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Edição 9911 de 09/11/2018

Destaque

01 - Presidente da ABIMAQ reage a críticas ao Brasil na Itália


Em entrevista ao jornalista Richard Jakubaszko, do Portal DBO, Mássimo Goldoni, delegado geral da 43ª feira internacional de máquinas agrícolas – Eima 2018, que se realiza em Bolonha, Itália – criticou as recentes declarações do futuro ministro brasileiro da Economia, Paulo Guedes, de que o Mercosul não será prioridade do próximo governo. Ao comentar a declaração de Guedes, Goldoni citou uma frase atribuída erroneamente ao ex-presidente francês, general De Gaule: “O Brasil não é um país sério”.

João Carlos Marchesan, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e equipamentos – ABIMAQ, que participa da feira, reagiu ao comentário do italiano, e afirmou que todos os mercados interessam ao Brasil.

Fonte: Portal DBO

Índice

02 - O financiamento dos investimentos e o BNDES


Por João Carlos Marchesan, empresário e presidente do Conselho de Administração da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

O Brasil precisa crescer, de forma sustentada, a taxas superiores à média do crescimento mundial para garantir a melhoria contínua da qualidade de vida de seus cidadãos e para reduzir a distância que nos separa dos países desenvolvidos.

Para tanto, além de equacionar o equilíbrio das contas públicas, é absolutamente indispensável ampliar significativamente os investimentos públicos e privados tanto em infraestrutura quanto na modernização e ampliação da produção de bens e serviços sofisticados.

É um esforço considerável, pois se trata de aumentar a formação bruta de capital fixo (FBKF), dos magros 16% atuais para um piso superior a 23% do PIB o que significa aumentar os investimentos em sete pontos percentuais do PIB, num pais com elevado deficit público e sem capacidade de investimento.

O restabelecimento da confiança, num cenário de contas públicas ajustadas e de crescimento, a melhoria do ambiente de negócios por meio da redução da insegurança jurídica, desburocratização, reforma tributária e de um câmbio competitivo são todas condições essenciais para estimular os investimentos.

Neste ambiente, propício aos investimentos produtivos, é prioritário e indispensável dispor de um modelo de financiamento da infraestrutura e das empresas privadas que possam fornecer crédito em volumes adequados e a custos compatíveis com o retorno médio das empresas.

Na grande maioria dos países, o sistema financeiro e o mercado de capitais cumprem a função a contento tornando supérflua, na prática, a necessidade de contar com bancos de desenvolvimento. Estes, quando existem nestes países, cumprem funções muito específicas e bem definidas.

Não é o caso do Brasil. Seu sistema financeiro, limitado a um oligopólio bancário, tem deformações que vem de décadas de inflação elevada e de um ambiente jurídico que dificulta a recuperação de créditos.

Os bancos não tem funding de longo prazo, são excessivamente conservadores, ineficientes e caros. O mercado de capitais, por outro lado, é pequeno, entre outros motivos porquê a concorrência dos juros historicamente elevados dos títulos públicos cria, na prática, um piso para os juros deste mercado o que reduz fortemente o acesso a este segmente já restrito, por sua natureza, às médias e grandes empresas.

Alguns economistas nos dizem que, desde que juros baixos se mantenham, o mercado de capitais pode cumprir o papel de financiador de longo prazo no Brasil. O problema é que esta premissa está longe de ser factível no curto e médio prazo e, no longo prazo, como alguém já disse estaremos todos mortos.

Ou seja, temos no Brasil, atualmente, o que costuma se chamar falha de mercado o que exige a intervenção do Estado para saná-la.

O instrumento já existe, o BNDES provou ao longo de mais de meio século sua importância no financiamento da infraestrutura e da industrialização do Brasil. Críticas recentes a eventuais favorecimentos e a financiamentos feitos por injunções políticas podem e devem ser respondidas por medidas de reforço na governança e controles externos, e não via redução de seu funding e do aumento das taxas de juros praticadas como foi feito.

Se há, como está claro, falhas de mercado a serem corrigidas o BNDES tem um papel insubstituível a cumprir em função de sua experiência e da qualidade técnica de seus quadros.

