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Edição 9972 de 11/02/2019

Destaque

01 - Novas prioridades do Plano Safra em discussão dividem opiniões no agronegócio


Sobre a mesa de negociação do Plano Safra 2019/2020, que começa a ser formatado pela equipe econômica do governo, estão dois pontos cruciais à agricultura brasileira: acesso a crédito e seguro da produção. O indicativo de reduzir os subsídios a financiamentos e priorizar mecanismos de proteção às lavouras divide opiniões — criando uma queda de braço dentro do agronegócio. Enquanto produtores defendem mudanças para modernizar o atual sistema de crédito oficial, que nos últimos quatro anos excluiu pelo menos 400 mil produtores no país, indústrias do setor alertam para o risco de estagnação dos investimentos se o juro subsidiado for reduzido — impactando diretamente na competitividade da agricultura brasileira no mercado externo.

— O produtor irá escolher o que é mais importante para ele, se é crédito ou seguro — indica Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Em meio à formatação de um novo modelo de crédito, é grande também o lobby de seguradoras, que buscam aumentar a participação de mercado no Brasil — hoje com apenas 13% da área plantada coberta.

— Essa discussão é um avanço. O risco da atividade agrícola não pode ficar só no colo do governo — afirma Everton Todescatto, gerente comercial de Agronegócios da Sancor Seguros.

Para garantir mais créditos a juro livre, algumas possibilidades estão sendo cogitadas, como incentivar grandes produtores a se financiarem no mercado por meio de títulos do agronegócio. Outra medida estudada é o aumento do direcionamento obrigatório das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para operações de crédito rural. Seja qual for a direção tomada, a tendência é de mudanças, que deverão ser amadurecidas e implantadas de forma gradual — sem causar rupturas em um setor que vem sustentando a economia brasileira.

Fonte: Zero Hora

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02 - NR12-Comandos Elétricos de Segurança aplicados a Máquinas e Equipamentos é tema de curso


A ABIMAQ realizará o curso de ‘NR12-Comandos Elétricos de Segurança aplicados a Máquinas e Equipamentos’, no qual o participante obterá muitos conhecimentos de como a projetar, instalar, aplicar e categorizar comandos elétricos conforme Norma Regulamentadora NR 12-Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, e NR 10. O conteúdo se destina a engenheiros/técnicos e projetistas da área elétrica. O evento será realizado no dia 13 de fevereiro.

Os ministrantes são Sidney Peinado e Fabio Aguiar, ambos engenheiros com décadas de experiência em automação. O primeiro é diretor técnico e o segundo gerente técnico da Fast Solution Automação e Segurança Ltda - Soluções Integradas. Ambos têm profundo conhecimento em auditoria e docência, e também na produção de material técnico para organizações especializadas.

Conteúdo programático:

- Princípios Gerais NR-12 (atualizado);
- Estado da técnica x Conceito de falha segura;
- NR-12 - Exclusões;
- Hierarquia das leis Constituição Federal, CLT, Portarias, Normas Regulamentadoras, Notas técnicas, Instruções Normativas;
- Hierarquia das normas técnicas, Níveis da Normalização, Elaboração de Normas técnicas,
- Conceituação de segurança;
- Categorização de segurança (APLICAÇÃO DE NORMAS TÉCNICAS VIGENTES);
- Introdução ao Performance Level (Pl) (ISO 13.849-1);
- Interligação de circuito de comando de segurança (típicos); 
- Dispositivos de segurança e suas aplicações;
- Circuito hidráulico e pneumático de segurança;
- Proteção de zonas perigosas;
- Dispositivos de detecção de presença;
- Proteções mecânicas e seus requisitos;
- Escolha do tipo de proteção;
- Dispositivos de parada de emergência, categorização.
- Meios de acesso permanentes (princípios Gerais e Anexo III);
- Componentes pressurizados (NR 13);
- Transportadores de materiais;
- Aspectos ergonômicos (NR 17);
- Manutenção, inspeção, preparação, ajuste e reparos;
- Bloqueio e sinalização de fontes de energia (LOTOTO);
- Sinalização (normas).

