Buscar por:  



Edição Extra
select



Edição Fim de Semana
select
Edição 20266 de 31/07/2020

Destaque

01 - Fornecedores de equipamentos veem abertura com otimismo


O novo marco regulatório para o setor de saneamento trouxe otimismo para os fabricantes de máquinas e equipamentos. “Estamos em um momento de euforia”, afirma Estela Testa, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), e presidente do Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (Sindesam), quereúne cerca de cem fabricantes de produtos para saneamento público ou privado.

As novas regras devem fazer renascer projetos. “Nos últimos anos, o setor de saneamento vinha faturando, em média, R$ 3 bilhões ao ano. Acreditamos que como Plano Nacional de Saneamento Básico entrando em vigor para universalização dosistema até 2033, podemos ver um faturamento entre R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhõespor ano até sua realização”, afirma. Segundo Estela, a perspectiva abre espaço paranovos investimentos nas fábricas.

A executiva está à frente da italiana Pieralisi, fabricante de secadores térmicos, sistema que reduz o volume do lodo biológico e físico-químico gerado nas estações de tratamento de água. O faturamento da Pieralisi, localizada em Louveira (SP),atingiu o patamar de R$ 60 milhões. “Estamos investindo em mão de obra e participando ativamente das discussões com os grupos de trabalho, públicos e privados, que vão conduzir os projetos”, diz.

Para o consultor Yves Besse, ex-presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcom), o novo marco regulatório vai promover maior participação de operadores privados no saneamento básico. E isso será fundamental para a retomada mais intensa da fabricação de máquinas, equipamentos e soluções. Porém o efeito não será imediato. “As licitações e projetos de concessão e parcerias-público privadas só devem ser assinados nos anos de 2021 e 2022 e os investimentos para empresas de máquinas e equipamentos só se efetivarão realmente em 2023”, afirma Besse.

De todo modo, segundo Diogo Taranto, diretor do Grupo Opersan, sediado em Jundiaí (SP), este movimento abre oportunidade no setor industrial e urbano de fornecimento de sistemas e serviços para tratamento de água, efluentes, e foco no reúso, em busca de redução de custos, conteúdo sustentável e melhoria de imagem das concessionárias.

A Ecosan, por exemplo, que opera uma fábrica de máquinas, equipamentos e tecnologia para tratamento de água efluente, com 120 empregados, no município de Mauá, na Grande São Paulo, investiu R$ 2,5 milhões, no ano passado, na ampliação de sua planta, já motivada pela perspectiva de movimentação do mercado, comenta André Telles, presidente da empresa, e vice-presidente do Sindesam. “Temos sido procurados por grupos financeiros asiáticos e europeus para desenvolver projetos ou até mesmo participar diretamente da companhia, agregando capital e tecnologias”, conta ele. “Em 2019, faturamos R$ 40 milhões e este ano esperamos crescer 20%.”.

Especializado no tratamento de águas industriais, o Grupo Suez aposta no potencial da aplicação de tecnologias para recuperação de mananciais degradados, através de sistemas de reúso dos recursos hídricos. “O novo marco abre uma incrível janela de oportunidades para os fornecedores de equipamentos, não obstante a desvalorização cambial, que traz muitas dificuldades”, diz Mauro Cruz, CEO para América Latina da Suez Water Technologies & Solutions. “Acreditamos que continuaremos crescendo dois dígitos por ano.”.

Dalmo Martins, diretor comercial da paulista UPE, que fornece tecnologias para tratamento de águas superficiais e subterrâneas, acredita os investimentos devem começar a chegar para prefeituras e governos estaduais já a partir de março do ano que vem. Com 120 colaboradores e faturamento de R$ 30 milhões em 2019, a UPE tem no seu portfólio dois contratos de peso: com a Sabesp, de R$ 40 milhões, para implantação de usina de tratamento em Cajamar, e com a Petrobrás, de R$ 30 milhões.

Fonte: Valor Econômico

Índice

02 - ABIMAQ promove desafio de inovação às suas associadas


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) vai abrir uma chamada para que empresas apresentem as demandas e os desafios tecnológicos que precisam ser superados para fortalecer a competitividade do setor. A estratégia conta com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e visa identificar possíveis projetos de PD&I que resultem em novos produtos e processos industriais, além de reunir empresas com interesses comuns para se unirem em projetos cooperativos. A abertura oficial do desafio ocorrerá durante o Webinar “Chamada Abimaq para Projetos Cooperativos com a EMBRAPII”, que acontece no dia 5 de agosto, às 10 horas. Se inscreva no link:

http://www.Abimaq.org.br/COMUNICACOES/2020/PROJETOS/WEBINARS/Embrapii/200722_emm_embrapii.html