Ele deve voltar a ser fortalecido em seu papel de financiador da infraestrutura juntamente com o mercado de capitais. Por outro lado, considerando que, na prática, o BNDES é o único financiador de longo prazo para as pequenas e médias empresas, seja para exportação, para inovação e para aquisição de máquinas e equipamentos, a taxa de juros cobrada, nestes casos, deveria ser fixa e ter um redutor pelo menos enquanto a TLP ficar acima do retorno médio das empresas.

Fonte: Industriatividade

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03 - Vendas de máquinas para o campo vai crescer quase o dobro do previsto


"Esse cenário foi favorecido pela quebra da safra na Argentina, que elevou a cotação da soja, e pela elevação do câmbio, que ajudou a todas as commodities. O produtor brasileiro está capitalizado e investindo para renovar ou ampliar a frota", destaca o presidente da câmara setorial de máquinas e implementos agrícolas da ABIMAQ, Pedro Estevão de Oliveira.

Em 2017 o setor movimentou R$ 13,5 bilhões. Existe uma expectativa de que os produtores utilizem todo o crédito disponível através do Plano Safra. Em média, este ano, os juros de financiamento foram reduzidos em 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.

O plano está disponibilizando R$ 40 bilhões para investimentos, sendo R$ 8,9 bilhões para o Moderfrota, linha de crédito específica para o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas novos e usados, além de colheitadeiras e plataformas de corte.

O programa permite ao produtor rural a aquisição de máquinas com prazos de pagamento diferenciados, a depender das condições do equipamento. O prazo é de 10 anos para tratores novos, e de 4 anos para usados.

"Nos últimos quatro meses, a demanda está aquecida e, se continuar nesse ritmo, existe a possibilidade de faltar crédito para Moderfrota, Pronaf e FCO, que são as três linhas mais importantes para máquinas agrícolas", avalia Oliveira.

Já o diretor de agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa, garante que não faltarão recursos. "Percebemos um apetite maior para os investimentos em máquinas e implementos, até em caminhões. Isso se deve as duas últimas grandes safras e à perspectiva de que em 2018/2019 a produção também seja expressiva. Se for preciso, remanejaremos dinheiro para atender ao produtor", acrescenta.

Desde que começou a liberação de crédito em julho deste ano, a liberação de para investimento cresceu 21% em relação ao Plano Safra anterior.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ano passado foram vendidas 42,2 mil máquinas e implementos. Este ano, as vendas totais subiram 2,6% em outubro, comparado a setembro. Frente a outubro do ano passado as vendas cresceram 35,3%.

Já no acumulado do ano até agora, o crescimento consolidado é de 10,6%. O segmento contratou 131.374 pessoas a mais para dar conta da demanda de mão de obra das montadoras.

Investimento 

O cenário favorável motivou a uma das principais gigantes mundiais do setor de máquinas agrícolas e implementos, a AGCO, a anunciar esta semana que vai continuar investindo no Brasil. 

Depois de registrar um volume de vendas 17% maior nos últimos nove meses, a empresa prevê um crescimento superior a 10% para 2019 no mercado de máquinas. O anúncio foi feito pelo presidente e CEO global da AGCO, Martin Richenhagen, que visitou o país esta semana.

Em entrevista coletiva concedida em São Paulo, o executivo reforçou o clima de confiança e otimismo no panorama agrícola da América do Sul. "Estamos otimistas em relação à América do Sul, em especial com o Brasil. Mesmo com as incertezas na economia e na política brasileira, alcançamos números positivos e apresentamos crescimento em relação ao ano anterior. As expectativas para os próximos anos são as melhores possíveis, por isso temos investido tanto na renovação do portfólio das nossas marcas e na alta tecnologia das nossas fábricas da região, consolidando a AGCO na era da Indústria 4.0", disse Richenhagen.

Este ano as vendas da companhia alcançaram quase US$ 10 bilhões.

A AGCO é líder mundial na fabricação e distribuição de máquinas e soluções agrícolas, principalmente tratores. No Brasil é detentora de marcas como Massey Fergusson, Valtra e GSI. As vendas estão sendo impulsionadas pelo bom desempenho das safras de grãos no país, que faz o produtor rural investir mais em equipamentos como estratégia para aumentar o volume de produção.

