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Edição 9334 de 20/04/2017

Destaque

01 - Vendas aquecidas de máquinas aumentam expectativa para a Agrishow 2017


O mercado de máquinas agrícolas mais aquecido do que no ano passado é o termômetro das expectativas de negócios para a Agrishow 2017. A feira será realizada entre os dias 1 e 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP), com a promessa de ser, mais uma vez, uma das principais vitrines da tecnologia no campo.

Na edição do ano passado, realizada no final de abril, o clima era de incerteza e o discurso cauteloso. No primeiro trimestre de 2016, as vendas de máquinas haviam caído quase 44%, apontava a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as maiores montadoras do setor. Apesar das expectativas mais conservadores, a feira contabilizou negócios de R$ 1,95 bilhão, superando a edição de 2015 (R$ 1,9 bilhão).

Neste ano, as expectativas são mais otimistas, afirma João Carlos Marchesan, presidente do conselho administrativo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), uma das promotoras do evento. Ele espera que a Agrishow deste ano retome um volume de negócios superior a R$ 2 bilhões.

“Estamos em um ano virtuoso, colhendo uma supersafra. O agricultor está mais confiante e investindo novamente, a demanda não está ruim e o setor vai crescer neste ano. Os preços estão bons e, se melhorar o valor do dólar, ficará mais competitivo para o agricultor”, analisa João Carlos.

Os números do mercado de máquinas agrícolas, desta vez, dão razão para pensar positivo. Segundo a Anfavea, em fevereiro passado, as vendas aumentaram 16,2% em relação a janeiro. No comparativo com fevereiro de 2016, o crescimento foi de 33,5%. No primeiro bimestre, foram vendidos 49,9% a mais que nos dois primeiros meses de 2015 entre as montadoras representadas pela entidade.

A maior demanda refletiu na maior disponibilidade de crédito. O montante liberado por meio do Moderfrota já superou o previsto no Plano Safra para o atual ciclo agrícola. Entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, as operações somaram R$ 5,18 bilhões para um montante programado de R$ 5,05 bilhões.

A situação já era esperada pelo governo. Tanto que o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, garantiu um reforço de R$ 2,5 bilhões para o programa. Promessa feita, aliás, em encontro com representantes da ABIMAQ, na sede da entidade, em São Paulo.

“Estamos contando com isso. A demanda do Moderfrota está maior que no ano passado. Não pode faltar recurso”, diz João Carlos.

Outro ingrediente de otimismo é a liberação antecipada de linhas de crédito de pré-custeio, destinada a financiar a compra de insumos para a safra 2017/2018. Só por meio do Banco do Brasil foram R$ 12 bilhões. Soma-se a isso a participação de bancos privados nesse tipo de operação, que deve ser uma alternativa a mais de negócio durante a feira.

Com visão otimista para o agronegócio, o Santander tende a repetir a estratégia adotada em eventos como a Agrishow e colocar crédito pré-aprovado à disposição dos visitantes. O banco espanhol não informou o previsto para a feira deste ano. No evento de 2015, a instituição antecipou R$ 850 milhões.

“O financiamento não pode se limitar apenas ao crédito rural subsidiado. Sempre teremos recursos, e a Agrishow é mais uma oportunidade para ficar mais próximo ao produtor rural”, garante o superintendente executivo de agronegócios do banco, Carlos Aguiar. 

A Agrishow deve reunir cerca de 800 marcas, em uma área superior a 400.000 metros quadrados. Além das máquinas, quem passar pelos estandes deve ter contato com representantes de segmentos como agricultura de precisão, insumos, ferramentas, centros de pesquisa, veículos e serviços financeiros.

Na edição de 2016, os estandes receberam, nas contas da organização, 152 mil pessoas. É possível que esse número apenas se repita neste ano, o que não é necessariamente negativo, avalia o diretor da Agrishow, José Danghesi.

“Podemos ter número de visitantes semelhante, mas com interesse de compra maior”, diz. Para ele, o evento deste ano terá um ambiente “mais bem-humorado”, trazendo uma expectativa mais “agressiva” do ponto de vista dos negócios.

AGRISHOW
24ª FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA AGRÍCOLA EM AÇÃO
DATA: 1ª a 5 de maio de 2017
LOCAL: Ribeirão Preto (SP) - Brasil
PREÇO DO INGRESSO: R$ 20 (meia), R$ 40 (inteira), R$ 35 (online)

Arena da tecnologia

Uma das novidades deste ano estará nos locais de demonstrações técnicas. É a chamada Arena de Demonstração do Campo Tecnologia e Sustentabilidade, uma área em torno de 5.000 metros quadrados onde será possível o público ter contato com a aplicação coordenada de soluções tecnológicas.

“O visitante vai ver a integração das tecnologias de toda a produção. A intenção é direcionar o agricultor para o melhor caminho no uso da tecnologia”, explica José Danghesi.

A arena estará sob responsabilidade da Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus). Entre as atrações, sistemas e equipamentos que visam tornar mais eficientes o monitoramento e o diagnóstico da lavoura, além da aplicação dos insumos. Situações de campo serão montadas para mostrar a tecnologia sendo usada.

“O produtor está entendendo que o caminho é este, o da tecnologia integrada. É preciso buscar as ferramentas tecnológicas e integrar com o que ele já tem no campo”, defende o diretor financeiro da Coopercitrus, Fernando Deggobi. “Estamos trabalhando um conceito de integração independentemente da marca dos equipamentos”, acrescenta.

Fernando antecipa um pouco do que será visto. Um veículo equipado com GPS fará um mapa georreferenciado de fertilidade do solo, mostrando a necessidade em cada local. A partir desses dados, será feita a distribuição do nutriente. “Vamos mostrar o ciclo completo: a amostragem, o resultado e a aplicação”, promete.

Um drone de pulverização, de fabricação chinesa, promete ser uma das vedetes do show, garante Fernando. O equipamento tem um tanque para 13 litros de defensivo e é programado para fazer aplicação direcionada: pulveriza só onde for necessário. Na Arena da Agrishow, é só para ver. Mas, se depois der vontade de ter um desses, custa mais de R$ 100 mil.

Fonte: Globo Rural, Canal Agro, Blog Leandro Rodriguez

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02 - ABIMAQ e IPDMAQ oferecem consultoria em gestão da inovação


Benefício compreende a elaboração de um Plano de Gestão da Inovação para as indústrias de máquinas e equipamentos, por meio de uma imersão in loco de verificação do atual estágio em tecnologia e inovação das empresas

Com o objetivo de fortalecer as atividades de inovação das empresas para aumento da competitividade, reposicionamento da estratégia e do portfólio de produtos e realização da inovação em processos e serviços, a ABIMAQ e o IPDMAQ oferecem consultoria em gestão da inovação para as indústrias de máquinas e equipamentos.

