança de carreira, o Reconecte Work (http://reconecte.work) é um evento, que acontecerá no dia 13 de agosto, e reunirá diversos profissionais comprometidos com o bem-estar social e profundo interesse em fornecer suas melhores habilidades para auxiliar os participantes. Será também uma oportunidade para realizar networking com outros profissionais.

O encontro, que é gratuito e tem vagas limitadas, acontece na sede da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). O idealizador do Reconecte Work é Marcelo Campos, vice-presidente da entidade. A programação prevê as palestras: Processo Seletivo e Técnicas de entrevista; Transformação Digital: Você está pronto para a mudança; e Mobilidade de Carreira.

Entre os co-organizadores e palestrantes estão altos executivos e profissionais de reconhecida performance no mercado profissional, tais como: Beralda Lima, Victor Venâncio, Vera Lorenzo, Rafael Araujo, Natália Azeredo, Rui Bezerra, Pedro Dias, Daniel Shiraishi, Ronaldo Tarcha, Fernando Mantovani, Marcos Perez, Alberto Machado, Caio Cruzeiro, Cátia Magalhães, Roberto Silva.

Serviço
Reconecte Work
Data: 13 de agosto
Horário: 12h30 às 18 h
Local: Sede ABIMAQ SP - Avenida Jabaquara, 2925 (Próximo à Estação São Judas do Metrô)

Fonte: Negócios em Foco, Fator Brasil

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Comércio Internacional

01 - BC argentino eleva juros a 74% para conter dólar


Banco Central argentino ampliou em 10 pontos percentuais a taxa de juros do país, para 74% ao ano, na tentativa de conter a alta do dólar, que disparou 30%. Alta da moeda veio na esteira da vitória da oposição nas eleições primárias do último domingo, que surpreendeu por tornar difícil a reeleição de Mauricio Macri e aumentar a chance de Cristina Kirchner voltar ao governo como vice na chapa de Alberto Fernández.

Fonte: DCI

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02 - Clima econômico da América Latina piora há dois trimestres


Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico (ICE) da América Latina registrou piora pelo segundo trimestre consecutivo, puxado pela queda no Indicador da Situação Atual (ISA), que passou de 47,0 pontos negativos em abril para 67,3 pontos negativos em julho. O cenário internacional influenciou o indicador.

Fonte: DCI

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03 - Confiança do investidor alemão enfraquece com piora das perspectivas econômicas


O humor entre os investidores alemães piorou bem mais do que o esperado em agosto, mostrou uma pesquisa nesta terça-feira, e o instituto ZEW culpou as disputas comerciais e chances maiores de um Brexit sem acordo pela piora da perspectiva.

Segundo o ZEW, sua pesquisa mensal mostrou que o sentimento econômico entre os investidores caiu a -44,1, de -24,5 em julho, indo ao menor nível desde dezembro de 2011.

Economistas consultados pela Reuters esperavam queda a -28,5.O índice alemão DAX <.GDAXI> atingiu a mínima do dia após a publicação da pesquisa. O resultado é um mau presságio para a economia alemã, que o governo espera que vá crescer apenas 0,5% este ano, e muitos economistas esperam ver uma contração no segundo trimestre quando os dados forem divulgados na quarta-feira.

O presidente do ZEW, Achim Wambach, disse que a pesquisa indica significativa deterioração na perspectiva para a economia alemã."A mais recente intensificação na disputa comercial entre Estados Unidos e China, o risco de desvalorizações competitivas e o aumento da probabilidade de um Brexit sem acordo colocam pressão adicional sobre o já fraco crescimento econômico", disse ele em comunicado.(Reportagem de Madeline Chambers).

Fonte: Reuters

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04 - Preços ao consumidor dos EUA sobem em julho


Os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram em julho, mas o aumento da inflação provavelmente não mudará as expectativas de que o Federal Reserve cortará a taxa de juros novamente no próximo mês em meio à piora das tensões comerciais.