O resultado das eleições também tem incentivado novos investimentos. "Temos que parabenizar o Brasil. Este cenário vai estabilizar o mundo dos negócios, principalmente a agricultura, e impulsionar a retomada da economia brasileira em 2019. É importante que o presidente saiba o quanto os agricultores necessitam de apoio", acrescentou Richenhagen.

O executivo destacou ainda a importância da América do Sul e do Brasil para a empresa. "São muito importantes para nós. Queremos que o país esteja mais forte que nos últimos anos, e temos uma avaliação de crescimento dos negócios. Inclusive acreditamos que o Brasil vai realizar grandes exportações para a China. Onde houver oportunidade para cultivo, nós estaremos presentes", finalizou.

A companhia mantém sete fábricas no Brasil, mais de 3 mil concessionárias e 13.600 funcionários. As perspectivas otimistas se baseiam também em um recente estudo da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA). A pesquisa levantou os hábitos do produtor rural e revelou que 34,14% dos agricultores pretendem comprar máquinas agrícolas no próximo ano.

Cerrado estratégico 

Dentro desta expectativa de crescimento, o cerrado brasileiro ganha atenção especial por causa do MATOPIBA. A área abrange parte dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e abriga a última fronteira agrícola do Brasil ainda em expansão.

"É uma região que tem crescido muito rapidamente. Principalmente nas áreas da Bahia e do Piauí. Nós temos reforçado a presença de nossas equipes nesta região e queremos estar mais próximos desta geografia. Tem muito potencial de desenvolvimento e vamos continuar apoiando e investindo nesta área em franca expansão", afirma Luís Felli, Presidente da AGCO na América do Sul.

O destaque não é por acaso. O Brasil é o principal produtor de commodities da América Latina.

O cerrado tem uma expressiva participação neste desempenho através dos produtores rurais do Nordeste e do Centro-oeste. Além disso, nos últimos anos, a região de cerrado tem apresentado um crescimento 3,7 vezes maior do que no resto do país.

"O potencial do cerrado brasileiro é fenomenal. O Brasil é líder na produção e exportação de itens como soja, café, açúcar, e carnes bovina e de frango. Ainda assim, o país possui cerca de 219 milhões de hectares de terra livres para o agronegócio. O grande potencial está no aproveitamento de áreas degradadas de pastagens. Isso, somado ao clima favorável e à disponibilidade de água e terra fértil, coloca o Brasil como um dos países de maior potencial para atender à crescente demanda por alimentos no planeta", avalia Felli.

Com a agricultura baseada em tecnologia e redução de custos, a indústria se volta para atender esta demanda. "Quem ganha a guerra de commodities é quem tem menor custo de produção. A tecnologia tem que trazer este custo benefício. Por isso, nosso papel é oferecer o que existe de mais moderno, de mais eficiente no setor de equipamentos. Neste sentido temos máquinas capazes de reduzir em 35% o consumo de combustível", finaliza Felli.

Nos últimos anos, a empresa investiu US$ 300 milhões em pesquisa e inovação na América do Sul. Deste montante, 90% foram investidos no Brasil.

Lançamentos 

Esta semana os executivos da AGCO anunciaram mais um passo para concluir a maior renovação de portfólio da história da companhia. Depois de criar 159 produtos nos últimos 3 anos, foram anunciados dois novos lançamentos.

O primeiro é a plantadora dobrável Momentum, que chega ao mercado brasileiro com a tecnologia Precision Planting, que melhora a distribuição de sementes no campo. O produto terá versões de 24, 30 e 40 linhas. Além disso, a plantadora conta com 18 metros de largura quando aberta, o que aumenta a rapidez no plantio. Já quando fechada, fica com 3,6 metros, o que facilita o transporte. O armazenamento de sementes também é destaque, com uma capacidade de até 5.130 litros. 

"Com a Momentum lançamos a plantação a um novo patamar. Ela permite que o agricultor tenha uma precisão de praticamente 100%. Mede teor de umidade, profundidade e colocação de semente on-line. Com isso, se ganha em eficiência, velocidade e mobilidade. Ela se auto regula no processo de plantio, identificando umidade e impureza. É um equipamento desenvolvido pela engenharia da AGCO no Brasil e que será levado para outras partes do mundo", disse Robert Crain, vice-presidente sênior e gerente geral AGCO Américas.