O serviço, previsto no Projeto “Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação – NAGI ABIMAQ”, com apoio financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), é constituído de uma imersão in loco para a obtenção de uma visão real do atual estágio em tecnologia e inovação nas empresas, visando à elaboração de um Plano de Gestão da Inovação, com ações concretas e um projeto piloto para a conquista de recursos financeiros para a sua implementação. Para a elaboração do Plano de Gestão da Inovação, está previsto:

- Mapeamento e avaliação das práticas de gestão da inovação tecnológica existentes na empresa;

- Identificação e validação de oportunidades de projetos de inovação para a empresa;

- Estruturação e formalização de um projeto de inovação concreto;

- Desenvolvimento de uma estratégia de inovação de longo prazo;

- Criação de um sistema de monitoramento da gestão da inovação da empresa.

“Esse serviço é uma grande oportunidade para as empresas, frente ao cenário econômico atual e para aquelas que têm na tecnologia e inovação o diferencial competitivo”, afirma o diretor de Tecnologia da ABIMAQ, João Alfredo Delgado.

As empresas que têm interesse em obter esse serviço podem contatar o IPDMAQ pelo e-mail ou telefone (11) 5582-6313.

Fonte: Segs

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03 - O Brasil de costas para sua indústria


A indústria sempre teve um papel decisivo nos ciclos econômicos mundiais, seja nos movimentos de crescimento ou de recessão. Esse dado é perceptível na história de países de todas as dimensões e continentes. Quando o vetor de uma nação é de decréscimo, normalmente sua indústria tem sérios problemas. O inverso também é verdadeiro. Quando o país está bem, o setor secundário está puxando a frente.

Não é diferente do que vemos, agora, no Brasil, embora as causas não sejam apenas atuais. Faz tempo que a área reclama por uma visão estratégica dos governos, calcada numa política nacional duradoura para a indústria, bem como de medidas que protejam a competitividade imediata dos produtos brasileiros. Não raras vezes, nossas empresas são lesadas por práticas desleais de comércio internacional, sem uma reação proporcional das nossas representações. Nas últimas décadas, em governos de todas as matizes, não fomos bem em nenhuma das duas dimensões, isto é, nem na visão de longo prazo, tampouco no combate conjuntural.

Veja-se, por exemplo, a situação do setor de bens de capital, a chamada indústria de fazer indústria. A cadeia em questão amargou uma queda de quase 50% no faturamento em comparação a 2013. No mercado interno, a baixa chega a 60% das receitas no mesmo período. As conseqüências não podiam ser outras: desemprego, queda de renda do trabalhador, parques industriais desativados, venda de empresas para grandes grupos internacionais, perda de competitividade, deficiência nas exportações e um sem-número de outros danos diretos e indiretos. Como já se disse, a indústria é uma espécie de motor do PIB.

Impressiona, porém, que, mesmo com a série histórica e com as conseqüências explícitas na atualidade, erros semelhantes continuem ocorrendo. Na segunda quinzena de fevereiro, o governo mudou as regras da política de Conteúdo Local, reduzindo em 50%, em média, a exigência mínima de equipamentos e serviços produzidos no país para licitação de exploração de petróleo e gás. Isso abre portas para que o mesmo viés se repita em outras áreas. Na prática, afeta diretamente milhares de empresas nacionais e satisfaz meia dúzia de petroleiras, dentre as quais a Petrobras.

Claro que a proteção da indústria local precisa ser graduada dentro da dinâmica do livre mercado, afastada a nociva superproteção. Mas não deve ser demonizada. Nossa aposta estratégica apenas em commodities é inconsistente, pois tem pouca capacidade de agregação de valor.

Países como Noruega, Estados Unidos, Reino Unido e Arábia Saudita adotam a política de Conteúdo Local, enquanto Venezuela, Nigéria, Angola e Iêmen não adotam. Essa lista deixa claro em qual grupo deve estar nossa inspiração. Outro exemplo: O Japão protegeu sua indústria de automóveis por mais de quatro décadas, a ponto de a Toyota bater a GM. Ora, quem poderá dizer que foi uma decisão equivocada dos japoneses?

Cito outro sinal de desprestígio para a indústria brasileira: A equipe econômica estaria disposta a mudar o cálculo da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), utilizada pelo BNDES para financiar investimentos. A intenção maior seria reduzir a diferença entre SELIC e TJLP, o que é meritório, mas isso pode ocorrer por meio da desaceleração da taxa básica. Assim, num futuro breve, o Tesouro ficaria desobrigado de subsidiar operações do BNDES. O que não pode é ocorrer por meio da inibição direta dos investimentos de longo prazo, sinônimo de tirar o pouco oxigênio que ainda resta no mercado. O efeito imediato será a progressiva substituição da produção local e, mediato, o aumento ainda maior do desemprego.

Estamos tratando, portanto, da assimetria entre produzir aqui ou produzir no exterior. Simples assim. Pragmático assim. A sustentabilidade do setor secundário passa pela abordagem adequada de temas como Conteúdo Local, política industrial, juros civilizados, investimentos e, sim, ajuste fiscal. Vejam: Todas as pautas se confundem com a sustentabilidade do próprio país. E não há um Brasil próspero com uma indústria fraca. Assim como não haverá saída da crise sem o potencial deste setor. É hora de o governo demonstrar, na prática, que tem a clara dimensão do que significa a indústria brasileira.
* Germano Rigotto é ex-governador do Rio Grande Sul, presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e diretor de Ação Política da ABIMAQ (www.germanorigotto.com.br).

Fonte: Primeira Hora

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04 - Recursos para o Moderfrota poderão ser anunciados na Agrishow


Temos a expectativa que o governo anuncie a disponibilização de recursos de R$ 1,5 bilhão para o Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), durante a Agrishow, diz Francisco Matturro, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), uma das entidades realizadoras da feira.

“Em 2016, os negócios gerados durante a feira foram de R$ 1,95 bilhão, o que pretendemos ultrapassar este ano”, destaca Fábio Meirelles, presidente da Agrishow e da Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Segundo João Marchesan, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), outra entidade realizadora da feira, estamos vivendo uma safra excepcional, com mais de 117 milhões de toneladas de soja processada, por exemplo, fato que gera otimismo no setor. A Agrishow acontece de 1º a 05 de maio em Ribeirão Preto (SP).

Fonte: Plantão News

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05 - Petrobras sai em defesa de 'perdão' para Libra


A Petrobras estima que, mesmo obtendo o aval da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para contratar no exterior o afretamento da primeira plataforma do megaprojeto de Libra, cerca de 40% dos gastos com a construção da embarcação ficarão no Brasil. Em meio às críticas da cadeia de fornecedores nacionais, a Petrobras saiu ontem em defesa do pedido de perdão pelo não cumprimento dos compromissos de conteúdo local ("waiver", em inglês) para contratação da unidade flutuante (FPSO), estimada em US$ 1,5 bilhão.

