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Edição 20177 de 07/04/2020

Destaque

01 - Bancos estão atrapalhando o país, diz presidente da ABIMAQ


No domingo (22), o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, anunciaram medidas emergenciais para ajudar empresas durante a quarentena imposta para tentar conter a pandemia do novo coronavírus.

Entre os anúncios, o banco destinou R$ 5 bilhões para uma linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), por meio dos bancos parceiros.

Até o momento, no entanto, as empresas têm reclamado dos altos custos e das dificuldades e exigências impostas pelos bancos privados para dar acesso a essas linhas.

O custo desse dinheiro é 6% TLP, a taxa de longo prazo, que é onde o BNDES remunera o FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador], mais 1,25% de spread do BNDES e mais o spread do banco repassador, que pode fazer o spread que quiser, disse José Velloso, presidente da ABIMAQ ( Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Segundo ele, é o spread cobrado pelos bancos parceiros que tem encarecido a linha de crédito. Pegamos casos em que os bancos estão cobrando 8%.

A Frebraban (Federação Brasileira de Bancos) diz que os bancos estão sensibilizados com a necessidade de os recursos chegarem rapidamente.

Velloso afirma que esse foi o caso mais caro, mas que a média do custo da linha de crédito está entre 12% a 15% ao ano, somando a TLP e os spreads cobrados pelo BNDES e pelos bancos privados.

As taxas também foram alvo de críticas de fontes ouvidas pela Folha, que preferiram não ter o nome publicado.

Um ex-executivo do BNDES, por exemplo, afirmou que um spread de 8% é muito violento e que o banco público deveria ter imposto um limite para os bancos privados. Ele afirma que as taxas finais inviabilizam a linha, que não teria interessados.

Segundo ele, os R$ 5 bilhões disponibilizados também seriam um valor irrisório. Ele usa como exemplo o cartão de crédito do BNDES voltado para pequenas empresas no início da década de 2010, que girava um valor de R$ 11 bilhões por ano.

A gente acha que uma linha com esse custo não é uma linha emergencial. A gente entende que linha emergencial é uma linha para alguém que tá sofrendo, que é o infeliz que tá com a fábrica parada, diz Velloso.

Além das queixas pelas altas taxas de spread cobrados, Velloso diz ainda que os bancos privados estão dificultando tremendamente a análise de crédito das empresas.
Os bancos estão atrapalhando o país. O governo e o BNDES tiveram boa vontade, colocando R$ 5 bilhões nessa linha, mas os bancos estão prejudicando de uma forma geral?, afirma ele.

A gente constata que nos últimos sete anos os bancos tiveram recorde de lucro e a crise só aumentou. Do jeito que está nessa época da pandemia, é provável que os bancos privados apresentem mais uma rodada de recorde de lucro.

Outros anúncios do BNDES englobam outros R$ 30 bilhões, que serão usados para a suspensão temporária de pagamentos de parcelas de financiamento, que serão jogadas para o final do contrato.

Desse montante, R$ 19 bilhões para empréstimos feitos diretamente com o BNDES e outros R$ 11 bilhões para bancos privados.

É uma boa medida, estava entre as sugestões que já tínhamos feito ao governo, mas não é dinheiro novo. É dinheiro que eu já peguei no passado e que simplesmente estão me dando uma folga no pagamento, afirma Velloso.

O benefício só está previsto para empresas que não tenham conseguido os empréstimos com a chamada equalização do Tesouro Nacional, uma espécie de subsídio geralmente usado para financiamentos agrícolas.

Segundo Velloso, com essa limitação, o benefício vai deixar de fora empresas que fizeram o financiamento entre 2009 e 2016. A medida só vai atender quem fez financiamento fora do agronegócio do início de 2017 para cá.

Ele elogia a interlocução com o governo federal, mas diz que é preciso regras para que os bancos privados facilitem o acesso ao dinheiro subsidiado pelo governo.

Na semana passada, a Folha noticiou que os maiores bancos elevaram os juros em todas as operações. Os relatos foram feitos por representantes de entidades do setor privado, altos executivos de grandes empresas, proprietários de médios e pequenos negócios.