No encontro virtual, serão apresentados os mecanismos de incentivo à PD&I da EMBRAPII e detalhadas as vantagens em realizar projetos cooperativos em âmbito pré-competitivo (divisão de esforços, conhecimento, custos e riscos). A EMBRAPII pode financiar até metade do valor de projetos cooperativos com recursos não reembolsáveis e conta com uma rede com 57 centros de pesquisas credenciados (Unidades EMBRAPII), com profissionais qualificados e equipamento de ponta para atender a demanda da indústria por inovação.
Também participam do encontro virtual, a empresas FCA Fiat e a startup Horus, que vão detalhar a experiência em realizar projetos cooperativos e parceria com a EMBRAPII.
Conheça os projetos:

A Fiat Chrysler Automobiles se reuniu com outras entidades empresariais e fornecedores da indústria automobilística (CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, Novelis, Aethra e 6PRO Virtual and Practical Process) para odesenvolvimento de ligas de alumínio inovadoras, que propiciem redução de peso e maior resistência. A inovação, feita em parceria com a Unidade EMBRAPII ISI Ligas Especiais, dará maior segurança veicular e economia de combustível. Ligas de menor peso e baixa densidade, como o alumínio, contribui para a redução de emissões de CO2 e o desempenho energético dos automóveis.

A startup Horus firmou parceria com a BASF e a Unidade EMBRAPII Certi para desenvolver um software para drone de monitoramento agrícola que detecta os locais de maior infestação de pragas e vegetação doente no cultivo de soja. Em geral, o processo convencional no combate a ervas daninhas é baseado na verificação periódica do plantio e algumas medidas acabam sendo adotadas tardiamente. O software agilizará o processo, permitindo um monitoramento preventivo e de maior abrangência, além de evitar o uso de herbicidas nas áreas saudáveis.

Fonte: Moldes e Injeção de Plástico

Índice

03 - Setor de máquinas e equipamentos registra queda de 12,4% na receita


O setor de máquinas e equipamentos teve queda de 12,4% na receita líquida do mês de junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em maio, a redução foi de 14,1% e, em abril, foi de 25,6%. Com isso, o segundo trimestre do ano encolheu 17,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado de janeiro a junho, o faturamento do setor encolheu 8,5%.

Apesar da redução em junho, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) ressalta que os últimos resultados têm apontado para uma queda menos brusca da receita, com apoio no faturamento de vendas no mercado interno.

“Ainda que a receita total nos últimos três meses tenha retraído, esses resultados têm sido menos negativos a cada mês por conta das receitas internas. Em junho, as receitas internas encolheram 10,1% na comparação interanual, queda menos densa que a observada em maio (14,9%) e abril (26,5%)”, divulgou a entidade. A sequência desses resultados negativos acarretou na queda de 17% das receitas internas no segundo trimestre, neutralizando o avanço de 2,6% nos primeiros três meses do ano. Com isso, as receitas de vendas no mercado doméstico acumulam queda de 7,8% até junho 2020.

Já as receitas de exportação do setor de máquinas e equipamentos apresentaram forte queda pelo quarto mês consecutivo. Em junho, as exportações em dólar caíram 35,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, após queda de 34,7% em maio e de 41,6% em abril. Segundo a entidade, o setor já apresentava dificuldades na competição externa mesmo antes da pandemia: as exportações encolheram 37,3% no segundo trimestre e 12,8% no primeiro trimestre. No acumulado de janeiro a junho, a exportação caiu 25,4%.

No acumulado de janeiro a junho, as vendas em dólar para os Estados Unidos caíram 31,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Como este destino representa cerca de 30% das vendas totais, tal queda intensa impactou consideravelmente as receitas do setor”, avaliou a ABIMAQ. Na mesma comparação, as vendas para os países da América Latina caíram 23,9%. Atualmente, a América Latina representa 32,2% das exportações totais. Entre janeiro e junho as exportações para a Europa também recuaram 21,7%.

Em junho, as importações de máquinas e equipamentos pelo Brasil também recuaram, registrando queda de 32,5% na comparação anual. Essa foi a queda mais forte dos últimos três meses. O segundo trimestre do ano fechou 26,5% abaixo do mesmo trimestre do ano passado. No entanto, como o primeiro trimestre havia registrado uma forte alta, as importações acumularam saldo positivo de 6,2% entre janeiro e junho de 2020.

Segundo a ABIMAQ, por consequência do baixo nível de operação da indústria de máquinas e equipamentos, o mercado de trabalho registrou queda nos empregos. Em junho, o setor registrou 295,8 mil trabalhadores, uma redução de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. De janeiro e junho, o setor demitiu 6,6 mil empregados, após ter iniciado o ano com 3,1 mil contratações.