Numa concorrida audiência pública para tratar do assunto, o gerente-executivo da Petrobras em Libra, Fernando Borges, tentou mostrar que o discurso de que o consórcio (liderado pela estatal em sociedade com a Shell, Total, CNPC e CNOOC) quer "conteúdo local zero" para o projeto, previsto para 2020, é falso.

"Dizer que a Petrobras mudou de postura e quer a desnacionalização é uma inverdade. Um FPSO desse porte envolve investimentos significativos: 40% do dispêndio da construção do valor do bem é gasto no Brasil e assim será feito, se permitido" afirmou Borges.

Ele explicou que a estimativa da companhia toma como base o histórico da construção das últimas oito plataformas afretadas pela companhia. Em média, de acordo com o gerente, 53% do custo dessas unidades foi dispendido no exterior e 47% no Brasil. Embora reconheça que os gastos no país incluam despesas com importação de equipamentos para construção de módulos nos estaleiros brasileiros, Borges argumenta que a maior parte do custo é gasto diretamente com o fornecedor nacional.

A ANP ainda não possui um posicionamento sobre o perdão. O diretor da agência, José Gutman, indicou, no entanto, que o órgão regulador pode vir a conceder um perdão parcial. Ele explicou, contudo, que o contrato de partilha inclui índices de conteúdo local diferentes para cerca de 45 itens que compõem uma plataforma e que a ANP analisará, item por item, a viabilidade de cumprimento dos percentuais de nacionalização.

"No fundo, o que a ANP vai fazer de forma técnica é, para cada item e subitem, analisar se indefere ou não indefere [o perdão] ou ainda se utiliza o instituto contratual do ajuste [do conteúdo local, conforme previsto em contrato]", afirmou. "Não vai ser necessariamente tudo ou nada", complementou Gutman, em referência ao pedido para perdão de 100% para o contrato de afretamento da plataforma.

A falta de competitividade dos fornecedores locais é a base do pedido do consórcio de Libra. Durante a audiência, contudo, representantes da cadeia fornecedora contestaram o argumento da Petrobras de que a licitação com os índices originais de conteúdo local gerou um sobrepreço de 40%. O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval) defende que o pedido de perdão é ilegal porque se baseia num sobrepreço nunca comprovado.

Já o presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso, ressalvou que a proposta original foi apresentada em agosto de 2016, em meio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

"O orçamento foi feito quando o risco Petrobras e do Brasil estava no ápice", lembra Velloso, que aposta na judicialização do caso.

Fonte: Valor Econômico, Portos e Navios, Sinaval

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06 - AGRISHOW 2017 - Rota oficial do agronegócio


O protagonismo do agronegócio nacional frente à expectativa de retomada de crescimento econômico continuará em evidência neste ano. Segundo um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 16/17 de grãos está estimada em 222,9 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 19,5% em comparação com as 186,6 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. Esse expressivo aumento na produção agrícola contribuirá para a garantia da oferta de alimentos no país e no mundo, auxiliando a economia, que poderá ter efetivas condições de manter um menor nível de inflação e de sustentar o ritmo na queda de juros, beneficiando, com isso, a sociedade e o país.

Neste cenário positivo para o agronegócio nacional, será promovida a Agrishow 2017 – 24ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, entre os dias 1º a 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP), uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

“Notamos uma enorme evolução na agricultura brasileira, por meio de uma maior integração entre toda a cadeia produtiva. Em função disso, nós acreditamos no protagonismo do agronegócio para a recuperação da economia nacional. Nesse sentido, a Agrishow contribuiu e continua contribuindo ao apresentar o constante aprimoramento tecnológico do setor”, disse Fábio Meirelles, presidente da Agrishow e da Faesp, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (29/03), em São Paulo.

A feira, que é considerada o principal palco de tendências, lançamentos e inovações tecnológicas para o agronegócio nacional, deverá receber mais de 150 mil visitantes, do Brasil e do exterior, um público altamente qualificado, formado por agricultores e pecuaristas, profissionais, empresários e técnicos da cadeia produtiva, representantes das entidades setoriais, pesquisadores, autoridades, lideranças governamentais e membros de órgãos e secretarias públicas.

“A Agrishow gera negócios, agrega valor e oferece oportunidade ao produtor de ter contato e de conhecer as novas tecnologias que ele precisa para conseguir aumentar sua produtividade e reduzir custos”, afirmou João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Abimaq.

Tradicionalmente, os visitantes esperam a realização da feira para realizar negócios, uma vez que as principais novidades das mais importantes empresas que compõe a cadeia produtiva serão apresentadas em 440 mil m² de área. São, no total, de 800 marcas, que apresentarão máquinas, implementos agrícolas, sistemas de irrigação, insumos, sistemas para agricultura de precisão, soluções de monitoramento e automação, acessórios, peças, serviços e outros produtos, com reais benefícios para a lavoura e para a pecuária, como: aumento da produtividade, crescimento da rentabilidade, redução de custos, economia de recursos naturais e de insumos, mais eficiência na plantação, melhor manejo nos pastos e mais assertividade no cultivo das culturas.

Além disso, pela organização sempre estar atenta às demandas dos visitantes e dos expositores, os estandes são estrategicamente posicionados, o que resulta em empresas de um mesmo segmento de negócios estarem localizadas em áreas próximas, o que proporciona um melhor planejamento por parte do produtor rural, e consequente otimização de sua visita.

Entre as áreas da Agrishow 2017 estão: agricultura de precisão, agricultura familiar, armazenagem (silos e armazéns), corretivos, fertilizantes, defensivos, equipamentos de segurança (EPI), equipamentos de irrigação, ferramentas, implementos e máquinas agrícolas, máquinas para construção, peças, autopeças, pneus, pecuária, produção de biodiesel, sacarias e embalagens, seguros, sementes, software e hardware, telas, arames, cercas, válvulas, bombas, motores e veículos (pick ups, caminhões e utilitários, além de aviões agrícolas).

Fonte: SINDPROM

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07 - Indústria nacional questiona pedido da Petrobras por plataforma no exterior


Fabricantes de equipamentos do setor petrolífero no país estão questionando o pedido da Petrobras para contratar integralmente no exterior a primeira plataforma para a área de Libra, no pré-sal na Bacia de Santos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza nesta terça-feira uma audiência pública para discutir o chamado pedido de waiver feito pela Petrobras – solicitação para dispensar o cumprimento do conteúdo local previsto no contrato assinado em 2013.