Em alguns casos, as taxas dobraram e até triplicaram. Setores mais atingidos tiveram o crédito cancelado.
OUTRO LADO

O BNDES diz que para promover a competição e a transparência das taxas cobradas do tomador final, criou uma página com tabelas que mostram a taxa média cobrada em cada estado e de cada perfil de empresas.

A Frebraban (Federação Brasileira de Bancos) diz que os bancos continuarão agindo com foco para que o crédito seja dado nas mãos das pessoas físicas e das empresas.

Diz ainda que os bancos receberam e estão processando mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas. ?Os valores dessas negociações chegam a R$ 200 bilhões conforme levantamento parcial no BB, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander.

Fonte: Folha de S. Paulo, Folha de Londrina, Portal do Holanda, Yahoo! Vida e Estilo, GaúchaZH, Mix Vale, Portos e Navios, Brasil Agro

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02 - Governos e hospitais correm contra o tempo em busca de respiradores


Enquanto se preparam para o aumento do número dos casos graves de covid-19 no Brasil, governos, hospitais e médicos fazem o levantamento de onde estão e quantos são os ventiladores pulmonares, comumente chamados de respiradores, existentes no país.

Os aparelhos são essenciais para os pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo, evolução severa da doença. De acordo com a Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), quase todos os pacientes admitidos em UTIs (unidades de terapia intensiva) com a forma grave de covid-19 precisarão usar um ventilador mecânico.

A expectativa dos especialistas é de que a quantidade existente não será suficiente para atender a demanda e, por isso, buscam alternativas. Há poucos dias, o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência para o Coronavírus em São Paulo, agora afastado após testar positivo para o vírus Sars-CoV-2, disse que a quantidade de respiradores era a sua maior preocupação com relação às UTIs. Sua equipe discutia a possibilidade de um acordo com a China para a obtenção dessas máquinas.

Há no país 65.234 respiradores, segundo dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), instituído pelo Ministério da Saúde, que relaciona os equipamentos de todos os estabelecimentos, públicos e privados, que prestam assistência à saúde no território nacional. Desse total, 46.715 pertencem aos hospitais da rede do SUS (Sistema Único de Saúde); o restante atende ao setor privado. O número inclui respiradores infantis e equipamentos em manutenção.

Estimativas apontam que o país precisará de cerca de 20 mil ventiladores pulmonares adicionais, sendo que no pico da pandemia serão necessários 2 mil novos respiradores por semana, segundo previsão do Ministério da Saúde.

Em entrevista recente, o ministro Luiz Henrique Mandetta informou que a fabricação dos aparelhos está acelerada, podendo atingir 400 respiradores por semana. Para intensificar a produção, a ABIMAQ( Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) anunciou que 100 de seus associados, que não fabricam o equipamento, vão adaptar a linha de produção para produzi-lo. Pesquisadores de várias regiões do país também estão se mobilizando para desenvolver e produzir ventiladores o mais rápido possível a um baixo custo.

O engenheiro eletricista e professor Jurandir Nadal, coordenador do Laboratório de Engenharia Pulmonar e Cardiovascular, do Programa de Engenharia Biomédica, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), lançou um chamado no Facebook em busca de voluntários para o desenvolvimento de um ventilador mecânico de baixa complexidade e de custo menor que os atuais. A ideia é que ele possa ser construído em massa e em pouco tempo.

Na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), um grupo de pesquisadores liderado pelo engenheiro Raul Gonzalez Lima também está empenhado em desenvolver um ventilador pulmonar mecânico de baixo custo. A intenção é que o equipamento possa vir a ser fabricado rapidamente por empresas autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O esforço é para que a maioria das peças venha a ser adquirida de fabricantes nacionais a fim de agilizar a produção e baixar o preço da máquina. A estimativa inicial é de que fique em torno de R$ 1 mil a unidade.