‘NR12-Comandos Elétricos de Segurança aplicados a Máquinas e Equipamentos’
Data: 13/02/2019
Horário: das 9h às 18h
Local: Sede ABIMAQ SP - Avenida Jabaquara, 2925 (Próximo à Estação São Judas do Metrô)
Telefone para contato: (11) 5582-6321/5703

Mais informações pelo site www.abimaq.org.br

Fonte: Pautas Incorporativas, 2A+

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03 - Grandes lançamentos para o agronegócio acontecerão na Agrishow 2019


As expectativas são positivas para a Agrishow 2019 – 26ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, que acontecerá entre os dias 29 de abril e 3 de maio, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O evento deve contar com a participação de mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais e deve reunir mais de 150 mil visitantes qualificados do Brasil e do exterior em 440 mil m² de área.

“É importante que todos, expositores e visitantes, programem suas visitas para a Agrishow, uma vez que é lá que acontecem os grandes lançamentos mundiais de máquinas, equipamentos e insumos”, afirma Francisco Matturro, presidente da Agrishow 2019. “De maneira geral, o ano está muito positivo. Os preços estão bons, as commodities estão com boas demandas, os agricultores estão produzindo muito bem no país como um todo, com algumas exceções regionais. A leitura que temos de fazer em relação às expectativas para a Agrishow deve se basear em outros sinais. E, do ponto de vista institucional e político, os sinais são altamente positivos, não só para o agro, mas para a economia como um todo”, complementa.

Por ser a feira que movimenta o agronegócio no Brasil, a Agrishow 2019 confirma duas atrações que são consideradas pelo público visitante como diferenciais do evento: a Arena do Conhecimento e a Arena de Demonstrações de Campo. Palco de apresentações de novas tecnologias, conhecimento e tendências, a Arena de Conhecimento terá eventos de conteúdo que irão levar informação relevante para o dia a dia e para os negócios dos profissionais do campo. Já a Arena de Demonstrações de Campo oferecerá aos visitantes a oportunidade de ver áreas de plantio e tratos culturais de hortifrúti pela Coopercitrus, bem como outras demonstrações de tecnologia.

“Esta é oitava edição que a Coopercitrus está expondo na Agrishow e estamos bastante satisfeitos com os resultados, pois, ano após ano, aumenta o número de visitantes em nosso estande. Temos evoluído nos negócios realizados durante a feira e, por se tratar de uma área central da região de atuação da cooperativa, a Agrishow é um evento onde nossos cooperados marcam presença. Todo ano, a cooperativa convida 10 mil cooperados para visitarem a feira, onde temos a oportunidade de mostrar alguns serviços que são realizados e orientar os produtores sobre as melhores práticas na agricultura. Além disso, compartilhar a feira com os maiores fabricantes em equipamentos e insumos do Brasil e do mundo é muito importante. Então, para uma cooperativa que tem como vanguarda a inovação e a busca de soluções integradas, estar na feira é motivo de satisfação e de orgulho”, diz Fernando Degobbi, presidente executivo da Coopercitrus.

Principal feira do setor na América Latina, a 26ª Agrishow já está com seus ingressos à venda. Para adquirir o ticket, acesse este link e siga as informações e instruções para a compra online. O evento é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira, e é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

Fonte: Portal do Agronegócio

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04 - Intenção de compras cresce 9% no Show Rural Coopavel


O otimismo observado neste início de ano pôde ser sentido durante a 31ª edição do Show Rural Coopavel, feira de implementos agrícolas que se encerra nesta sexta-feira, dia 8 de fevereiro, no Paraná. De acordo com levantamento realizado pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSMIA/ABIMAQ), houve aumento médio de 9% nas intenções de compra deste ano na comparação com 2018.

No segmento de máquinas para grãos, as intenções de compra foram 10% maiores. Para máquinas pecuárias houve um aumento de 12% nas intenções de compra, enquanto para armazenagem o avanço foi de 6%. Segundo a CSMIA, o resultado foi positivo diante do esgotamento das linhas de crédito para o setor.

“O Moderfrota deve durar até março/19, sendo necessário um aporte de R$ 3 bilhões. Outras linhas já estão praticamente esgotadas, como é o caso do PCA (linha para armazenagem) que necessita aporte de R$ 700 milhões. A linha Inovagro também precisa de aporte de R$400 milhões. Esta situação das linhas influencia diretamente na movimentação dos negócios”, afirmou a entidade em nota.

Fonte: Agência Estado, Globo Rural, Portal DBO, Revista Dinheiro Rural

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Comércio Internacional

01 - Produção industrial britânica cai 0,5% em dezembro e frustra expectativas


A produção industrial do Reino Unido caiu 0,5% em dezembro ante novembro, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do país. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam aumento de 0,2% na produção.