A Petrobras alega que o pedido foi feito porque os participantes apresentaram preços 40% acima dos valores esperados nas duas licitações realizadas no ano passado. A estatal, operadora do consórcio que explora a área de Libra, afirma que, com esses preços, o projeto para instalar a primeira plataforma de produção chamada Pioneiro de Libra, se torna inviável.

Já os representantes da indústria garantem que é possível fabricar uma boa parte dos equipamentos no país, e questionam o fato de a Petrobras ter solicitado autorização para contratar 100% dos equipamentos no exterior.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, José Velloso, disse na manhã desta terça-feira, achar estranho esse pedido, levando em consideração a prova de que todos os 16 módulos das sete últimas plataformas contratadas pela Petrobras foram feitos no Brasil.

— Qualquer tipo de módulo é possível ser feito com qualidade no Brasil. A indústria nacional hoje conta com mais de 60% de ociosidade, então, a indústria nacional hoje tem uma situação mais favorável de atender prazos do que tinha no passado. O custo acima de 40% alegado pela Petrobras foi em cima de um orçamento interno, e não de uma consulta ao mercado internacional para comparar os preços aqui e lá fora — sustenta Velloso. — A Petrobras tem errado muito em suas previsões, orçamentos e projetos.

Fonte: O Globo, Extra, Portos e Navios, Portal do Holanda, Sinaval

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08 - Indústria comparece em peso em audiência pública e se impõe contra o wainer de Libra


A indústria se impôs. Difícil qualificar de outra forma a maneira contundente como associações, entidades de classe, empresas e sindicatos se colocaram na audiência pública do pedido de waiver de Libra nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro. O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, o presidente do IBP, Jorge Camargo, e o diretor geral da ANP, Décio Oddone, que se ausentaram do evento, perderam uma grande oportunidade de encarar a realidade do mercado. Empresários, líderes industriais, representantes de movimentos sindicais e trabalhadores apresentaram, um a um, suas qualificações, suas competências e seu alto nível de competitividade, num mar de ociosidade que marca o momento atual da indústria de óleo e gás brasileira, em defesa do conteúdo local no FPSO que será usado no campo do pré-sal.

Acostumada a fazer audiências públicas com no máximo 100 pessoas, em suas próprias instalações no centro da cidade, a ANP precisou deslocar o evento para o auditório da Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, que ficou lotado de alto a baixo. Das centenas de pessoas presentes, as únicas que não estavam contra o waiver eram os poucos representantes do IBP e das companhias de petróleo envolvidas no consórcio de Libra (Petrobrás, Shell, Total, CNPC e CNOOC).

Do outro lado, houve apresentações de entidades como ABIMAQ, Sinaval, ABCE, SINDIMAQ, Abitam e CNM, entre outras, além das empresas e estaleiros como Brasa, Ecovix, EAS, Techint, Brasfels e Asvac, todas com duras críticas à postura da Petrobrás. A representante do Sinaval, Daniela Santos, que teve 25 minutos de fala – cada um teria cinco minutos, mas outras quatro entidades cederam seu tempo a ela –, fez um relato claro e detalhado da postura equivocada da estatal neste processo, questionando a decisão da empresa de não abrir os números da proposta da Modec (que teria vindo com 40% de sobre preço para se fazer no Brasil, segundo a Petrobrás) para análise da indústria.

“As informações deveriam ser disponibilizadas e devidamente analisadas pela indústria nacional. (…) O que estamos discutindo hoje nesta sala é a tentativa da Petrobrás de legitimar o descumprimento das regras. (…) Os preços e custos não foram apresentados, provavelmente porque a indústria nacional não foi devidamente consultada. O pedido é genérico e sem qualquer fundamento real. Essa audiência pública trata apenas de uma parte do pedido de waiver e não da sua totalidade, que é ilegítima. Podemos afirmar com toda segurança que não há no processo administrativo fundamentos para concessão do pedido de waiver apresentado pela Petrobrás. Há, sim, argumentos acessórios, ameaças e pressões para legitimar um processo ilegal”, afirmou a representante do Sinaval.

A linha de defesa do Sinaval foi corroborada pelo presidente da ABIMAQ, José Velloso, que levantou a hipótese de haver por trás do pedido de waiver uma forma de atender a contrapartidas exigidas pela China para a concessão de financiamentos.

De acordo com Velloso, os bancos chineses, assim como de alguns outros países no mundo, exigem índices de conteúdo local na construção de FPSOs financiados por eles, o que poderia ser uma das razões indutoras da postura da Petrobrás, que se mostrou claramente incompreendida pela totalidade dos empresários presentes na audiência pública.

“A afretadora só vai viabilizar o projeto – e por isso que só uma apresentou proposta – se ela conseguir o financiamento de um banco. Mas os bancos calculam o risco Petrobrás e o risco Brasil, que são riscos altos. E se esse financiamento for da China, que é sócia do consórcio, eles exigem conteúdo local. Eles precisam de zero. Então porque a Petrobrás pede zero (porcento de conteúdo local)? Porque eles exigem”, afirmou Velloso.

O executivo ressaltou ainda que a cotação apresentada pela Modec à Petrobrás foi entregue em agosto do ano passado, justamente no período em que ocorreu o impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcando um momento de risco elevado para o cálculo dos financiamentos no caso de construção no Brasil.

Além disso, Velloso apresentou dados da indústria naval dos últimos anos, indicando que de todos os FPSOs contratados no Brasil, quatro foram entregues no prazo ou com antecedência, um deles com atraso de cinco meses, um com atraso de dois meses e outro com atraso de 20 dias. No total, a média de entrega foi de 35 meses.

“Sendo que hoje há uma ociosidade muito grande e há capacidade instalada, então a indústria tem condições de atender e as obras poderiam ser iniciadas assim que contratadas”, completou.

Outro representante do setor de máquinas e equipamentos, Alberto Machado, que falou em nome do SINDIMAQ, também criticou a confidencialidade dos números e destacou que a aprovação do waiver de 100% tem o risco de ter conseqüências para além do que se espera, já que alteraria também o que foi acordado no leilão, onde outras petroleiras deixaram de participar.

“A confidencialidade do consórcio não nos permite avaliar os dados, o que já inviabiliza a consulta pública por si só. Além disso, no passado, outros consórcios poderiam ter vindo se as regras fossem diferentes, mas esse foi escolhido porque se comprometeu com aquelas regras. Se alterarmos isso agora, praticamente todas as bases do certame terão sido alteradas”, afirmou.

A ABCE, que representa os engenheiros e as consultorias em engenharia, destacou a importância do projeto básico e detalhado dos projetos com conteúdo local e reiterou que estes itens estão entre os que não podem ser mandados para fora.