A Fapesp também lançou um edital, em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), para apoiar propostas que contribuam para o combate da covid-19 com inovações em várias frentes, entre elas a dos ventiladores pulmonares. A chamada do programa Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) vai apoiar projetos de pesquisa em startups e em micro e pequenas empresas do estado de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, uma equipe de um hospital na Região Metropolitana de Porto Alegre já testou uma técnica para atender de dois a quatro pacientes simultaneamente com apenas um aparelho. "É uma medida perto de ser extremista. Você tem que achar dois pacientes que tenham a respiração mais ou menos parecida ou padrão respiratório semelhante, para que os parâmetros do respirador fiquem regulados como se fossem para um só", informou o médico Emmanuel Rath Bonazina, do Hospital Nossa Senhora das Graças, ao site G1 RS.

O compartilhamento de um respirador para dois pacientes já virou realidade em Nova York, epicentro da epidemia nos Estados Unidos, e na Itália, onde os médicos tentam salvar vidas mesmo não tendo o número suficiente de máquinas. A agência FDA, órgão regulador de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, também aprovou uso emergencial de um dispositivo chamado VESper, que adapta a utilização de um ventilador para quatro pacientes.

Especialistas, no entanto, preocupam-se com os desafios de adotar um mesmo aparelho para duas pessoas com capacidades pulmonares diferentes e necessidades individuais. Além da dificuldade de se monitorar o impacto da ventilação em cada um dos pacientes, outro problema pode ser a contaminação cruzada de patógenos.

Poucos fabricantes

No Brasil, os fabricantes de ventiladores pulmonares são em número reduzido. A Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) lista apenas três empresas: KTK e Magnamed, ambas paulistas, e Leistung do Brasil, de Santa Catarina.

Além dessas, a reportagem de Pesquisa Fapesp contatou ainda a CMOS Drake, de Nova Lima, Minas Gerais. Trabalhando a plena carga, algumas em três turnos, nenhuma delas se dispôs a prestar informações sobre o incremento na fabricação. Especialistas consultados pela reportagem informaram que os números de produção são normalmente confidenciais.

Segundo Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Abimo, as empresas brasileiras eram responsáveis, até o início da pandemia, por atender de 50% a 60% da demanda por ventiladores pulmonares. O restante era importado de multinacionais e distribuidoras como GE, Philips, Drager, Maquet, Hamilton, Resmed, Mindray e Medtronic.

Com a alta demanda global, o custo de fabricação dos equipamentos aumentou significativamente e as máquinas importadas ficaram escassas e praticamente inacessíveis.

"O preço do aparelho aumentou de US$ 8 mil para aproximadamente US$ 25 mil a US$ 30 mil", afirma Fraccaro. "E, se alguma entidade de saúde aqui no Brasil quiser comprar um respirador, vai ter que procurar provavelmente no mercado internacional. Hoje não há disponibilidade de respiradores para venda no país."

Em meio à grande demanda —e também influenciado pela alta do dólar—, o preço dos componentes, alguns importados, aumentou.

Por causa da pandemia, está proibida no Brasil a exportação de ventiladores pulmonares. Toda a produção das fabricantes brasileiras de agora até os próximos seis meses está direcionada para o Ministério da Saúde. "Uma das fábricas inclusive ficou com um grande problema, pois um lote que já estava no local de embarque teve de voltar para a empresa por causa dessa determinação governamental", conta Fraccaro.

Em seu site, a Leistung publicou ofício ministerial enviado à empresa no qual o governo requisita "a totalidade dos bens já produzidos e disponíveis para pronta entrega, bem como a totalidade dos bens cuja produção se encerre nos próximos 180 dias".

Como a doença deve atingir as unidades da federação em momentos diferentes, o ministério prevê distribuir os equipamentos para os hospitais ligados ao SUS conforme a necessidade de cada estado.

Como um automóvel

O engenheiro mecânico Marcelo Naoki Onodera, que trabalhou mais de 10 anos em pesquisa, desenvolvimento e fabricação de ventiladores pulmonares, disse que as máquinas atualmente disponíveis no mercado apresentam muitas funcionalidades e não são fáceis de reproduzir.

"Hoje se trabalha com ventiladores microprocessados. Eles são quase tão sofisticados como um automóvel", compara, em tom de brincadeira, citando os sensores, os alarmes e as válvulas presentes no equipamento, bem como as diversas funcionalidades. "Não é simples fabricar um ventilador pulmonar."