O Departamento do Trabalho informou nesta terça-feira que o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% no mês passado, impulsionado pelos aumentos no custo dos produtos energéticos e uma série de outros bens. O índice de preços subiu 0,1% por dois meses consecutivos. Nos 12 meses até julho, o índice aumentou 1,8%, após avançar 1,6% em junho. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice de preços ao consumidor aceleraria a 0,3% em julho e aumentaria 1,7% na comparação anual.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços avançou 0,3%, depois de subir pela mesma margem em junho. O chamado núcleo da inflação foi impulsionado pelo aumento dos preços de vestuário, passagens aéreas, saúde e móveis. Nos 12 meses até julho, o núcleo do índice de preços subiu 2,2% depois de avançar 2,1% em junho. O Fed, que tem uma meta de inflação de 2%, acompanha o índice de preços PCE para definição de política monetária. O núcleo do PCE subiu 1,6% na comparação anual em junho e tem ficado abaixo da meta este ano.

Os mercados financeiros precificam um corte de juros pelo banco central dos EUA na reunião de 17 e 18 de setembro, após uma recente intensificação na conturbada guerra comercial entre os EUA e a China, que levou à inversão da curva de rendimentos dos Treasuries e a um aumento do risco de recessão.

Preocupações acerca do impacto das tensões comerciais na expansão econômica dos Estados Unidos, a mais longa da história, levaram o Fed a cortar sua taxa de juros no mês passado pela primeira vez desde 2008.A inflação mantém-se moderada apesar das tarifas da Casa Branca sobre as importações chinesas, uma vez que elas foram aplicadas em grande parte sobre bens de capital. Isso pode mudar depois que o presidente Donald Trump anunciou no mês passado uma tarifa adicional de 10% sobre 300 bilhões de dólares em importações chinesas a partir de 1º de setembro.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - Economia pode ter entrado em recessão técnica


A economia brasileira pode ter entrado em recessão técnica depois de ter encerrado o segundo trimestre com contração. O IBC-Br terminou o segundo trimestre com queda de 0,13%. No primeiro, o PIB caiu 0,2%.

Fonte: DCI

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02 - BNDES deve acelerar venda de ações


A esperada aceleração nas vendas de participações acionárias detidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), uma das metas do novo presidente da instituição, Gustavo Montezano, deverá dar a tônica das ofertas de ações na Bolsa até o fim do ano. Considerando as operações de julho, as ofertas no mercado brasileiro somam R$ 57,4 bilhões este ano.

Com uma ação mais ativa do BNDES, cuja carteira de ações está na casa de R$ 100 bilhões, o total de ofertas de 2019 poderá superar 2007, auge da corrida das empresas para a Bolsa, com cerca de R$ 70 bilhões em 76 operações - o recorde de ofertas é de 2010, marcado pela megacapitalização da Petrobrás, que distorce os dados.

O BNDES informou que, até o fim do ano, terá um plano de desinvestimento para as participações da BNDESPar, a empresa de participações do banco, com o objetivo de acelerar as vendas. Não há, contudo, uma meta para este ou para o próximo ano, já que o processo vai depender da dinâmica do mercado, informou o banco, em nota.

Desde 2017, o BNDES vem acelerando os desinvestimentos, com bilhões vendidos. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o BNDES levantou R$ 13,3 bilhões, mais do que o total vendido em 2018, que foi de R$ 11,6 bilhões - os dados do segundo trimestre estão para ser divulgados. Gestores de ativos e executivos de bancos de investimento ouvidos pelo Estadão/Broadcast veem demanda no mercado para aumentar esse ritmo, mas fontes que já passaram pela cúpula do banco ponderam que, na pressa, existe o risco de se fazer maus negócios.