Por outro lado, a indústria britânica registrou queda anual menor do que se estimava em dezembro, de 0,9%. A projeção do mercado era de redução de 1,5%. Apenas a produção manufatureira do Reino Unido encolheu 0,7% entre dezembro e novembro e diminuiu 2,1% no confronto anual. Os dados da produção industrial geral de novembro foram revisados, para declínio mensal de 0,3% e queda anual de 1,3%, informou o ONS.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - PIB do Reino Unido cresce menos do que o esperado no 4º trimestre


O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2018 ante o terceiro e registrou expansão anual de 1,3% no período, segundo dados preliminares publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do país.

Os resultados vieram abaixo das expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam ganho trimestral de 0,3% e acréscimo anual de 1,5% entre outubro e dezembro. No cálculo anualizado, a expansão do PIB britânico desacelerou de 2,5% no terceiro trimestre para 0,7% nos três meses seguintes. Em 2018, o PIB do Reino Unido teve expansão de 1,4%, mostrando acentuada desaceleração em relação ao aumento de 1,8% verificado em 2017. O avanço do ano passado é o mais fraco desde 2012.O arrefecimento da economia britânica vem num momento de incertezas sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia. O prazo final para o Brexit é 29 de março, mas o governo da primeira-ministra Theresa May ainda não conseguiu aprovar no Parlamento britânico um acordo que regule o futuro relacionamento comercial do Reino Unido com a UE.

Fonte: O Estado de São Paulo

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03 - BC da França vê crescimento econômico do 1º tri em 0,4%


A França deve ter um crescimento econômico de 0,4 por cento no primeiro trimestre deste ano, disse o banco central do país em sua pesquisa mensal nesta segunda-feira, enquanto a segunda maior economia da zona do euro lida com o impacto dos protestos contra o governo para as empresas domésticas.

O crescimento de 0,4 por cento no primeiro trimestre representa uma ligeira melhora em relação ao quarto trimestre de 2018, quando a economia francesa cresceu 0,3 por cento.O governo francês espera que a economia do país cresça 1,7 por cento em 2019.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - Bolsonaro exalta indicadores da indústria e comércio


O presidente Jair Bolsonaro destacou neste domingo (10) o aumento da confiança na indústria e no comércio em 2019.

“Confiabilidade da indústria e comércio crescem em 2019, aquecendo a economia e gerando empregos”, disse o presidente, em sua conta no Twitter. 

Segundo Bolsonaro, com a implementação dos estudos da Secretaria-Geral Adjunta de Desburocratização, Gestão e governo digital, ligada ao Ministério da Economia, “tudo vai melhorar”.

O presidente está internado há duas semanas no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera de uma cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia.

Já segundo jornal Valor Econômico, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou que a “indústria brasileira segue em crescimento. A produção industrial cresceu em diversos Estados”.

Fonte: Renova Mídia

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01 - Mercado reduz projeção para inflação este ano pela 4ª semana, a 3,87%


Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central voltaram a reduzir sua perspectiva para a inflação neste ano pela quarta semana seguida e ainda mais abaixo do centro da meta, mantendo o cenário de estabilidade da taxa básica de juros.

O levantamento divulgado nesta segunda-feira mostrou que a projeção para a alta do IPCA em 2019 caiu a 3,87 por cento, de 3,94 por cento na semana anterior. Para 2020 permanece a expectativa de inflação de 4 por cento.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

As contas para o dólar também permaneceram inalteradas, com a moeda estimada em 3,70 reais no fim de 2019 e 3,75 reais em 2020.Para a atividade econômica, as perspectivas não mudaram, com a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,5 por cento tanto para este ano quanto o próximo. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic deve permanecer inalterada no atual piso histórico de 6,5 por cento no fim de 2019, subindo a 8 por cento no fim do próximo ano. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê o mesmo cenário.

Fonte: Reuters

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02 - IGP-M tem alta de 0,20% na 1ª prévia de fevereiro, diz FGV


O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) avançou 0,20 por cento na primeira prévia de fevereiro, ante variação positiva de 0,03 por cento no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Retalio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Fonte: Reuters

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03 - FGV: IPC-S desacelera em 3 de 7 capitais na primeira quadrissemana de fevereiro


O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou em três das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de fevereiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (11). A taxa variou de 0,57% na última quadrissemana de janeiro para 0,53% na primeira leitura deste mês.

