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Setor de máquinas no segundo semestre: quais as perspectivas para a reta final de 2021?


28/07/2021 Setor de máquinas no segundo semestre: quais as perspectivas para a reta final de 2021?

Embora a pandemia causada pelo novo coronavírus tenha paralisado e prejudicado diversos segmentos, o agronegócio brasileiro felizmente não foi um deles. Aliás, não só como não foi prejudicado, como a produção da agricultura continuou crescendo. Tanto é que o mercado de máquinas no segundo semestre de 2020 cresceu bastante.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), as vendas no setor de máquinas e de implementos agrícolas conseguiram fechar o último ano com uma expansão de 12% a 20% de aumento em relação ao ano de 2019, e com faturamento total de R$ 20,5 bilhões.

Sede da ABIMAQ, localizada na cidade de São Paulo, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que atua há de 80 anos para impulsionar o crescimento da indústria com foco em inovação tecnológica e em geração de negócios.

Já segundo os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foi apontado que as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias do país também registraram um progresso de quase 30% somente durante o mês de novembro — na ponta do fim de ano —, com a venda de mais de 4 mil unidades de máquinas voltadas para as lavouras, áreas de plantação, agricultura e pecuária.

Números tão expressivos não eram vistos no segmento desde 2017, o que foi considerado outra grande vitória para a indústria do agronegócio, que já estava enfrentando o caos da pandemia causada pelo vírus da Covid-19 dificultando diversos setores em todas as partes do mundo.

As plantações de café, um dos principais commodities brasileiros, geraram bons lucros para os agronegócios brasileiros – mesmo diante a um cenário inédito na história.

Um dos braços da ABIMAQ, a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) disse que os bons números da safra agrícola são um resultado conjunto dos recordes das exportações do agronegócio somados à valorização do dólar em um pouco mais de 30%. A rentabilidade dos agricultores foi ainda maior daqueles que atuaram na exportação das culturas de milho, laranja, café, carne, celulose, soja, entre outras. 

Com o rendimento em alta, os agricultores aproveitaram os ganhos a mais para aumentar a área plantada e investir, claro. As principais aquisições foram implementos agrícolas e novas máquinas. E é assim que podemos começar a explicar a explosão da venda de máquinas mesmo diante a um cenário tão inexplicável, como o da pandemia.

Em entrevista ao site Canal Rural, João Carlos Marchesan, Presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, contou que outro ponto que culminou com o crescimento de 20% nas vendas de máquinas agrícolas foi a defasagem do antigo maquinário.

Segundo pesquisas, anteriormente, por volta de 50% das máquinas agrícolas em uso no Brasil possuíam mais de 10 anos de uso. Para o dirigente da ABIMAQ, a comercialização de mais modelos é um ponto positivo para todo o segmento agrícola, pois, com elas, os agricultores poderiam extrair o “o melhor das áreas de plantação”. 

No final do ano passado, momento em que o dirigente deu a entrevista, um dos cenários também analisado foi o vindouro 2021. Segundo ele, a pandemia causada pela Covid-19, que ainda estava com muitos desafios pela frente, não só logísticos, como também em termos de produção, a serem lidados no mundo inteiro, e tinham de ser administrados corretamente.

Para começar, o primeiro passo seria a de iniciar a troca de peças das máquinas agrícolas. Pois, para ele, a maior parte dos equipamentos estava dependendo de itens e de peças importadas, sendo essas — as máquinas defasadas — as que mais sofriam com esses problemas.

NENHUMA FÁBRICA VAI ACEITAR UMA NEGOCIAÇÃO [DE MERCADORIA] SEM TER PREVISÃO DE ENTREGA. O ACONTECE HOJE [VENDIDO] ESTÁ PROGRAMADO. TEMOS FÁBRICAS DE ALTÍSSIMO NÍVEL, COM MUITA RESPONSABILIDADE, APESAR DE TODAS AS DIFICULDADES

Em cima dessa fala foi o que fez com que Marchesan afirmasse que o cenário viria a crescer mais de 10% em 2021 no mercado de vendas de máquinas no segundo semestre. “É uma visão realista, porque a necessidade de modernização é muito grande”, pontua. Mas se a situação foi ou não regularizada, é o que veremos agora. 

Antes de conferir as perspectivas do mercado de máquinas para o segundo semestre de 2021, precisamos analisar os primeiros resultados colhidos logo no início deste ano.