A maioria das vendas foi feita aos poucos, no dia a dia dos pregões da Bolsa. Em alguns casos, o BNDES participou de complexas negociações societárias, como na aquisição da Fibria pela Suzano, na qual recebeu R$ 8 bilhões. Acelerar esse processo normalmente passa por recorrer a ofertas públicas, disse Eliane Lustosa, que está de saída do cargo de diretora responsável pela BNDESPar. Ao fazer um balanço de seu trabalho, desde 2016, a executiva destacou a definição de uma política de investimentos para a área de mercado de capitais, incluindo a definição de regras de avaliação do valor de empresas e de parâmetros para a contratação de bancos de investimento.

Lançamentos. Segundo executivos de bancos de investimento, o BNDES deverá começar a contratar os serviços para lançar ofertas até o fim de agosto. O modelo são as operações da Caixa, que vendeu R$ 7,3 bilhões em ações da Petrobrás em junho, e da própria petroleira, que levantou R$ 9,6 bilhões em julho (se confirmado o lote suplementar), com a venda de papéis da BR Distribuidora. André Laloni, que era vice-presidente financeiro da Caixa e tocou desinvestimentos por lá, foi indicado semana passada como diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES. Ofertas de ações da Petrobrás, cuja participação vale R$ 53,4 bilhões (conforme o balanço do primeiro trimestre) e da Suzano são esperadas ainda em 2019.

O mesmo ocorre com a fatia de 21,3% no frigorífico JBS, cujos papéis acumulam alta de cerca de 120% este ano. No balanço do primeiro trimestre, a fatia do BNDES no JBS estava avaliada em R$ 9,3 bilhões, mas levando em conta as cotações dos últimos pregões, o valor vai para a casa de R$ 14 bilhões.

No balanço do primeiro trimestre, a fatia do BNDES no JBS estava avaliada em R$ 9,3 bilhões, mas levando em conta as cotações dos últimos pregões, o valor vai para a casa de R$ 14 bilhões.

Fonte: O Estado de São Paulo

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03 - Mercado diminui projeção da Selic este ano de 5,25% a 5%


A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) voltou a cair para este ano, em meio à fraqueza da economia e à inflação comportada, divulgou ontem o Banco Central (BC), em sua pesquisa Focus.

O levantamento semanal apontou que a perspectiva para a Selic, agora, é de que a taxa termine 2019 a 5,00%, e não mais a 5,25% como o mercado previa anteriormente. Com isso, o cenário se alinha ao do Top-5, grupo dos que mais acertam previsões.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa de juros caiu para 6,00%. De acordo com as estimativas, a perspectiva é de corte de 0,50 ponto percentual no encontro de setembro do BC, seguido de mais duas reduções de 0,25. Em sua comunicação mais recente, o BC repetiu que a conjuntura ainda prescreve política monetária estimulativa no Brasil – ou seja, com juro abaixo do neutro –, com inflação ancorada. Para 2020, permanece a projeção de 5,50%.

A pesquisa com uma centena de economistas ainda aponta que eles passaram a ver crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano de 0,81%, 0,01 ponto percentual a menos do que o projetado no levantamento anterior, mantendo a previsão para o próximo ano em 2,10%.Já a alta do IPCA é estimada 3,76% em 2019, ante 3,80% na semana passada, indo a 3,90% em 2020, sem alterações. 

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Câmbio ficou em R$ 3,75%.

Fonte: DCI

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Industria

01 - Emprego na indústria 4.0, ainda escasso, é o que mais cresce, diz Senai


As profissões ligadas à tecnologia estão entre as que mais vão crescer no setor industrial nos próximos anos, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023. Mas o número de vagas "high tech" a serem criadas no período ainda é muito pequeno no universo do setor, um indicativo da baixa intensidade tecnológica da indústria nacional.
Com dados frustrantes em junho, alta do IBC-Br desacelerou a 0,1%, estimam analistas.

O mapa é elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para subsidiar sua oferta de cursos. A demanda por qualificação no período é de 10,5 milhões de trabalhadores.

