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CSMR promove 1° seminário sobre Desafios e Oportunidades para o Setor de Máquinas Rodoviárias



Evento, promovido pela Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias, contou com a presença de representantes do Ministérios da Economia e Infraestrutura, Fundação Dom Cabral, Roland Berger, Embrapa Territorial e do Departamento de Infraestrutura e Concessões Rodoviárias

Crescimento e desenvolvimento do setor máquinas rodoviárias e a produtividade e competitividade da indústria de bens de capital foram alguns dos temas debatidos no primeiro seminário realizado pela Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (CSMR), no dia 07 de junho, na sede da entidade, em São Paulo.

João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, no discurso de abertura do evento ressaltou que o setor de máquinas rodoviárias é um segmento indispensável quando o assunto é desenvolvimento. “Tratam-se de equipamentos utilizados em obras de infraestrutura, como por exemplo, rodovias, ferrovias e aeroportos, sendo largamente utilizados também na construção civil, indústria de defesa e a agropecuária”. 

Para Marchesan, se compararmos o Brasil com outros países no mundo, em 2018 o Japão vendeu 70 mil máquinas rodoviárias, a Europa registrou venda de mais de 200 mil peças, os EUA também mais de 200 mil e a China 360 mil. “No Brasil a produção de 2018 foi de 13 mil máquinas, porém com uma capacidade de produzir 60 mil. E trago esses números como referências e um sinal de que podemos crescer e expandir muito mais. Temos realmente ainda muito por fazer pelo segmento”. 

APRESENTAÇÕES

Alexandre Bernardes, presidente da CSMR, enfatizou que um desafio do setor é a ociosidade que está em quase 63%. “Estamos tentando melhorar esses números, mas precisamos de obras. Haja investimentos na parte de infraestrutura. É essencial que o Brasil se mexa nesse quesito”. 

José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, fez explanação sobre o status do segmento de bens de capital, como do trabalho junto ao governo, ações da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ), expectativas do setor para 2019 e os estudos do Custo Brasil e competitividade. “Nós da ABIMAQ temos feito um trabalho intenso junto ao executivo, legislativo e formadores de opiniões a fim de mostrar a relevância da indústria para economia brasileira, ou seja, é levar para o governo uma visão do quanto é difícil empreender e produzir no Brasil no sentido dos nossos governantes tomarem suas iniciativas em função dos inputs das ideias que levamos”.

PAINEL PRODUTIVIDADE E COMPETITIVIDADE

Daniel Martins, da Roland Berger, ministrou palestra com o tema Competitividade no Setor de Bens de Capital destacando o estudo ‘Reflexão sobre desafios e impactos de maior abertura comercial no setor de BK’. “Nós avaliamos o impacto da redução unilateral de 14% para 4% das tarifas de importação no setor de bens de capital, além de sugerir medidas para o segmento ser competitivo em ambiente de baixa competitividade sistêmica no Brasil”. 

Segundo Martins, embora os benefícios da abertura comercial sejam relativamente consensuais, é necessário avaliar com cuidado a sua execução por forma a não sobrestimar vantagens e subestimar riscos. Entre os principais pontos atenção, o especialista da Roland Berger expôs: influência de pré-conceitos na interpretação das análises, simplificação (exagerada) dos objetivos da política econômica e fatores de ajuste potencialmente superestimados, entre outros. 

Caio Megale, secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviço e Inovação do Ministério da Economia, abortou o assunto ‘Uma Visão de Futuro – Produtividade e Competitividade’. Ele destacou que a produtividade no Brasil é baixa e está estagnada há anos. “Como fração da produtividade americana, o cenário vem se deteriorando desde a década de 70 e hoje temos 23%”.

O secretário citou os principais desafios à produtividade como infraestrutura inadequada ao desenvolvimento produtivo, baixo nível de competição e integração a cadeias globais, falta de capital humano qualificado, grandes obstáculos ao funcionamento das empresas e políticas de promoção da produtividade e modernização pouco efetivas. 

Para viabilizar o aumento de produtividade, competitividade e emprego, por meio da livre iniciativa, do mercado concorrencial, do capital humano, e da modernização das empresas brasileiras, Megale expôs que foram criadas secretarias específicas da pasta para as áreas de infraestrutura, advocacia da concorrência, qualificação e mão de obra, simplificação e digitalização, inovação e indústria 4.0. 