De acordo com Onodera, componentes críticos ao aparelho, como a válvula pneumática que controla o fluxo de ar que vai para o paciente e sensores de pressão, de fluxo e de concentração de oxigênio, são geralmente importados. Grandes empresas, como a norte-americana Parker, fornecem a peça para fabricantes em todo o mundo.

"Conversei com um engenheiro da Parker recentemente e ele disse que não tem estoque dessa válvula nem nos Estados Unidos", afirma o engenheiro mecânico. "Esse é um gargalo da produção."

Pelo que ele observou, os dispositivos que estão sendo feitos a toque de caixa agora no Brasil remetem ao que havia há cerca de 60 anos. "É um modelo bem conhecido, o respirador 600, criado pelo anestesiologista brasileiro Kentaro Takaoka na década de 1950", disse.

"Trata-se de um dispositivo mecânico ligado à rede de oxigênio do hospital; não tem eletrônica, funciona com um sistema de molas e ímãs." Em situações normais, ele duvida que tais equipamentos conseguiriam registro na Anvisa. Na situação atual, no entanto, Onodera afirma que podem contribuir para salvar vidas.

O suporte ventilatório aos pacientes é classificado em dois grandes grupos: a ventilação invasiva e a não invasiva. Segundo a fisioterapeuta paulista Camila Cestaro de Almeida, nos casos de covid-19 o que tem prevalecido é ventilação invasiva, na qual se introduz um tubo endotraqueal no paciente pela boca, indo até quase a parte da traqueia em que ela se ramifica para os dois pulmões.

Nesse caso, a equipe define uma estratégia ventilatória, explica Almeida, calculando parâmetros como frequência respiratória, volume de ar que vai ao pulmão e a PEEP, termo que significa pressão positiva ao final da expiração —em outras palavras, a pressão que mantém o pulmão aberto. "É preciso garantir que todos os parâmetros sejam ajustados corretamente para garantir uma boa troca gasosa."

Almeida é coordenadora de treinamento da empresa paulista Timpel, fabricante de um tomógrafo por impedância elétrica que ajuda a fazer o monitoramento da ventilação mecânica. Ela liderou a equipe responsável pelo desenvolvimento do equipamento, um projeto que teve apoio do Pipe. A fisioterapeuta conta que a demanda pelo aparelho aumentou significativamente por causa da covid-19.

Quantidade insuficiente

É possível ter uma ideia do que pode ocorrer ao sistema de saúde cruzando os dados do CNES —que dão um panorama da situação, embora possam estar desatualizados— com os números da população brasileira e seguindo o padrão de evolução da doença observado em outros países.

Com 46,1 milhões de habitantes, São Paulo, o estado mais populoso do país e até agora com o maior número de casos de covid-19, pode vir a ter 4,6 milhões de pessoas infectadas, estimando que 10% da população se infecte.

Se isso ocorrer, 80% dessas pessoas deverão passar incólumes, sem necessidade de internação, mas 20% —ou 923,7 mil indivíduos— deverão ser hospitalizadas. De acordo com estimativa da Amib, 15% dos pacientes internados irão para a UTI, onde é praticamente certo que precisarão de ventiladores artificiais para sobreviver.

Ou seja, seriam necessários 138,5 mil aparelhos para cuidar de todos os pacientes, caso ficassem doentes ao mesmo tempo. No registro do CNES, no estado de São Paulo há 18.331 ventiladores.

Nem todos ficarão doentes no mesmo dia, ao mesmo tempo. Mas o período de uso desses aparelhos na UTI para o tratamento da covid-19 tem sido maior do que o usual.
As internações na UTI de um hospital público brasileiro, segundo dados da Amib, costumam durar cerca de seis dias. Nos pacientes com coronavírus, esse tempo chega a 21 dias. Por isso a urgência do esforço das autoridades para obter mais respiradores, por meio da fabricação local ou importação, no mais breve espaço de tempo.

Fonte: UOL, Central de Notícias

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03 - Apesar das exportações em alta, setor de bens de capital acumula queda de quase 2% no 1°B2020


Em fevereiro, o faturamento do segmento ultrapassou os R$ 10 bilhões, o que corresponde a uma alta de 1,6% em relação ao mesmo mês de 2019. Segundo a entidade, a melhora está relacionada à expansão das vendas no mercado externo (+8,8% em relação a fev. 2019), que aumentaram tanto em valores monetários quanto quantitativos.