O outro lançamento é a colheitadeira Ideal, que faz parte de uma nova linha de colheitadeiras axiais de alta performance. A máquina tem um sistema de processamento inteligente, considerado uma das mais recentes inovações tecnológicas na área de agricultura de precisão e conectividade no campo. A IDEAL preserva a qualidade dos grãos, oferece melhor manuseio, capacidade, eficiência energética e gerenciamento com os dados da fazenda.

Mercado

Atualmente, segundo dados da fabricante, o cerrado representa mais de 20% das vendas de tratores da AGCO, e mais de 40% das vendas de colheitadeiras da montadora. A informação leva em consideração as áreas de cerrado das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Também de acordo com dados fornecidos pela empresa, na Bahia, as vendas de tratores da AGCO cresceram 106% desde 2017. O crescimento provocou um aumento de 50% no market share, ou seja, na fatia de participação da empresa no mercado de máquinas agrícolas no estado.

Fonte: The World News

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04 - ABIMAQ oferece o Workshop Neuromarketing: Como Acessar O Cérebro do Seu Cliente para Vender Mais e Melhor


Durante o ‘Workshop Neuromarketing: Como Acessar O Cérebro do Seu Cliente para Vender Mais e Melhor’, promovido pela ABIMAQ, os participantes aprenderão a melhorar suas performances comerciais e de marketing, utilizando o aprendizado do Neuromap e das últimas descobertas neurocientíficas. O evento se destina a profissionais e executivos das áreas de marketing, vendas, relacionamento com clientes, pesquisa de mercado e recursos humanos.

O ministrante Renato Sneider tem mais de 20 anos exercendo atividades de marketing e desenvolvimento de negócios. Isso inclui 5 anos de experiência internacional na Inglaterra. Ele possui grande expertise em trabalhar com inovação, desenvolvimento de pessoas e marketing de precisão para ajudar empresas a gerar mais negócios, mais clientes e mais resultados. O evento acontece no dia 9 de novembro das 8h30 às 11h30.

Programa:

PRINCIPAIS CONHECIMENTOS E HABILIDADES ADQUIRIDAS:

Conhecimento das últimas descobertas e ferramentas neurocientíficas.

Entender o funcionamento do cérebro dos seus clientes e como ele toma decisões.

Aprender sobre os principais vieses cognitivos de decisão.

Saber como aplicar os principais estímulos capazes de atingir a área de tomada de decisão do cérebro de seus clientes.

Aprender, de forma prática, como aplicar os passos para acelerar o processo de decisão e encurtar o ciclo de vendas.

Praticar técnicas inovadoras que ajudarão você e sua equipe a entregar suas mensagens de vendas de forma mais impactante e memorável.

Serviço

‘Workshop Neuromarketing: Como Acessar O Cérebro do Seu Cliente para Vender Mais e Melhor’
Data: 9 de novembro
Horário: das 8h30 às 11h30
Local: Sede ABIMAQ SP – Avenida Jabaquara, 2925 (Próximo à Estação São Judas do Metrô)
Telefone para contato: (11) 5582-6321/5703 

Fonte: Negócios em Foco, BrandPress, JorNow, Difundir

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05 - Investimentos privados levarão coleta e tratamento de esgoto a 4,8 milhões de pernambucanos


O estado de Pernambuco tem colhido significativos avanços na área de saneamento básico. As melhorias são resultado da parceria-público-privada (PPP) firmada entre a companhia estadual e a iniciativa privada, que prevê R$ 1,1 bilhão em investimentos até 2021 em 15 municípios da região metropolitana do Recife, levando coleta e tratamento de esgoto a 4,8 milhões de pessoas.

O caminho para o avanço ainda é longo, uma vez que a população pernambucana ainda se depara com a baixa cobertura da rede de esgoto, com 27% apenas dos resíduos produzidos sendo coletados, bem abaixo da média nacional que supera os 50%. O quadro se reflete na alta incidência de municípios com casos de doenças associadas à falta de saneamento, registrados em 57% das cidades. Entre as principais endemias e epidemias estão dengue, chikungunya, zika, diarreia e verminoses. Outro dado preocupante é que apenas 30 das 185 cidades de Pernambuco têm política de saneamento.