No entanto, o secretário ressaltou a importância do trabalho conjunto entre o setor privado e público para fazer o País prosperar. “Sintam-se convidados para visitar o ministério e trocarem informações, apresentar sugestões e soluções para que consigamos juntos fazer um trabalho bastante complexo de tirar o Brasil dessa recessão longa”. 

O painel 1 finalizou com a apresentação de Ramon Cersar, professor da Fundação Dom Cabral, sobre Plataforma de Infraestrutura em Logística e Transporte (PILT), que tem como objetivo de apoiar governos, entidades de classe e empresas na identificação de projetos estruturadores da rede multimodal, contribuindo para o planejamento setorial de longo prazo e a estruturação de políticas de Estado voltadas ao desenvolvimento dos transportes. 

Cersar apresentou estudo acerca dos cenários para o ano 2035 de infraestrutura em logística e proposta de intervenções na rede de transportes do Brasil. “Uma viagem média hoje de transporte de carga no Brasil é na ordem de 1 mil quilômetros. Isso significa que é andar muito e, principalmente, de caminhão, o que reduz a produtividade da indústria do transporte no País de forma muito expressiva”.

PAINEL CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO

Um olhar para o amanhã: crescimento e desenvolvimento do setor de máquinas rodoviárias foi abordado no painel 2 por Diogo Mac Cord de Faria, secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Fábio Carvalho, diretor do Departamento de Estruturação e Articulação de Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Gustavo Spadotti Amaral Castro, supervisor do Grupo de Gestão Territorial Estratégica da Embrapa Territorial.

Diogo Mac Corde destacou a necessidade de investimentos em todos os setores da economia visando aprimoramentos na infraestrutura do País. “Se queremos lidar com a globalização, que seja em igualdade de condições, e não temos essa igualdade hoje, justamente porque faz parte do nosso Custo Brasil um custo logístico 60% superior ao custo logístico americano em percentual do PIB. Faz parte do Custo Brasil um encargo de energia elétrica muito superior à de países que concorrem com a gente. Então é evidente que melhorar a infraestrutura do país significa melhorar todos os setores da economia”. 

Fábio Carvalho trouxe um panorama sobre o andamento de obras de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. “Dando uma visão geral do que pretendemos fazer até 2022, temos uma carteira bastante desafiadora: para o ano de 2019, concessões programadas para rodovias como a BR 364/366 MG/GO, o leilão está marcado para 18 de setembro. Existe também as renovações antecipadas de ferrovias, arrendamentos portuários e início de estudos sobre Viracopos e a sexta rodada de concessões. São 40 bilhões de dólares que projetamos em investimentos pela iniciativa privada”.

Soluções de inteligência em programas do governo federal e gestão e monitoramento com foco na competitividade do agronegócio brasileiro foram cases apresentados por Gustavo Spadotti. “Esse foi o primeiro passo que demos dentro de questões relacionadas à infraestrutura e, a partir de 2015, focamos neste projeto da macrologística para agropecuária brasileira. O agro é o que mais demanda de soluções focadas na competitividade logística e não contava com um sistema que pensasse e organizasse essas bases de dados, informações de forma padronizada a fim de gerar resultados, estudos, e proposições e provocações para resolução desses gargalos logísticos.

O evento contou ainda com palestra de Daniel Silveira Barreto, do Departamento de Infraestrutura e Concessões Rodoviárias, sobre ‘O Papel do BNDES no Apoio às Obras de Infraestrutura no País’. O profissional elencou os desembolsos do banco de fomento nos últimos anos para o setor. “Tivemos um pico de desembolso de 190 bilhões entre 2012 e 2013 e esse gasto vem caindo, se estabilizou em torno de 70 bilhões, mais ou menos em linha com que o que foi em 2007 e ele está intrinsecamente ligado a taxa de investimento da economia. Então quando a gente olha a formação bruta de capital fixo sobre o PIB e o desembolso do BNDES sobre o PIB, nota-se curvas correlacionadas. Essa diminuição de despesa está muito relacionada à queda de investimento.Temos uma pequena recuperação no primeiro trimestre de 2019, mas ainda é muito pouco frente aos desafios”.

Todos os painéis foram moderados pela jornalista Renata Maron, atualmente apresentadora do programa Bem da Terra, no canal Terraviva. 



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Número: 234
Julho/2019

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