“O contrato é explícito ao dizer que o waiver não é permitido em engenharia básica e de detalhamento. Então o waiver para essas partes não é cabível, de modo que o pedido de 100% já tem esse vício de base”, afirmou.

RISCO DE PERDA DE ESTALEIROS

Os executivos do setor, a maioria de estaleiros, inclusive de bandeira estrangeira, como a Techint (ítalo-argentina) e a SBM (holandesa), também abriram seus números, revelando investimentos multimilionários no Brasil nos últimos anos, e questionaram a decisão da Petrobrás.

O diretor da Techint, Luiz Guilherme de Sá, fez uma apresentação das instalações da empresa em Pontal do Paraná, onde investiram R$ 300 milhões, ressaltando que a P-76 está sendo feita no local sob bases competitivas, dentro do prazo, e com forte retorno para a sociedade local.

“Dos 20 módulos do FPSO, 15 foram executados na nossa unidade no Paraná, incluindo os mais complexos. Trouxemos de fora só os mais simples. A Techint investiu 300 milhões de reais nessa unidade acreditando na política de conteúdo local e no programa de todos FPSOs previstos. Com essa proposta (do waiver), vamos perder escala. Tanto na construção de módulos, como na viabilidade de fazer integração”, afirmou, ressaltando que trouxeram um guindaste de grandes proporções para as operações no local, mas podem ter que devolvê-lo caso não haja novas contratações de peso no horizonte. “Esse guindaste foi trazido para içar 20 módulos. Com a mudança proposta, o que pode haver no Brasil será algo entre 6 e 8 módulos, o que inviabilizaria financeiramente o aluguel desse equipamento, por exemplo”, disse.

Ainda segundo o executivo, a empresa chegou a empregar 3.700 pessoas em 2016, no pico das obras, com 70% de mão de obra local, somando 10.760 empregos indiretos até agora, mas esse quadro será revertido se o conteúdo local não for continuado.

“Então queremos trazer nossa experiência para que seja reavaliado esse pedido de waiver. A construção de módulos e a integração são atividades nobres e têm condição de ser feitas no Brasil. Se isso for perdido, não volta mais. Os empregos vão para a China e não vão mais ficar no Brasil”, enfatizou.

O gerente executivo do Estaleiro Brasa (controlado pela holandesa SBM), Marcus Cirio, seguiu a mesma linha de discordância com a Petrobrás, ressaltando que já geraram mais de 37 mil empregos diretos e indiretos, somando R$ 1,38 bilhão em compras no mercado nacional, com atividades de alto padrão, incluindo a entrega de 25 mil toneladas de módulos, assim como a integração e o comissionamento de 3 grandes FPSOs.

“Se o conteúdo local for extinto das obrigações contratuais, a curto prazo, perderemos nossa capacidade de reiniciar as operações de forma eficaz. Em conseqüência, estimamos que antes do final do ano as reservas de caixa terão sido consumidas, obrigando-nos a fechar as portas do Estaleiro Brasa completamente, perdendo toda a experiência adquirida, tornando o cenário catastrófico”, afirmou, ressaltando que o estaleiro treinou, capacitou e contratou 8 mil empregados diretos ao longo dos projetos, enquanto atualmente conta com apenas 400 funcionários em seu quadro.

O presidente da Asvac, Cesar Prata, que fornece equipamentos para plataformas, fez também um duro relato da sua realidade atual, destacando que atua há 45 anos no setor e notou uma mudança de postura incompreensível por parte das contratantes.

“Nós fabricamos porque fomos instigados a isso. Os consórcios que venceram os leilões, inclusive os estrangeiros, vieram a nós – à indústria e às entidades de classe. E nós fornecemos para eles. Mesmo para plataformas construídas lá fora. Mas alguma coisa nesse processo mudou. Não entendo porque agora não tem ninguém falando com a gente. Aqueles afretadores nos procuraram, fornecemos para eles, mas agora não sabemos nem o que eles estão querendo. Ou seja, houve um distanciamento. (…) A impressão que temos é que estão interessados em não cumprir (as exigências de conteúdo local), de um jeito ou de outro”, afirmou, destacando que também não viu qualquer consulta por parte dessas empresas para a cotação do FPSO de Libra. “Ninguém sabe nem o meu preço. Estou com a fábrica vazia, demiti gente… meu preço está ótimo. Mas ninguém nem quer saber quanto é”, finalizou.

O relato de Alexandre Rodenheber, gerente de projetos da Ecovix, que liderou uma das construções da empresa inclusive na China, revela a discrepância de postura da Petrobrás entre os trabalhos no Brasil e no exterior, além de dar outro caminho possível para a estatal.

“Enquanto na China tínhamos cerca de 10 fiscais da Petrobrás, no Ecovix eram mais de 100, que interferiram muito. Então isso impacta bastante o projeto”, afirmou.

O executivo ressaltou ainda que mesmo fazendo uma parte de um casco na China, conseguiram atingir 57,8% de conteúdo local, e hoje têm capacidade de processar 8 mil toneladas de aço por mês, contando com o maior pórtico das Américas, com condições de construir dois FPSOs simultaneamente. Ele aproveitou para mencionar a P-71 como um problema que pode virar solução.

“O contrato da P-71 foi rescindido no ano passado, sendo que temos cerca de 50% de conclusão. Ouvimos dizer que a Petrobrás está avaliando relicitar o projeto do zero no exterior, mas nós conseguiríamos concluir em 16 meses. Ninguém fará do zero neste tempo. Também poderíamos alongar o casco e atender à necessidade de Libra, se for o caso. Para Libra, hoje, começando do zero, atendemos o prazo de 38 meses, mas, caso usemos o que já está construído da P-71, atenderíamos em 34 meses”, disse, explicando que os atrasos da plataforma tiveram diversas razões, inclusive alterações de escopo promovidas pela Petrobrás.

O estaleiro EAS também se fez presente e sua representante, Nicole Terpins, diretora jurídica, falou que também não foram consultados para a cotação de Libra e que teriam o dique disponível para a construção, ao contrário do que alega um dos relatórios apresentados pela Petrobrás no pedido de waiver.

“A Petrobrás alega a ausência de fornecedores nacionais, não traz argumento para mostrar isso, reconhece que o EAS tem capacidade para atender, mas desqualifica o trabalho com informações incorretas e sem bases, levando em conta que o estaleiro não foi nem consultado. Isso é no mínimo irrazoável”, afirmou.

De acordo com Terpins, a empresa teria condição de atender os prazos, e fez a “lição de casa” em relação aos problemas do passado, tendo alcançando altos índices de produtividade em 2016. Ela reconheceu que muitos dos problemas enfrentados pela Petrobrás também tiveram participação da indústria, com alusão indireta à Lava Jato – sem citá-la nominalmente –, mas que agora as empresas estão reestruturadas e buscam novas oportunidades.