PRIORIDADE – Em 7 de novembro, a CNI realizará o Seminário Saneamento 2019-2022 para discutir propostas e caminhos para o Brasil dar o necessário salto em investimentos para reduzir o atraso no setor e cumprir, o quanto antes, as metas de universalização dos serviços de água e esgoto. O evento será organizado em parceria com a Associação Brasileira das Concessionárias de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), a Associação Brasileira das Infraestrutura e da Indústria de Base (ABDIB), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM).

Para as entidades, o saneamento básico precisa estar entre as prioridades do governo eleito, como agenda tanto da área de infraestrutura como de saúde pública. Nesse sentido, a ampliação de parcerias com o setor privado é fundamental para ampliar o volume de investimentos, especialmente diante das dificuldades fiscais da União e dos estados. “A experiência mostra que, nas cidades onde foram firmadas parcerias com a iniciativa privada, houve incremento relevante na cobertura e na qualidade dos serviços. Quem ganha com isso é a população”, afirma Mônica Messenberg.

INVESTIMENTO MAIOR - A CNI considera que a gestão de companhias pelo setor privado levará mais investimentos, melhorará a qualidade da água e expandirá as redes de esgoto nas pequenas e médias cidades. Ao contrário do que vem sendo pregado por correntes contrárias à Medida Provisória 844/2018 de que a atuação do setor privado beneficiará somente grandes municípios, os números mostram o contrário. Atualmente, 72% das cidades brasileiras com contratos com companhias privadas têm até 50 mil habitantes.

Dados oficiais mostram que apenas 6% das companhias de água e esgoto do país são privadas. No entanto, elas atendem 9% da população nacional e são responsáveis por 20% dos investimentos no setor. “Essas diferenças no volume de investimentos são refletidas nos níveis de atendimento das localidades atendidas por prestadores de serviços privados, onde tanto o fornecimento de água como a coleta e tratamento de esgoto apresentam indicadores acima da média nacional”, destaca a diretora.

UNIVERSALIZAÇÃO DISTANTE – A área de saneamento básico é a mais atrasada da infraestrutura brasileira. De acordo com os dados mais atuais, apenas 51,9% da população dispõem de serviço de coleta de esgoto e menos da metade do que é produzido recebe tratamento. Segundo o estudo Saneamento Básico: Uma agenda regulatória e institucional, da CNI, para reverter esse quadro e atingir as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), o Brasil precisa ampliar em 62% os investimentos no setor, o que significa aumentar a média anual de recursos para o setor dos atuais R$ 13,6 bilhões para R$ 21,6 bilhões.

O setor produtivo aposta no aumento da participação privada na gestão de companhias de água e esgoto como o instrumento mais viável para universalizar o saneamento básico no Brasil. Nesse sentido, é fundamental que o Poder Legislativo converta em lei a MP 844/2018, que institui o novo marco legal do saneamento no país, e aprimora as normas para o setor privado operar na área de maior déficit de atendimento da infraestrutura brasileira.

Fonte: CNI

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06 - Artigo de Liliane Bortoluci – Conhecimento: o melhor investimento


Feiras comerciais são, por excelência, locais para realização de negócios, apresentação de lançamentos e inovação, fortalecimento do branding e do networking. De uns anos para cá, consolidou-se uma tendência de fazer desses encontros setoriais, também, o palco para transferência do conhecimento.

Congressos, seminários, palestras, workshops, debates e outras atrações oferecidas pelos organizadores, muitas vezes gratuitamente, enriquecem a experiência do visitante e valorizam sua presença, o tempo e recursos que ele investiu para estar na feira. Nestes chamados “eventos integrados”, os visitantes podem entrar em contato com reconhecidas autoridades em suas respectivas áreas de atuação, atualizar seus conhecimentos, pegar dicas para seu negócio, debater políticas públicas – enfim, uma gama de oportunidades que dificilmente ele encontraria fora daquele ambiente.

Quando se trata de eventos de natureza tecnológica, como os industriais, esses encontros se tornam ainda mais relevantes. Nas feiras que realizamos em conjunto com a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) – a saber, FEIMEC, Plástico Brasil e EXPOMAFE –, temos oferecido uma média de 60 horas de eventos integrados a cada feira. Todos eles conduzidos por especialistas ligados a entidades da indústria metalomecânica nacional e internacional, universidades e entidades de ensino técnico, empresas líderes em seus segmentos, representantes do poder público.