No período, as capitais que mostraram decréscimo na variação foram: Salvador (0,47% para 0,33%), Brasília (0,29% para 0,21%) e Porto Alegre (0,36% para 0,23%). Por outro lado, quatro capitais registraram aceleração na primeira quadrissemana de fevereiro, segundo a FGV: Belo Horizonte (0,80% para 0,81%), Recife (0,48% para 0,51%), Rio de Janeiro (0,49% para 0,50%) e São Paulo (0,82% para 0,83%).

Fonte: O Estado de São Paulo

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04 - Índice oficial de preços avança em janeiro e registra 0,32%


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,32% em janeiro, acima dos 0,15% registrados em dezembro. Em janeiro de 2018, o índice foi de 0,29%.

O IPCA foi divulgado na sexta-feira, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação oficial do país ficou em 3,78%, pouco acima dos 3,75% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

A inflação de janeiro foi puxada pelo grupo alimentação e bebidas, que cresceu nos últimos 30 dias, fechando o mês em 0,90%. Em seguida, aparecem as despesas pessoais, que subiu 0,61%. Juntos, os grupos alimentos e bebidas e despesas pessoais responderam por cerca de 90% do índice do mês. O item alimentação no domicílio subiu 0,97% em janeiro, especialmente em função das altas nos preços do feijão-carioca (19,76%), da cebola (10,21%), das frutas (5,45%) e das carnes (0,78%). O leite longa vida, após cinco meses consecutivos de queda, subiu 2,10%, contribuindo com 0,02 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo de janeiro.

Fonte: DCI

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05 - IPC-Fipe sobe 0,66% na 1ª quadrissemana de fevereiro


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,66% na primeira quadrissemana de fevereiro, acelerando em relação ao avanço de 0,58% registrado em janeiro, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na primeira leitura deste mês, três dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com mais força. Foi o caso de Habitação (de 0,11% em janeiro para 0,39% na primeira quadrissemana de fevereiro), Transportes (de 1,16% para 1,50%) e Vestuário (de 0,09% para 0,26%).Por outro lado, avançaram de forma mais contida ou aprofundaram deflação os segmentos Alimentação (de 1,13% para 0,99%), Despesas Pessoais (de -0,23% para -0,34%), Saúde (de 0,26% para 0,25%) e Educação (de 3,31% para 2,74%).Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe na primeira quadrissemana de fevereiro:- Habitação: 0,39%- Alimentação: 0,99%- Transportes: 1,50%- Despesas Pessoais: -0,34% - Saúde: 0,25%- Vestuário: 0,26%- Educação: 2,74%- Índice Geral: 0,66%.


Fonte: O Estado de São Paulo

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Setor

01 - Mudanças no setor automotivo exigem aportes bilionários


No mundo todo, a indústria automobilística se prepara para uma ruptura tecnológica, que vem exigindo de todo o setor drásticas mudanças de estruturas - o que envolve grandes investimentos. "As montadoras precisam de caixa para atender ao novo mercado, que terá ênfase em carros elétricos, autônomos, conectados e mobilidade compartilhada", afirma Paulo Cardamone, presidente da Bright Consulting.

Essa talvez seja a explicação para a fala da presidente mundial da General Motors (GM), Mary Barra, ao se referir recentemente às operações na América do Sul. "Não vamos continuar investindo para perder dinheiro. "Também há receios no mercado de que a Ford, que afirma ter prejuízos no Brasil desde 2013, possa fechar fábricas - movimento negado pela empresa várias vezes. Nos Estados Unidos, a companhia passa por forte reestruturação e decidiu parar gradativamente a produção de carros menores e focar apenas em utilitários-esportivos (SUVs) e picapes, produtos mais rentáveis.

A Ford enfrenta pressão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para trazer um novo projeto para a fábrica de São Bernardo do Campo, onde produz apenas o Fiesta, modelo de baixa venda, e caminhões. Os trabalhadores temem pelo futuro da unidade, a mais antiga do grupo no País, e terão uma reunião com o presidente da companhia na América do Sul, Lyle Watters, na próxima semana.

Em Taubaté, onde tem uma linha de motores, a Ford tentou recentemente cortar 350 vagas por meio de um programa de demissão voluntária (PDV), mas obteve apenas 128 adesões. No mês passado, os trabalhadores pararam a produção por três dias em protesto contra 12 demissões. Agora, as partes negociam uma alternativa para o excedente de pessoal - que, segundo a empresa, foi causado pela queda das exportações para a Argentina.