O mercado doméstico, por outro lado, apresentou retração de 6,1% e, como consequência, o setor passou a acumular queda de quase 2% em 2020.

Com relação aos efeitos da pandemia de COVID-19 no desempenho do setor, a ABIMAQ afirma que o problema poderá afetar os pedidos dos meses de março e abril, já que houve a interrupção de diversas atividades e novos pedidos poderão ser adiados para o segundo semestre. Caso a pandemia esteja controlada na segunda metade de 2020, a expectativa é de ocorra um maior volume de negócios a partir de agosto. De acordo com a entidade, historicamente, as taxas de investimento pós-crises são mais aceleradas mediante pacotes de estímulo à economia. Portanto, há expectativa de mudança de cenário no médio prazo.

Fonte: Abifa

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Comércio Internacional

01 - Dólar abre em queda, negociado ao redor de R$ 5,20


O dólar abriu em queda nesta terça-feira (7), dando sequência ao movimento visto na véspera e voltando a ser negociado abaixo de R$ 5,20.

Às 9h24, a moeda norte-americana caía 1,60%, vendida a R$ 5,2089. Na mínima até o momento chegou a R$ 5,1822. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar fechou a R$ 5,2940, em queda de 0,63%. Na parcial do ano, a moeda ainda acumula alta de 32,03%.

O dia é pautado por esperanças de que a pandemia de coronavírus possa estar recuando na Europa e em algumas regiões dos Estados Unidos.

O banco central ofertará até 10 mil swaps cambiais tradicionais neste pregão, com vencimento em outubro de 2020 e janeiro de 2021, para rolagem de contratos já existentes.

Cenário local e externo

No exterior, os mercados tinham um viés positivo nesta terça-feira, com investidores concentrando-se em sinais iniciais de que a pandemia de coronavírus possa estar recuando, embora permanece a cautela diante da perspectiva de impactos significativos na economia global.

Na cena doméstica, o destaque do dia é o detalhamento do pagamento de auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais.

No Brasil, o Santander Brasil revisou para baixo suas expectativa para o desempenho do PIB neste ano, passando a ver contração de 2,2% em seu cenário-base, ante projeção anterior de crescimento de 1%, devido aos efeitos do coronavírus sobre a atividade.

Na véspera, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que permanecerá no cargo.

De acordo com o Blog do Camarotti, Bolsonaro havia decidido demitir o ministro, mas voltou atrás depois da reação de ministros do governo, dos presidentes de Senado e Câmara e de parlamentares.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Comércio tem alta de 1,2% em fevereiro, aponta IBGE


As vendas do comércio varejista tiveram alta de 1,2% em fevereiro, na comparação com janeiro, conforme divulgado nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado interrompeu dois meses seguidos de queda, quando o setor acumulou perda de -1,7%. O IBGE revisou o resultado de janeiro de -1% para -1,4%. O recuo mais intenso se deu após entrada de dados primários do segmento de combustíveis e lubrificantes.

Em relação a fevereiro do ano passado, as vendas cresceram 4,7% - o melhor resultado para um mês de fevereiro, nesta base de comparação, desde 2014, quando a alta foi de 8,7%.

Segundo o IBGE, esta alta no ano contou com predominância de taxas positivas entre as atividades pesquisadas - seis das oito tiveram alta, com destaque para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,1%); Móveis e eletrodomésticos (11,7%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,9%).

Supermercados puxam alta

Na comparação com janeiro também houve predomínio de taxas positivas e destaque para o segmento supermercadista.

Segundo o IBGE, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram alta na passagem de janeiro para fevereiro. O maior destaque partiu do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve alta de 1,5%. As demais altas foram:

móveis e eletrodomésticos - 1,6%

artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos - 0,6%

Tecidos, vestuário e calçados - 1,6%

outros artigos de uso pessoal e doméstico - 1,5%

Em contrapartida, tiveram queda as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (-3,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,1%) e combustíveis e lubrificantes (-0,6%).