Fonte: Agência Brasil, Portal de Finanças

Índice

Comércio Internacional

01 - PIB da zona do euro cai 12,1% no 2º trimestre, e bloco entra em recessão


Em meio à pandemia do coronavírus, a economia da zona do euro registrou uma queda de 12,1% no segundo trimestre deste ano - "de longe" o maior recuo desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2015, segundo a Eurostat, a agência oficial de estatísticas do bloco. Considerando os 27 países que fazem parte da União Europeia, a queda foi de 11,9%.

O desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de abril a junho coloca o bloco econômico em recessão técnica (definida por dois trimestres seguidos de retração). No primeiro trimestre, a economia da zona do euro registrou queda de 3,6%, e a da União Europeia, contração de 3,2%.

A Eurostat lembra que os dados são primeiras estimativas, baseadas em dados ainda incompletos, que poderão passar por revisões. A próxima estimativa está prevista para ser divulgada no dia 14 de agosto.

2020 x 2019

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB da zona do euro recuou em 15%, enquanto o da União Europeia caiu 14,4%. No primeiro trimestre, as quedas foram de 3,1% e 2,5%, respectivamente, na mesma comparação.

"Essas também foram de longe as maiores quedas desde o início da série em 1995", apontou a Eurostat.

Países

Entre os países cujas informações já foram divulgadas, a Espanha registrou a maior contração no trimestre, na comparação com os três meses anteriores: 18,5%. Em Portugal, a queda foi de 14,1%, na França, de 13,8%, e na Itália, de 12,4%.

Fonte: G1

Índice

Conjuntura

01 - Contas públicas têm rombo recorde em junho, e dívida avança para 85,5% do PIB


As contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, os estados, municípios e empresas estatais, registraram um déficit primário de R$ 188,682 bilhões em junho, informou o Banco Central nesta sexta-feira (31).

Isso significa que as receitas de impostos e contribuições do governo foram menores do que as despesas. A conta não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

O resultado das contas do setor público em junho deste ano representa forte piora em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo negativo somou R$ 12,706 bilhões.

De acordo com a série histórica do BC, que tem início em dezembro de 2001, esse também foi o pior resultado para todos os meses, ou seja, foi o maior rombo mensal já registrado.

Primeiro semestre

No acumulado do primeiro semestre deste ano, as contas do setor público apresentaram déficit primário (receitas maiores do que despesas, sem contar juros da dívida) de R$ 402,703 bilhões - o que também foi o pior resultado da série histórica para esse período.

O rombo recorde está relacionado ao aumento de despesas extraordinárias autorizado para combater a pandemia do novo coronavírus e à queda na arrecadação diante do tombo na atividade econômica e do adiamento no prazo de pagamento de impostos.

Para este ano, havia uma meta de déficit para o setor público (despesas maiores que receitas) de até R$ 118,9 bilhões. Entretanto, com o decreto de calamidade pública, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional por conta da pandemia, não será mais necessário atingir esse valor.

Em todo ano de 2019, as contas do setor público tiveram um déficit primário de R$ 61,87 bilhões, ou 0,85% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o sexto seguido com as contas no vermelho, mas também foi o melhor resultado desde 2014, ou seja, em cinco anos.

Após despesas com juros

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional – houve déficit de R$ 210,161 bilhões nas contas do setor público em junho.

Já em 12 meses até junho deste ano, o resultado ficou negativo (déficit nominal) em R$ 818,617 bilhões, o equivalente a 11,38% do PIB – valor alto para padrões internacionais e economias emergentes.

Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto, além do déficit primário elevado, das atuações do BC no câmbio (via contratos de swap cambial) e, também, dos juros básicos da economia (taxa Selic), fixados pelo Banco Central para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano, na mínima histórica.

As perdas com "swaps" são incorporadas às despesas com juros da dívida pública, que somaram R$ 21,480 bilhões no mês passado e R$ 359,783 bilhões em 12 meses até junho de 2020 (5% do PIB).

Dívida bruta

A dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais), subiu novamente em junho. O indicador é acompanhado mais atentamente pelas agências de classificação de risco.

A dívida, que estava em 75,8% do PIB em dezembro do ano passado, ou R$ 5,5 trilhões, e já tinha avançado para para R$ 5,92 trilhões (81,9% do PIB) em maio deste ano, cresceu para R$ 6,15 trilhões, ou 85,5% do PIB, em junho de 2020, segundo números do Banco Central. Com isso, bateu novo recorde.