Cardamone não acredita que alguma montadora vá deixar o Brasil, um dos poucos mercados que ainda têm potencial de crescimento, apesar de suas crises. "O que deve ocorrer são ajustes de capacidade, com fechamento de algumas fábricas mais ociosas, mas as companhias continuarão no País."Cadeia longaTido como um dos mais beneficiados por governos, o setor automotivo representa uma longa cadeia produtiva que começa no plantio do algodão usado nos bancos e na extração de minério de ferro para a produção do aço e vai até às autoescolas, que oferecem aulas de condução, e fabricantes de sachês com cheirinho de "carro novo".

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a cadeia automotiva emprega 1,3 milhão de pessoas e contribui com 22% do PIB industrial. No ano passado, o setor arrecadou R$ 55 bilhões em tributos. Algumas fábricas podem fazer estragos significativos nas cidades onde estão instaladas ao fechar as portas. A fábrica da GM em São Caetano do Sul, encurralada em uma área no meio da região central da cidade mais rica do ABC paulista, foi responsável em 2018 por 24% do ICMS arrecadado pelo município, cerca de R$ 80 milhões. Em ISS, pagou R$ 6,5 milhões, 3% do total, segundo dados preliminares da Secretaria Municipal de Fazenda. A unidade emprega cerca de 8 mil trabalhadores.

A filial de São José dos Campos (SP), que conseguiu na semana passada um acordo de redução de salários e outros direitos trabalhistas com os cerca de 4,8 mil funcionários, é a terceira maior empresa da cidade, atrás da Revap e da Embraer.

Em Gravataí (RS), a montadora colabora com 45% da arrecadação de ICMS e opera em um moderno complexo com 16 fabricantes de autopeças instalados ao redor da linha de montagem. Juntos, GM e fornecedores empregam 8 mil pessoas. "A indústria automobilística brasileira é muito avançada, emprega muito e traz novas tecnologias, mas poderia trazer mais", diz Cardamone. 

Para ele, em termos de qualidade, os carros nacionais ainda estão atrás do que se vê em países mais desenvolvidos. 

Capacidade ociosa

O cenário que aponta para uma ruptura do modelo atual de produção de veículos ocorre em um momento em que a maioria das montadoras do Brasil opera com ociosidade de cerca de 40%. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê uma produção de 3 milhões de veículos neste ano, ante uma capacidade instalada de 5 milhões de unidades.

Além da queda no mercado interno nos últimos anos, a forte redução das exportações para a Argentina colabora com o baixo uso da capacidade. David Wong, diretor da consultoria A.T. Kearney, diz que dificilmente uma empresa tem resultados positivos se opera abaixo de 75% da capacidade produtiva. "E esse é um problema principalmente nas grandes empresas, que têm várias fábricas no País.

"Wong ressalta ainda que benefícios fiscais dados nos últimos anos pelos governos federal e estaduais estão acabando, o que deve dificultar a situação de várias companhias.

Um movimento que tem ganhado corpo internacionalmente, e que favorece também as subsidiárias brasileiras, são as parcerias entre marcas distintas para compartilhar investimentos em novas tecnologias, principalmente aqueles que envolvem os carros elétricos e os autônomos. Recentemente, a Volkswagen e a Ford firmaram parceria para o desenvolvimento conjunto de veículos comerciais, começando com uma picape. Na região, o veículo deverá ser produzido na Argentina e exportado para o Brasil. Dando a volta Apesar da recuperação das vendas ainda ser lenta, algumas marcas projetam resultados positivos para este ano no País. No vermelho desde 2015, a Volkswagen espera voltar ao lucro na região neste ano, informa o presidente da companhia, Pablo Di Si. No ano passado, o grupo esteve próximo do equilíbrio.

Segundo o executivo, as fábricas de automóveis de São Bernardo do Campo e Taubaté operam em capacidade plena. A unidade de São José dos Pinhais (PR) inicia este mês a produção do T-Cross, primeiro SUV da marca no País, e Di Si espera ocupar toda a fábrica em breve. A FCA Fiat Chrysler - que obteve lucro no Brasil em 2018, puxado pelas operações da Jeep, em Goiana (PE) - vai investir R$ 14 bilhões até 2022, boa parte em novos produtos.

Fonte: O Estado de São Paulo

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