Alta disseminada entre as regiões

A alta nas vendas do comércio na comparação com janeiro foi observada em 21 das 27 unidades da federação, segundo o IBGE. Os principais destaques positivos foram registrados no Tocantins (15,1%), Amazonas (3,5%) e Minas Gerais (2,7%).

Já no lado das quedas, as mais significativas foram registradas no Amapá (-3,8%) e Ceará (-1,7%).

Quarentena por coronavírus

Diante da pandemia do coronavírus, há perspectiva de fortes perdas para o setor varejista, tendo em vista o fechamento obrigatório de lojas em todo o país. Os resultados de fevereiro apurados pelo IBGE, no entanto, ainda não apontam nenhuma influência da quarentena, segundo o analista da pesquisa, Cristiano Santos.

“Não acredito que tenha sido um fator de impacto aparente no aumento de receitas dos supermercados, por exemplo. O preço do dólar e a queda do petróleo contribuem, mas o fator coronavírus só deve começar a ser sentido a partir de março”, destacou o pesquisador.

Perspectivas para a economia

Por conta da pandemia, analistas do mercado financeiro projetam uma derrubada da economia mundial. No Brasil, as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) foram reduzidas pela oitava semana seguida.

De acordo com o relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, o PIB brasileiro deverá ter queda de 1,18% - a previsão anterior era de uma queda de 0,48%.

Nas últimas semanas, tanto o Ministério da Economia quanto o Banco Central também revisaram suas estimativas e passaram a prever estabilidade (sem alta, mas também sem contração) do PIB neste ano.

Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos.

Fonte: G1

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Industria

01 - Consultorias veem queda do PIB industrial em 2020 mesmo com socorro do governo


As medidas econômicas anunciadas pelo governo federal não vão impedir com que o Produto Interno Bruto (PIB) industrial tenha queda este ano – ainda assim, essas ações precisam chegar com mais agilidade até às empresas e às famílias para evitar uma quebra generalizada dos negócios, afirmam analistas ouvidos pelo G1.

Antes da pandemia, eles esperavam, em média, um crescimento de 2% no PIB industrial este ano. Com a crise paralisando as atividades do país, as projeções foram revisadas para números negativos: as expectativas variam de -1,7% a -4%.

Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria, espera uma retração de 2,4% para o PIB industrial neste ano, puxada pela indústria de transformação (-3,3%) e construção civil (-3,9%). "O que salva dentro do PIB industrial é a extrativa (+0,6%) e as atividades industriais de eletricidade, água e esgoto (+0,1%)", diz.

Já o economista da 4E Consultoria, Juan Jensen, prevê queda de 1,7% para o setor e reforça que a indústria de transformação foi a primeira a suspender as atividades durante os dias iniciais da quarentena pelo país. A indústria automotiva, por exemplo, tem 64 das suas 65 fábricas paralisadas.

Para Fábio Silveira, sócio-diretor da MacroSetor, o desempenho das indústrias ligadas à cadeia da agricultura é o que vai impedir uma queda maior do setor. "Os preços do milho e da soja não caíram. E o dólar alto beneficia a receita que virá da exportação", afirma.

Medidas precisam chegar logo às industrias

Muitas medidas econômicas do governo federal para socorrer as empresas já foram anunciadas e algumas já estão vigor. Esse pacote vai desde prorrogação de pagamento de tributos e redução de contribuição, até flexibilização das leis trabalhistas e linha de crédito para pequenas e médias empresas financiarem a folha de pagamentos.

Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC

Mas, para o economista-chefe do Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Rafael Cagnin, elas precisam chegar logo ao setor privado e sem muitas dificuldades, principalmente as linhas de financiamento – que devem dar um "sobrefôlego" de caixa para as indústrias conseguirem sobreviver durante os meses de quarentena. "Do contrário, as medidas vão perder o efeito rapidamente”, diz.

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, ressalta que o reforço de caixa para as indústrias neste momento tem o intuito de evitar uma “quebradeira generalizada” e, assim, facilitar o processo de recuperação da economia após a crise do coronavírus.