De acordo com dados do mapa, condutores de processos robotizados, uma função associada à chamada indústria 4.0, estão entre as ocupações que vão mais crescer entre 2019 e 2023. Estima-se que o número de vagas deva aumentar 22%, para 1.371.

Outras funções ligadas à tecnologia que devem ter aumento de demanda na indústria são pesquisadores de engenharia e tecnologia (aumento de 17,9%, para 13 mil); engenheiros de controle e automação, mecatrônicos e afins (14,2%, para 2,6 mil) e diretores de serviços de informática (13,8%, para 1 mil).

Já "instaladores e reparadores de linhas e cabos elétricos, telefônicos e de comunicação de dados", função mais corriqueira, deve ter aumento de 15%, para 110,3 mil.

Segundo Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai, apesar do número absoluto pequeno de funções de base tecnológica, seu aumento mais expressivo é novidade. Mostra que é tendência no mercado de trabalho, acredita. "O crescimento começou a ficar representativo nesse levantamento. Antes, era residual", diz.

"Na nossa realidade existem movimentos múltiplos, a indústria tradicional que precisa de requalificações, e a nova, que está surgindo. Obviamente, não somos Coreia do Sul ou China". Segundo ele, a China investe US$ 500 bilhões ao ano em novas tecnologias e o Brasil, US$ 11 bilhões.

Além disso, a demanda por requalificação, que totaliza 10,5 milhões, ocorre porque a indústria adota máquinas mais modernas, com algum nível de digitalização, e isso demanda mais conhecimento dos trabalhadores. "Mesmo em crise, as empresas têm sido obrigadas a investir e comprar máquinas mais sofisticadas." Segundo dados do mapa, as áreas que mais vão demandar qualificação profissional são transversais (1,7 milhão), metalmecânica (1,6 milhão), construção (1,3 milhão), logística e transporte (1,2 milhão), alimentos (754 mil), informática (528 mil), eletroeletrônica (405 mil), energia e telecomunicações (359 mil).

Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como profissionais de pesquisa e desenvolvimento, técnicos de controle da produção e desenhistas industriais, que atuam em várias áreas, diz o levantamento.

A demanda por qualificação prevista pelo Mapa do Trabalho Industrial inclui, em sua maioria, o aperfeiçoamento de trabalhadores que já estão empregados e, em parcela menor (22%), aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho. Essa formação inicial inclui a reposição em vagas já existentes e que se tornam disponíveis devido a aposentadoria, entre outras razões. 

Fonte: Valor Econômico

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Setor

01 - Preço da gasolina sobe R$ 0,32 em uma semana em Fortaleza


O preço do litro da gasolina subiu R$ 0,32 em uma semana em Fortaleza. De acordo com o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de 4 a 10 de agosto, o combustível era comercializado a R$ R$ 4,567, enquanto que de 28 de julho a 3 de agosto, o produto era vendido a R$ 4,245 nos postos da capital. A alta registrada pela agência foi de 7,58%.

O preço máximo verificado do litro da gasolina em Fortaleza foi de R$ 4,599, enquanto que o valor mínimo foi de R$ 4,350, conforme a ANP.

No Ceará, a alta foi de 5,16%, com o combustível subindo R$ 0,22 em uma semana. O preço do litro da gasolina passou de R$ 4,321 (de 28 de julho a 3 de agosto) para R$ 4,544 no período de 4 a 10 de agosto.

A pesquisa da Agência apontou ainda que no Ceará o valor mais alto do litro da gasolina foi de R$ 4,960 e o preço mínimo de R$ 4,150 na semana passada.

Etanol

Já o etanol teve leve alta de 0,61% no estado, passando de R$ 3,745 (de 28 de julho a 3 de agosto) para R$ 3,768 (de 4 a 10 de agosto).

Segundo a ANP, em Fortaleza, o combustível passou de R$ 3,752 para R$ 3,764 na semana passada, subindo 0,31%.

Fonte: G1

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