Em que pese a importância desses encontros e a ativa participação da plateia, atrações de caráter mais prático e interativo vêm conquistando a preferência dos visitantes. É o caso, por exemplo, da bem-sucedida experiência do “SMED – Single Minute Exchange of Die – Troca Rápida de Moldes”, que apresentamos na edição inaugural da Plástico Brasil, em 2017.

Diminuir o tempo de setup para melhorar a produtividade é um dos grandes desafios da atividade industrial. No caso dos transformadores do plástico e da borracha em particular, a troca de moldes da injetora é um dos processos que mais demandam parada de máquina.

Com isso em mente, e cientes das modernas tecnologias que vêm sendo desenvolvidas por fabricantes brasileiros, montamos naquela feira, numa parceria com o SENAI, Staubli, Romi, Previsão e Berg Steel, um demonstrador prático do SMED, metodologia que reduz o tempo de setup para menos de 10 minutos.

Nosso demonstrador – que se valeu de uma eficaz combinação de moldes equipados com sistema de placas magnéticas e o posicionamento racional de talhas, carrinhos, bancadas e racks – queria sobretudo provar aos visitantes que é possível aumentar a produtividade das linhas sem investimentos vultosos.

Simultaneamente à troca, mini palestras explicavam todo o processo, e um cronômetro deixava o desafio ainda mais emocionante. O resultado é que todas as quatro sessões diárias dos cinco dias da feira tiveram “casa cheia”.

Esse reconhecimento do mercado e o compromisso de contribuir com o desenvolvimento da indústria, seja de bens de capital mecânicos, bens de consumo ou de transformação, nos incentiva a repetir e criar mais em ações como esta.

Estamos trabalhando na criação de atrações que priorizam a prática e a interatividade, que colaboram na melhoria dos processos e valorizam a presença do visitante por seu caráter exclusivo – ou seja, um tipo de atração única que ele só verá durante a feira. Porque, para nós, promotores de feiras, a transferência de conhecimento e a valorização do capital humano ainda são os melhores investimentos.

Liliane Bortoluci é diretora da Informa Exhibitions, promotora da Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha.

Fonte: Portal Radar

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Comércio Internacional

01 - Inflação ao produtor na China desacelera de novo em outubro por demanda doméstica fraca


Os preços ao produtor na China desaceleraram pelo quarto mês seguido em outubro devido ao enfraquecimento da demanda doméstica e da atividade industrial, sinalizando que Pequim provavelmente adotará mais medidas de incentivo ao crescimento diante dos atritos comerciais com os Estados Unidos.

Os preços ao consumidor, por sua vez, subiram em outubro no mesmo ritmo do mês anterior com os preços dos alimentos estáveis, divulgou nesta sexta-feira a Agência Nacional de Estatísticas.

O índice de preços ao produtor, medida dos preços que as empresas recebem por seus produtos e serviços, subiu 3,3 por cento em outubro em relação ao ano anterior, sobre 3,6 por cento em setembro.

Analistas consultados pela Reuters projetavam que a inflação ao produtor em outubro, também usada por economistas como medida das tendências de lucro industrial, desaceleraria a 3,3 por cento. Na comparação mensal, o índice avançou 0,4 por cento.

"O aumento dos preços de importação deve colocar pressão de alta sobre os preços ao produtor, mas não o suficiente para impedir que a inflação ao produtor caia", disse o economista da Capital Economics Chang Liu.

"De fato, acreditamos que as autoridades prestarão mais atenção à evidência de que as pressões de preços permanecerão fracas e continuarão a afrouxar a política monetária nos próximos anos para sustentar a atividade econômica. "Já o índice de preços ao consumidor registrou avanço de 2,5 por cento em outubro sobre o ano anterior, repetindo a taxa de setembro e igualando a expectativa dos analistas.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - PIB britânico cresce 0,6% no 3º trimestre, como previsto


O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2018 ante o segundo e registrou expansão de 1,5% na comparação anual, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do país.