Os empréstimos para as pequenas e médias empresas pagarem folha de salário serão feitos pelos bancos públicos e privados. Porém, nos bancos privados, as empresas serão submetida à análise de crédito, o que, para Agostini, deve dificultar o caminho dos recursos até os pequenos negócios.

“A pequena empresa não tem um bom nível de governança. Não tem um balanço auditado. Vai ser mais difícil para ela conseguir essas linhas. A dinâmica para esse dinheiro chegar nas pequenas vai ser complicada”, diz Agostini.

Renata, do Ibre, diz que a pequena e média indústria representa “um pouco mais de 40%” das empresas das empresas do setor e que se o financiamento conseguir chegar este grupo já será meio caminho andado.

“Essas empresas, geralmente, não têm capital de giro para se manterem durante 3 meses. Se a gente não tivesse nenhum auxílio, poderíamos ver muita empresas fechada”, diz a economista.

Já para Cagnin, o Banco Central "saiu na frente" ao anunciar, logo no início da quarentena, a injeção de R$ 1,2 trilhão no sistema financeiro, mas tem dúvidas se os bancos vão repassar esses recursos às empresas.

"O quadro é tão incerto que há o risco de os bancos segurarem o dinheiro e não repassar ao tomador final. Foi o que aconteceu na crise de 2008. Parte do dinheiro ficou empoçado nas instituições financeiras", diz.

Demanda interna

A queda da demanda interna provocada pela pandemia tem um efeito indireto sobre as indústrias. Com as famílias reduzindo as compras, o faturamento do comércio e dos serviços caem, diminuindo, assim, os pedidos para o setor industrial.

Por isso, as medidas de socorro aos mais vulneráveis, como o auxílio de R$ 600 a informais, são vistas pelos especialistas como necessárias para a sobrevivência da indústria e retomada do setor após à crise da pandemia.

“A demanda interna é o que tem garantido o crescimento do PIB. As medidas não vão evitar que a demanda seja ruim este ano. Mas segura um pouco e ajuda na recuperação da economia lá na frente”, diz ela. “Se as empresas, ao final desta crise, verem que não tem demanda, elas não vão ter confiança pra investir.

Indústria já estava em alerta

Segundo a economista do Ibre, a indústria já estava com o sinal de alerta ligado antes de março. “Os índices de expectativas da indústria já tinham caído em fevereiro. Os empresários já estavam com o sinal de alerta ligado e já previam uma queda no nível de produção e da demanda, mas, no mês de março, essa queda se aprofundou. O sinal de alerta virou um sinal de pessimismo”, diz Renata.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a cair 3,9 pontos em março, para 97,5 pontos, recuando em 14 dos 19 segmentos pesquisados. Foi a maior queda mensal desde março de 2015, quando começou as primeiras manifestações contra a ex-presidente, Dilma Rousseff.

As expectativas do setor recuaram para os próximos três e seis meses. “A indústria está se desfazendo de parte do seu estoque, sem aumentar a produção em face da retração da demanda”, acrescenta.

Com a pandemia do coronavírus paralisando boa parte dos serviços e do comércio pelo país, a demanda por produtos e serviços industriais já recuou para 79% das empresas, segundo um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para 57% dessas empresas, a queda foi intensa.

Fonte: G1

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Setor

01 - Petrobras aprova patamar de 2,07 milhões de barris para produção de petróleo em abril


A estatal Petrobras aprovou um patamar de produção de petróleo no Brasil para abril de 2,07 milhões de barris por dia, disse a companhia em comunicado nesta terça-feira (7).

"Dessa maneira, haverá um acompanhamento diário da projeção de produção, elevando ou diminuindo as restrições para garantir a produção média do volume de 2,07 milhões bpd em abril", afirmou.

A estimativa já inclui reduções de oferta anunciadas pela petroleira em 26 de março e 1° de abril, disse a Petrobras, acrescentando que "segue monitorando o mercado e, em caso de necessidade, fará novos ajustes".

Na semana passada, a Petrobras anunciou que reduziu em 200 mil barris sua produção diária de petróleo.

Segundo a estatal, a medida integra um conjunto de ações são necessárias para garantir a sustentabilidade da companhia no que se configura "a pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos".

Fonte: G1

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