“Querer que esse waiver seja concedido é pedir que os estaleiros e fornecedores absorvam sozinhos as consequências dessa crise. Se for concedido o waiver, o cenário de crise se agravará, enterrando por definitivo qualquer expectativa de sobrevivência da indústria naval no Brasil”, afirmou.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA DA PETROBRÁS

O líder do consórcio de Libra pela Petrobrás, Fernando Borges, foi o encarregado a fazer a defesa do pedido, mas sua apresentação foi curta e muito pouco esclarecedora, já que mais uma vez não trouxe os números tão esperados pela indústria, que poderiam aprofundar o debate.

“O que baseia esse pedido é a lógica construtiva da plataforma, com eixo principal sendo entregar em prazo competitivo, em 38 meses de construção e comissionamento”, afirmou, ao inaugurar a sessão, que seguiu com sucessivas críticas à posição da Petrobrás.

Ele afirmou ainda que nove estaleiros brasileiros foram consultados pelas afretadoras para a licitação, mas o Sinaval, que representa todos os estaleiros nacionais, negou a informação mais uma vez.

“Não é verdade que será totalmente feito no exterior. Será feito no Brasil o que tiver competitividade. Apesar de não ser necessário quando existe a exoneração do conteúdo local, o consórcio de Libra exigiu percentuais factíveis em contrato com as afretadoras”, tentou se defender Borges, mas não quis detalhar os percentuais incluídos na nova licitação.

O representante do IBP, Antônio Guimarães, foi o outro único defensor do waiver, alegando que a redução do conteúdo local já passou inclusive por decisão governamental.

“Temos que reconhecer que acabamos de passar por um debate, do ponto de vista de governo, em que ficou reconhecido que não pode ser mantido do jeito que está”, afirmou, sem levar em conta que esse reconhecimento se deu apenas pelas petroleiras, já que, à exceção de IBP e Abespetro, todas as federações de indústrias, entidades de classe, associações e sindicatos foram contra o novo modelo de conteúdo local adotado pelo governo.

E todos estes elos da cadeia se manifestaram presencialmente desta vez, de forma enfática, alegando que têm total condição de fazer parte destes projetos.

“A indústria nacional não quer atrasar a contratação do FPSO de libra. Pelo contrário, quer contribuir. Mas foi deliberadamente afastada da competição. Portanto é importante entender a razão disso. Os estaleiros nacionais têm condições de atender. E aguardam a oportunidade para competir. (…) No caso da concessão ilegal do waiver, a ANP será obrigada a detalhar sua decisão, com as informações que embasaram essa comparação de preços”, afirmou a representante do Sinaval, Daniela Santos.

O presidente da ABIMAQ, José Velloso, também falou da importância de se rever o processo e deu um indício de que, caso a ANP opte por ignorar os pleitos, provavelmente enfrentará uma chuva de processos judiciais, como deixaram claro também outros representantes da indústria no evento.

“Esse assunto, sem sombra de dúvida, vai ser judicializado, e tomará mais tempo ainda”, destacou, lembrando que o relatório DNV-GL apresentado no pedido de waiver era para a validação da metodologia adotada pelo consórcio, e não conduziu nem validou nenhum estudo sobre a capacidade da Indústria brasileira, como revelou o Petronotícias em fevereiro. “Todos os dados atualizados foram fornecidos pelo próprio consórcio e ela não checou a veracidade das informações”, relembrou Velloso.

Ao final, Fernando Borges, líder da Petrobrás no consórcio de Libra, voltou a falar para a platéia, tentando se defender das acusações, mas foi novamente rebatido.

“Não é verdade que estamos querendo desnacionalizar a indústria, como alguns disseram. Queremos fazer no Brasil o que for factível. Mas o que está no contrato é inexequível. E o impossível não podemos fazer”, disse Borges, para logo ouvir um questionamento de um empresário da platéia.

“Então abram os números. Mostrem para a indústria ‘esse impossível’. É só isso que estamos pedindo”, questionou o executivo Marcelo Bueno, que ficou sem resposta.

Fonte: Petronotícias, Sinaval

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09 - Tecnologia já é usada em torno de 67% das propriedades rurais do país


Em torno de 67% das propriedades agrícolas do país usam algum tipo de tecnologia, seja na área de gestão dos negócios ou nas atividades de cultivo e colheita da produção. A estimativa é do coordenador da Secretaria Executiva da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), Fabrício Juntolli, reconduzido ao cargo por mais dois anos, nesta quinta-feira (13), por meio de portaria assinada pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

“Nossa meta para os próximos dois anos é fazer um levantamento sobre o panorama de agricultura de precisão no Brasil”, diz Juntolli. A tecnologia, acrescenta, contribui para a melhoria da gestão da propriedade e para a tomada de decisão dos produtores. “Ela ajuda os agricultores a plantar na hora certa e com a utilização de insumos na quantidade exata.” Segundo ele, a agricultura de precisão está em crescimento no país, principalmente nos estados do Centro-Sul (RS, SC, PR, SP, MG, GO, MS, MT) e em Roraima e Tocantins, no Norte.

A portaria assinada por Blairo Maggi traz ainda os nomes dos demais membros da CBAP. Representantes da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação também fazem parte da comissão. Neste ano, destaca Juntolli, duas novas entidades passaram a fazer parte da CBAP: a Associação Brasileira dos Prestadores de Serviços em Agricultura de Precisão e a Associação Brasileira de Agricultura de Precisão.

Ainda integram a CBAP a Associação Brasileira de Engenheiros Agrícolas, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural, Associação Brasileira de Engenharia Agrícola, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação, Organização das Cooperativas Brasileiras, Associação Brasileira de Sementes e Mudas, Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

Fonte: Ministério da Agricultura, Portal do Agronegócio

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10 – Plataforma do pré-sal terá ao menos 40% comprados no país, diz Petrobras


O gerente executivo da Petrobras para o projeto de Libra, no pré-sal, Fernando Borges, afirmou nesta terça-feira (18) que cerca de 40% dos gastos da primeira plataforma da área devem ficar no país. O consórcio responsável pela área discute com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) um perdão pelo não cumprimento de compromissos de compras no Brasil para o projeto.

Em audiência pública para discutir o tema, Borges defendeu que parte da unidade será contratada com fornecedores brasileiros mesmo que o perdão seja concedido pela agência. No evento, a Petrobras recebeu duras críticas de fabricantes de equipamentos e trabalhadores contrários à importação da plataforma, que tem custo estimado em US$ 1,5 bilhão.

Segundo ele, nas últimas plataformas construídas pela Petrobras, o gasto feito no Brasil representou 47%, em média, do custo total. Esse percentual, porém, inclui a importação de alguns equipamentos para montagem no país. No caso de Libra, o contrato prevê um conteúdo local de 55% – o índice, porém, é dividido entre uma série de itens.