Os dados vieram em linha com as projeções de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.O ONS também informou que o PIB britânico avançou a uma taxa anualizada de 2,5% no terceiro trimestre, ganhando força em relação ao acréscimo de 1,6% observado nos três meses anteriores. O resultado anualizado é o melhor desde o quarto trimestre de 2016.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Conjuntura

01 - IGP-M recua 0,11% na 1ª prévia de novembro e tem primeira deflação em um ano


O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,11 por cento na primeira prévia de novembro, ante avanço de 1,06 por cento no mesmo período do mês anterior, registrando deflação pela primeira vez em um ano diante da queda nos preços de matérias-primas brutas no atacado.

A última vez que o índice havia recuado foi na primeira prévia de novembro de 2017, quando registrou uma variação negativa de 0,02 por cento.

Os dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou a cair no período 0,31 por cento, depois de alta de 1,40 por cento em outubro. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral.

O IPA mostrou que, nesta apuração, o índice de Matérias-Primas Brutas recuou 1,59 por cento, depois de ter avançado 1,30 por cento no mês anterior. O movimento como destaque as queda nos preços da soja ( -4,99 por cento), minério de ferro (-1,30 por cento) e milho (-7,25 por cento).O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, também apresentou menor pressão uma vez que desacelerou a alta a 0,30 por cento na primeira prévia de novembro, ante avanço de 0,44 por cento na primeira leitura do mês anterior. 

O destaque ficou para o grupo Transportes, com avanço de 0,36 por cento depois de elevação de 1,41 por cento no mesmo período de outubro. Neste grupo, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja alta enfraqueceu a 0,75 por cento na primeira leitura de novembro de 5,43 por cento. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou alta de 0,29 por cento na primeira prévia de novembro, de 0,31 por cento anteriormente. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Fonte: Reuters

Índice

02 - IPC-S desacelera em 6 das 7 capitais pesquisadas na 1ª quadrissemana de novembro


O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de novembro na comparação com a última quadrissemana de outubro. O dado foi divulgado nesta sexta-feira, 9, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na primeira leitura deste mês, o IPC-S atingiu 0,43%, depois de 0,48% na quarta quadrissemana do décimo mês.

Conforme a FGV, houve decréscimos nas taxas do IPC-S em: Salvador (de 0,71% para 0,54%), Brasília (de 0,81% para 0,67%), Belo Horizonte (de 0,27% para 0,25%) e Recife (de 0,30% para 0,19%), Porto Alegre (de 0,43% para 0,39%) e São Paulo (de 0,64% para 0,61%). Apenas no Rio de Janeiro houve aceleração da taxa, de 0,18% para 0,25%.

Fonte: O Estado de São Paulo

Índice

03 - IGP-M recua 0,11% na 1ª prévia de novembro, diz FGV


O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,11 por cento na primeira prévia de novembro, ante avanço de 1,06 por cento no mesmo período do mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Fonte: Reuters

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Industria

01 - Perda da carteira assinada reduz sindicalização ao menor nível da série do IBGE


A redução no número de postos de trabalho com carteira assinada fez a filiação a sindicatos atingir no ano passado o patamar mais baixo da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de sindicalização caiu de 14,9% em 2016 para 14,4% em 2017. O País tinha 13,1 milhões dos trabalhadores ocupados filiados a algum sindicato no ano passado, uma redução de 3,2% no contingente de associados em relação ao ano anterior. Em 2012, o porcentual de sindicalizados na população ocupada alcançava 16,2%.

"A perda da carteira assinada que a gente teve nos últimos anos contribuiu muito para essa redução no número de sindicalizados", disse Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Desde o pico do trabalho formal, alcançado no primeiro trimestre de 2014, até o fim de 2017, houve uma perda de aproximadamente quatro milhões de vagas com carteira assinada. 

No ano passado, a região Norte teve a taxa mais baixa de associação a sindicato, 12,6%, enquanto a do Sul foi a mais alta, 16,2%. No total do País, a sindicalização foi maior entre os empregados do setor público, onde 27,3% dos 11,34 milhões de trabalhadores eram filiados a algum sindicato. Entre os 33,2 milhões de empregados no setor privado com carteira assinada, 19,2% eram associados a sindicato. Entre os trabalhadores que atuavam por conta própria, a sindicalização alcançava apenas 8,6% em 2017. 