Neste mês, a Secretaria do Tesouro Nacional estimou que a dívida bruta do Brasil pode fechar este ano em quase 100% do PIB por conta dos gastos para combater a pandemia do novo coronavírus, e pelo tombo esperado na economia.

Fonte: G1

Índice

Industria

01 - Número de desocupados diante da pandemia sobe para 12,2 milhões, aponta IBGE


O número de trabalhadores desocupados diante da pandemia teve alta na segunda semana de julho. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os dias 5 e 11 de julho, eram 12,2 milhões de pessoas desocupadas - na semana anterior, eram 11,5 milhões.

Com isso, o desemprego também sofreu alta, para 13,1% - na semana anterior, eram 12,3%. A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurando trabalho) ficou estatisticamente estável: passou de 76,8 milhões para 76,9 milhões de pessoas.

Desse grupo, 28,3 milhões disseram que gostariam de trabalhar. Destas, 19,2 milhões não buscaram ocupação devido à pandemia ou por falta de trabalho na localidade em que vive - equivalente a 68% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar.

Informalidade

A taxa de trabalhadores na informalidade ficou em 34,0%, atingindo 27,6 milhões de pessoas. No início de maio, eram 29,9 milhões.

Entre os informais estão os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregadores que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.

Trabalho remoto

A pesquisa do IBGE também apontou que, pela primeira vez, o número de pessoas ocupadas que trabalhavam de forma remota caiu de forma significativa, passando de 8,9 milhões na primeira semana de julho para 8,2 milhões na segunda semana do mês. Com isso, cerca de 700 mil pessoas podem ter retornado ao trabalho presencial com a flexibilização das medidas de distanciamento social.

Pnad Covid X Pnad Contínua

O levantamento foi feito entre os dias 5 e 11 de julho por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas. Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes a maio - a divulgação dos dados de junho estava prevista para a última quarta-feira (29), mas foi adiada para 6 de agosto.

Fonte: G1

Índice

Setor

01 - Petrobras tem prejuízo líquido de R$ 2,71 bilhões no segundo trimestre


A Petrobras informou nesta quinta-feira (30) que registrou prejuízo de R$ 2,713 bilhões no segundo trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado, a estatal teve lucro de R$ 18,9 bilhões.

No primeiro trimestre, a companhia reportou prejuízo recorde de R$ 48,5 bilhões. O resultado sofreu forte impacto pela revisão de preços dos ativos da estatal diante da crise provocada pelo coronavírus. A empresa reconheceu R$ 65,3 bilhões em impairments. 

No segundo trimestre, a perda apurada pela empresa foi menor porque não houve reconhecimento de impairments e pela decisão judicial favorável de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins. A causa tributária representou um efeito favorável de R$ 10,9 bilhões no resultado.

"Excluindo esses fatores, o resultado teria sido pior devido aos impactos da Covid-19 em nossas operações, com reflexo nos preços, margens e volumes", informou a companhia no balanço.

A empresa também atribuiu o prejuízo do segundo trimestre aos impactos provocados pela pandemia de coronavírus e pelo "colapso do preço" do petróleo.

A cotação do petróelo tipo Brent recuou 29% no segundo trimestre na comparação com os três meses anteriores, segundo a Petrobras;

As medidas de distanciamento social provocaram uma queda de 8% no volume de vendas da companhia.

"Os preços do petróleo Brent que eram de US$ 65 por barril em fevereiro despencaram para US$ 19 em abril de 2020 devido à contração de 25% na demanda global, ameaçando uma parada súbita nos fluxos de caixa", escreveu o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, em mensagem divulgada no balanço.

Resultados da Petrobras

Lucros e prejuízos nos últimos trimestres, em R$ bilhões

Receitas em queda

Entre abril e junho, as receitas da Petrobras somaram R$ 50,898 bilhões, uma queda de 29,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre, o tombo foi de 32,6%.

"Praticamente todos os produtos foram fortemente afetados, levando a uma queda de 33% na receita líquida no segundo trimestre de 2020", informou a companhia no balanço.

Já as despesas operacionais registraram uma forte queda na comparação com o primeiro trimestre. Nos primeiros três meses do ano, elas somaram R$ 75,616 bilhões, afetadas pelo reconhecimento de R$ 65,3 bilhões em impairments. No segundo trimestre, as despesas foram de R$ 8,109 bilhões.

Investimento e dívida

A Petrobras investiu US$ 1,937 bilhão no segundo trimestre, uma queda de 20% na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve redução de 24,1%.

A dívida bruta foi de US$ 91,227 bilhões, uma redução de 9,7% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, mas um crescimento de 2,2% em comparação com os três primeiros meses deste ano.

Fonte: G1

Índice
Imprimir esta edição

Apoio institucional