Chamado de ‘waiver’ o perdão das multas pelo não cumprimento de conteúdo local é previsto em contrato para as hipóteses de preços ou prazos excessivos, falta de fornecedores nacionais ou uso de novas tecnologias. A estatal argumenta que, em uma primeira licitação, concluída em 2016, o preço ficou 40% superior ao estimado pela empresa.

“Dizer que a Petrobras está buscando uma desnacionalização (das encomendas) é uma inverdade”, defendeu o executivo.

A estatal lidera o consórcio que venceu em 2013 o leilão pela área, a maior descoberta de petróleo já feita no país, que demandará US$ 5,5 bilhões em investimentos apenas em sua primeira plataforma definitiva. Os outros integrantes são a Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOOC. O grupo alega que, sem o perdão, o projeto é inviável.

Na audiência, a ANP ouviu setores interessados no processo para obter subsídios para a sua decisão sobre o pedido de perdão, que pode balizar o comportamento futuro da agência em relação ao tema.

Representante dos estaleiros, o Sinaval (Sindicato da Indústria de Construção Naval e Offshore) afirmou que o pedido é ilegal e que é feito com base em dados desatualizados sobre a capacidade produtiva no país.

Já o presidente executivo da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso, ameaçou ir à Justiça caso o pleito do consórcio seja acatado.

A agência não quis adiantar seu posicionamento sobre o caso. No encerramento do evento, o diretor José Gutman disse apenas que a decisão não será, necessariamente, “tudo ou nada”. Ele citou uma cláusula que prevê o ajuste dos percentuais como alternativa para a decisão.

A expectativa do consórcio é que a plataforma entre em operação em 2020. Ainda este ano, a área recebe um teste de longa duração, com a instalação de uma unidade pequena para avaliar o comportamento do reservatório.

Fonte: Folha de S. Paulo, Portos e Navios

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Comércio Internacional

01 - Economia dos EUA cresceu em ritmo modesto a moderado, segundo Livro Bege do Fed


Um mercado de trabalho mais apertado coloca maior pressão sobre os salários, enquanto as companhias dos Estados Unidos reportam cada vez mais problemas para preencher vagas para funcionários com baixa qualificação, segundo o relatório do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), documento que ajuda a embasar as decisões de política monetária.

Em algumas regiões, “faltas de trabalhadores e custos maiores com trabalho estavam restringindo o crescimento de alguns setores, incluindo manufatureiro, transportes e construção”, afirma o Fed. O mais recente Livro Bege cobre de meados de fevereiro ao fim de março, nos 12 distritos abrangidos pelo banco central.

O relatório concluiu que “os ganhos modestos de salários se disseminaram” e que os empregadores na maioria dos distritos tinha mais dificuldade para preencher posições com baixa qualificação, embora a demanda fosse mais forte por trabalhadores mais qualificados.

Mais amplamente, o Fed disse que a atividade econômica expandiu em todos os 12 distritos, “com o ritmo da expansão igualmente dividido entre modesto e moderado”.

A inflação, por sua vez, continuou a se firmar, com os preços subindo modestamente. “As empresas em sua maioria esperavam crescimento de preços leve a moderado persistindo nos próximos vários meses”, afirmou o documento.

Alguns distritos reportaram incertezas sobre a perspectiva para a política comercial no governo do presidente Donald Trump. O Fed de Boston disse que “um produtor de equipamentos de testes que exporta parcela significativa de sua produção se preocupava com os acordos comerciais”. O Fed de Dallas, por sua vez, disse que alguns no setor manufatureiro notavam a “incerteza política considerável”, especialmente diante de qualquer mudança que pudesse afetar o comércio com o México.

Algumas companhias também relataram mais preocupações com a imigração, tendo por exemplo mais dificuldades para encontrar trabalhadores sazonais imigrantes para alguns setores.

A próxima reunião de política monetária do Fed ocorre em 2 e 3 de maio. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: O Estado de São Paulo, Istoé Dinheiro

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02 - Japão: exportações crescem 12% ao ano em março, acima das expectativas


As exportações japonesas subiram mais do que o esperado em março, puxada pela demanda no exterior, que continua a compensar o baixo consumo doméstico na recuperação da economia.

As exportações de mercadorias subiram 12% em março em relação ao mesmo mês de 2016, para 7,29 trilhões de ienes. A demanda dos países asiáticos pelos produtos do Japão cresceu pelo quarto mês consecutivo, de acordo com dados divulgados nesta quinta­feira pelo Ministério das Finanças.

O resultado de março superou de longe a previsão de aumento de 6,9% feita por um grupo de economistas entrevistados pelo “The Wall Street Journal”. Também ficou acima da expansão de 11,3% registrada em fevereiro.

Uma modesta aceleração no crescimento global desde o ano passado deu vida às exportações e manufaturas do Japão, elevando a confiança na saúde da economia. A desvalorização do iene após a vitória do presidente americano Donald Trump, em novembro, também impulsionou os ganhos corporativos do Japão, embora a moeda tenha recuperado alguma força nas últimas semanas. 
As exportações para o resto da Ásia aumentaram 16,3%, impulsionadas pela demanda chinesa por autopeças, de acordo com o ministério.

Em março, as exportações para os Estados Unidos aumentaram 3,5%, para 1,353 trilhão de ienes, segundo o ministério, sendo o segundo mês consecutivo de ganhos, apesar de as exportações de automóveis para os americanos terem caído 7,2% em termos de volume.

O superávit comercial do Japão com os Estados Unidos recuou 8,1% em março em relação ao ano anterior, para 618,1 bilhões de yuan, de acordo com os dados, após um aumento de 1,5% em fevereiro. As importações de produtos vindos dos Estados Unidos cresceram 16,3% em valor, para 2,525 bilhões de ienes.

O desempenho comercial do Japão com os Estados Unidos está sob estreito escrutínio devido à percepção de insatisfação de Trump com o déficit comercial americano frente às potências exportadoras da Ásia.

No cômputo geral, as importações do Japão cresceram 15,8% em março ante um ano antes.

Com esses dados, a balança comercial global do Japão alcançou um superávit de 614,7 bilhões em março, uma queda de 17,5% em relação ao ano anterior, disse o ministério. O superávit foi maior do que um valor esperado pelos economistas, de 766 bilhões de ienes.

Fonte: Valor Econômico

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Conjuntura

01 – Monitor do PIB da FGV aponta alta de 0,78% em fevereiro ante janeiro


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,78% em fevereiro ante janeiro, estimou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB. O indicador, divulgado nesta quinta-feira, 20, antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

“Na comparação com o trimestre terminado em novembro de 2016, o PIB do trimestre findo em fevereiro, cresceu 0,15%, sendo esta a primeira taxa positiva após oito trimestres negativos consecutivos”, observou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial. O PIB do mês de fevereiro totalizou cerca de R$ 530,460 bilhões em valores correntes.