As taxas de sindicalização mais baixas ocorreram entre trabalhadores domésticos, 3,1%, e empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, 5,1%."Mesmo que no fim de 2017 a população ocupada tenha recuperado um pouquinho, não foi suficiente para reverter a tendência (de redução na sindicalização). Porque a população ocupada aumentou através do trabalho por conta própria e sem carteira assinada (no setor privado), que têm menores taxas de sindicalização", completou Adriana.

Entre os grupamentos de atividade, a Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais tinha a maior taxa de sindicalização no ano passado, 23,6%. A menor foi a dos Serviços Domésticos, 3,1%. Em 2017, na população ocupada e sindicalizada, 22,3% eram trabalhadores sem instrução e ou não tinham concluído o ensino fundamental, enquanto 31,3% tinham terminado o ensino superior.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Setor

01 - Petrobras anuncia 4ª redução seguida na semana no preço da gasolina nas refinarias


A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas refinarias em 0,73% a partir desta sexta-feira (9). Com a alteração, o valor médio do combustível cairá de R$ 1,7082 para R$ 1,6958 por litro, o menor valor desde 11 de abril (R$ 1,6833).

Trata-se do 4º corte seguido na semana. Na véspera, a estatal já tinha anunciado uma redução de 0,48%.

O repasse dos reajustes da Petrobras aos consumidores, entretanto, depende de distribuidores, revendedores, impostos, além da mistura obrigatória de etanol anidro na composição da gasolina vendida nos postos.

No acumulado em novembro, a gasolina já caiu 9% nas refinarias. Em 30 dias, o corte já chega a 22,5%, mas o ajuste ainda não é sentido pelos motoristas nos postos de combustível do país.

Os donos de postos afirmam a significativa diferença entre o preço cobrado nas refinarias e nas bombas se deve aos custos de custos de distribuição, impostos elevados e margem de lucro dos postos. O preço médio da gasolina nos postos no Brasil caiu apenas 0,3% na semana passada ante a semana anterior, para R$ 4,709 por litro, segundo dados publicados nesta segunda-feira (5) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, teve média de R$ 2,975 por litro na semana passada, queda de 0,27% em relação à semana anterior.

O preço médio do diesel, por sua vez, atingiu R$ 3,719 por litro, queda de 0,05%, na comparação com o período anterior.

Segundo o IBGE, o preço médio da gasolina subiu 2,18% em outubro no país. Em 12 meses, a gasolina aparece como a principal pressão sobre a inflação oficial, acumulando alta de 22,31%.

Como é formado o preço da gasolina?

Os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço do preço pago pelo consumidor nos postos, 12% é o custo do etanol, que, por lei, deve compor 27% da gasolina comum, e 14% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores, conforme os cálculos da Petrobras, que levam em conta a coleta de preços entre os dias 28 de outubro e 3 de novembro em 13 regiões metropolitanas do país.

Cerca de 44% são tributos, sendo 29% ICMS, recolhido pelos Estados, e 15% Cide e PIS/Cofins, de competência da União.

Os tributos federais são cobrados como um valor fixo por litro - o de Pis/Cofins, por exemplo, é de R$ 0,7925 por litro de gasolina; a Cide, de R$ 0,10 por litro. O ICMS, por sua vez, é um percentual sobre o preço de venda - ou seja, cada vez que ele sobe, os Estados recolhem mais impostos.

Fonte: G1

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02 - Regulação dos preços dos combustíveis deve sair até o fim do ano, diz ANP


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende concluir ainda neste ano a regulamentação que trata da transparência dos preços dos combustíveis, segundo o diretor Felipe Kury.

As opiniões do mercado estão sendo recolhidas em consulta pública promovida pela agência, que propõe que todos os participantes do setor, inclusive a Petrobras, divulguem as componentes dos seus preços, como as margens de lucro.

O tema é polêmico porque é interpretado por alguns como intervenção do governo. Kury participou do VII Seminário sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira, promovido pela FGV. Na mesma palestra esteve o gerente executivo de Marketing e Comercialização da Petrobras, Guilherme França, para quem "o caminho é de continuidade" da nova política de preços dos combustíveis, no governo de Jair Bolsonaro. Ele evitou, no entanto, falar com a imprensa sobre a fase de transição até janeiro, quando o novo presidente da República tomará posse.

Fonte: O Estado de São Paulo

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