O mercado de máquinas agrícolas nos três primeiros meses de 2021

As previsões não decepcionaram de forma alguma. Pelo contrário, conseguiram até superar as expectativas, e o segmento de máquinas e implementos agrícolas começou o ano de 2021 pegando fogo — no bom sentido, claro. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sua pesquisa industrial mensal (PIM-PF), o primeiro trimestre deste ano registrou alta na sua produção física de 40,3% em relação ao valor registrado nos três primeiros meses de 2020. E a produtividade nos campos vem sendo ainda mais estimulada por conta de três distintos fatores: recorde da nova safra, da desvalorização da nossa moeda e da alta do preço dos commodities.

Já conforme a ABIMAQ apurou, o faturamento com a venda dos equipamentos agrícolas cresceu 62% no primeiro trimestre deste ano, saltando de R$ 4,5 bilhões (valor obtido durante o primeiro trimestre do ano de 2020) para R$ 7,3 bilhões. Esse quadro de recuperação teve início no final do segundo trimestre de 2020, que se manteve nos meses subsequentes. Assim, o setor, ainda durante o ano passado, registrou alta de 6,3% em comparação ao ano anterior.

A indústria nacional, como um todo, somente no mês de março, cresceu em torno de 63% comparado com o mês de março em 2020. Essa “alta” deverá impactar o faturamento no final de 2021, estimado, atualmente, por volta de 20% maior que o faturamento visto no final de 2020, conforme Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA, comentou ao Globo Rural.

As entregas de maquinários no primeiro trimestre também não decepcionaram. Segundo os dados divulgados, comparadas também ao mesmo período em 2020, elas foram 60% maiores, mesmo com alguns atrasos por conta de falta de peças. Ao todo, o segmento cresceu em 72% durante o primeiro trimestre, quando comparado com o mesmo período no ano passado, com um faturamento médio de quase R$ 2,5 bilhões.

Exportações e importações de máquinas agrícolas

Já no mercado de exportação de máquinas agrícolas, a situação não foi tão promissora assim. Comparada com o primeiro trimestre do ano passado, o segmento registrou uma retração de 64%. Diante somente mês de março de 2020, a situação é ainda mais crítica, no qual o resultado apurado é um índice negativo de -18,8%.

Em contrapartida, as importações do mercado cresceram em mais de 16% no acumulado de 2021 até o momento, no montante dos três primeiros meses. Comparado somente a março de 2020, o aumento foi de 58,2%.

Resultados finais do primeiro trimestre de 2021

No geral, a indústria de máquinas e de equipamentos agrícolas registrou números bastante positivos no primeiro trimestre deste ano, especialmente em março. No último mês do semestre foi notado um faturamento 18,9% maior que o mês de fevereiro de 2021 e 28,9% maior que em março do ano passado.

Com isso, o trimestre encerra as atividades com um crescimento geral de 28%, segundo as informações divulgadas pela ABIMAQ.

O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria brasileira de máquinas e implementos, como um todo, também voltou a crescer. O índice em questão atingiu 76%. O faturamento com importações de maquinário chegou ao valor de US$ 1,9 bilhão durante o mês de março, cerca de 33% a mais que a faixa que fora registrada durante março do ano passado.

A produção de máquinas agrícolas também deu belos saltos junto à expansão do cenário atraente. Segundo a Produção Industrial Mensal (PIM) – Produção Física, do IBGE, o segmento teve alta de 16,6%. Entre as principais máquinas utilizadas pelo agronegócio estão colheitadeiras, plantadeiras, semeadeiras e tratores agrícolas.

PARA A AGRICULTURA, OS BENS DE CAPITAL TÊM UM GANHO IMPORTANTE – DE DOIS DÍGITOS – E PUXAM O DESEMPENHO DA CATEGORIA DE BENS DE CAPITAL. A PROJEÇÃO DE SAFRA RECORDE ESTÁ NA BASE DESSE CRESCIMENTO

Agora que deu para entender bem como foi um pouco o início deste início de ano, hora de responder à pergunta dos empresários do agronegócio: “Como vai ficar o mercado de máquinas no segundo semestre de 2021?”

Perspectivas para o mercado de máquinas no segundo semestre de 2021

Se os números do primeiro trimestre deste ano já foram gigantes, eles deverão continuar assim pelo setor máquinas no segundo semestre. Pelo menos é o que acredita Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA, conforme o que disse ao Globo Rural, é possível que o mercado de máquinas no segundo semestre de 2021 seja o melhor de todos os tempos.

Impulsionada pela rentabilidade das commodities (produtos de origem agropecuária em estado bruto produzidos em larga escala para exportação, como o milho e o café, por exemplo) nos últimos tempos, essa alta demanda deve impulsionar o mercado de máquinas agrícolas a ter um aumento de 30% até o fim deste ano. Não somente isso, o setor deverá registrar um recorde absoluto de R$ 33 bilhões de faturamento anual. 