A taxa trimestral móvel do PIB até fevereiro teve queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse tipo de comparação, o PIB mantém redução no ritmo de queda desde janeiro de 2016, quando teve retração de 6%. No setor industrial, a única variação negativa foi da atividade de construção (-7,0%), enquanto que no setor de serviços, apenas serviços imobiliários (+0,1%) e administração pública (+0,1%) apresentaram variações positivas.

Entre os componentes da demanda, o consumo das famílias recuou 2,0% no trimestre encerrado em fevereiro, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) encolheu 3,1% no período. Segundo a FGV, há melhora em máquinas e equipamentos, mas a construção tem intensificado sua contribuição negativa para a taxa trimestral interanual da FBCF.

A exportação teve queda de 3,0% no trimestre terminado em fevereiro, em comparação ao mesmo trimestre em 2016, puxada pelos bens intermediários e bens de capital. Já a importação cresceu 12,2% no mesmo período, embora o desempenho de bens de capital permaneça negativo.

Fonte: O Estado de São Paulo, Istoé Dinheiro

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Industria

01 - Indústria tem chances e oportunidades à vista


Apesar das dificuldades atuais enfrentadas pela indústria automotiva acumuladas dos últimos três anos com a baixa dos negócios, o setor poderá contar com diferentes oportunidades e em diferentes tempos, tanto no curto, médio e longo prazos, apontou Letícia Costa, sócia-diretora da Prada Assessoria, durante o VIII Fórum da Indústria Automobilística realizado na segunda-feira, 17, por Automotive Business em São Paulo.

Contudo, a consultora defende que o setor necessita mudar sua visão e mentalidade ao enfrentar as questões relacionadas com a recuperação do mercado (curto prazo), com a evolução da política industrial (médio prazo) e com a reestruturação da indústria (longo prazo).

“O que temos disponível hoje – e que o Brasil tanto necessita – são mecanismos de sobrevivência, como as exportações, mas são diferentes de oportunidades”, alerta Letícia.

A começar pelas mudanças profundas que a reestruturação da indústria poderá trazer no longo prazo, pensado para algo entre 2030/2040, mas que já fazem parte de algumas discussões feitas atualmente. Para Letícia, haverá uma ruptura importante nos modelos de negócio ao considerar a entrada massiva de elementos como as novas opções de propulsão (elétrica ou células de combustível) que devem se tornar cada vez mais volumosas, o aumento da conectividade entre os veículos e as cidades, o conceito de mobilidade e compartilhamento e ainda a consolidação da indústria 4.0. Para a consultora, isto mudará os nomes de players do mercado e inclusive as fontes e composições de suas receitas. 

“Vou sair de vender o carro para vender o uso do carro. Sabemos para onde a indústria está indo, mas ainda há dúvida quanto ao timing”, comenta.

Este momento de disrupção, segundo Letícia, deve afetar a cadeia como um todo, não só as montadoras e o que está por trás delas, mas quem está à sua frente, como a rede de distribuição e concessionárias.

“A disrupção vai muito além da indústria e aqui começam a emergir algumas oportunidades, mas de nada adianta ter toda a tecnologia se não houver uma discussão com os governos em todos os níveis, o que requer sim uma visão além da própria indústria e pensar de forma conjunta.”

OLHAR PARA O FUTURO E PARA FORA

Entre as implicações, a principal delas é se perguntar qual o papel da indústria que está instalada hoje no Brasil para o futuro. “Todos os momentos de ruptura trazem captação de oportunidades e agregação de valor. Provavelmente por aqui o autônomo vai entrar pelo veículo comercial e talvez o Brasil pode ser importante em soluções de mobilidade para emergentes”, destaca.

Antes disso, porém, o setor nacional deve olhar com cuidado para essa importante fonte que são as exportações, alerta Letícia: “A métrica do Mercosul deveria ser para outros países e blocos e hoje ainda está na dualidade Brasil e Argentina.” Para ela, o acordo de livre comércio com a União Europeia não deve acontecer logo, mas é um ponto crucial que não se pode perder. Ela cita uma pesquisa da FGV que aponta que um possível livre comércio com a UE pode trazer impacto negativo para a indústria automotiva em 2030 com o aumento das importações. “Acordos comerciais devem ser necessários e não com grande impacto tendo a competitividade como lema central.”

Por outro lado, a nova política industrial que substituirá o Inovar-Auto deverá ser, segundo Letícia, algo que deve evitar o mesmo erro de protecionismo. “Deve-se olhar a cadeia como um todo e não só o que vai acontecer com as montadoras: pode criar grandes oportunidades ou ser pouco mais do mesmo”, avalia. A nova política está sendo desenhada pelo setor com o governo, denominada como Rota 2030.

Por ora, o que se espera no curto prazo deve considerar itens pontuais como exportações, aftermarket como alavanca importante, ajustes e reestruturações ainda em curso, uma vez que a recuperação do mercado será lenta e gradual, ainda afetada pelo desemprego e dificuldade de obtenção de crédito. 

“O pior aparentemente já passou. O segmento de veículos leves ainda deverá continuar no modo sobrevivência, mas parou de cair, embora os comerciais demoram um pouco mais para recuperar, porque ainda têm dificuldades. Em suma, o Brasil é grande, mas se fechar para ganhar dinheiro só aqui é cada vez menos sustentável”, conclui. 

Fonte: Automotive Business

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Setor

01 - Governo publica diretrizes para leilão de descontratação de energia


O Ministério de Minas e Energia publicou nesta quinta-feira diretriz para o inédito leilão de descontratação de projetos de energia elétrica, que tem como objetivo permitir o cancelamento sem a aplicação de multa rescisória de projetos de geração que enfrentaram problemas nos últimos anos e não saíram do papel.

Portaria publicada no Diário Oficial da União define que o leilão deverá ser realizado até 31 de agosto de 2017.

Em entrevista à Reuters na terça-feira, no entanto, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, disse que a expectativa do governo é realizar o leilão até julho.

A portaria determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elabore o edital do leilão e os termos de distrato dos contratos.

Os vencedores do leilão terão que pagar um prêmio para o governo.

O ministério definiu que o valor do prêmio, em reais, será pago em parcela única. A Aneel irá definir, no edital, um valor mínimo de lance por megawatt-hora.

O valor total do prêmio corresponderá ao lance oferecido pela empresa, multiplicado pelo montante da energia contratada de um ano, não bissexto, expresso em megawatt-hora.

Fonte: Reuters, Extra

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