Para efeitos comparativos, o primeiro quadrimestre de 2021, comparado com o mesmo período em 2020, registrou um aumento de 63% no faturamento, como visto anteriormente. Mesmo com a continuidade do enfrentamento da pandemia causada pela Covid-19 em escala ainda maior (vide o aumento de casos, internações e mortes no Brasil), e a depressão na cadeia de suprimentos.

Quanto ao faturamento recorde, anteriormente de R$ 28,2 bilhões, este só foi registrado em 2013. O valor, já com os devidos juros inflacionários descontados, foi possível graças a uma série de fatores internos e externos que favoreceram bastante o setor, mas que nunca mais se repetiram. Tanto é que, somente agora, passada quase uma década depois, que o recorde finalmente estará sendo batido.

Comparando com 2020, cujo faturamento foi de R$ 25 bilhões, a marca estimada por Pedro Estevão Bastos representa um crescimento de quase 25% (especificamente 24.25%). 

O Globo Rural também conversou com Marcelo Lopes, diretor de vendas do segmento operacional da América Latina da John Deere BR, responsável por equipamentos industriais, que é da Deere & Company, uma das grandes multinacionais do setor de máquinas agrícolas. Ele corroborou com a teoria do dirigente da CSMIA e, para a empresa que representa, diz esperar um crescimento de 20 a 25% até o fim de 2021.

Em resumo: as perspectivas para o segmento de máquinas no segundo semestre deste ano estão excelentes. Contudo, existem alguns problemas em ter de lidar com uma indústria muito aquecida. Acompanhe a seguir e descubra quais são.

O mercado de máquinas no segundo semestre de 2021: “problemas” com uma indústria aquecida

Existe um grande “porém” em toda essa expectativa por aumento na demanda por máquinas no segundo semestre deste ano, somada com os aumentos já registrados nos meses anteriores. Como será a reação da cadeia industrial, que terá de se adequar para conseguir suprir uma nova rotina de necessidades e obrigações?

Empresas precisam se estruturar para realizar entregas aos seus clientes seguindo um calendário que procura atender a diversas setores, como aos de linhas de montagem, logística, testagem, manutenção preventiva, design, entre outros. Quando uma empresa começa a sentir diretamente os impactos da desorganização ou da escassez de suprimentos, tudo vai culminando com o atraso de entregas e com a incapacidade de aceitar novos pedidos. 

Atualmente, o calendário de uma empresa operando nos moldes tradicionais requer uma estrutura de dois meses e meio a três para finalizar uma máquina agrícola para enviar ao seu destinatário (note-se: isso conta a partir do pedido feito pela demanda de alguém à companha, especialmente por site, passando pelas linhas de montagem, da logística até chegar ao destino final — considerando também o transporte da carga).

Antes da crise gerada pela falta de peças, devido o aumento da demanda, o cronograma total (envolvendo os processos de produção ao envio) poderia chegar até dois meses apenas. Mesmo que o desabastecimento de matéria-prima e de outros insumos não tenham provocado a paralisação de fábricas, os fabricantes tiveram de renegociar entregas de máquinas com os clientes devido o grande número de atrasos.

Hoje estão mais afetadas as empresas que dependem de peças e materiais oriundas de fábricas internacionais, pois, além da demora dos serviços alfandegários, muitas companhias do exterior não conseguem ter agilidade na hora de prestar serviço de entrega de mercadorias, especialmente as de pequeno e médio porte. 

E agora que já cobrimos a onda de ofertas para o setor de máquinas no segundo semestre de 2021, o que o ano de 2022 aguarda para o segmento?

E o que esperar para 2022?

Felizmente, para todos os que trabalham no setor, o mercado de máquinas está muito promissor até o fim do ano. Mesmo com todo o otimismo e altas expectativas, ainda paira uma sombra de dúvidas: até quando a demanda do segmento vai conseguir se manter tão aquecida?

Segundo especialistas, como o próprio diretor da John Deere, que comentou ao jornal do segmento rural da Globo, o mercado deverá entrar em um estado um pouco mais “comportado” em 2022.

Com os patamares do segmento agrícola muito elevados devido às curvas ascendentes de 2020 e 2021, o Brasil conseguiu aumentar sua área de plantio, adotou novos sistemas de lavoura e de pecuária, e transformou a forma como lida com o seu investimento em equipamentos para extrair matéria-prima.

Não é como se subitamente o mercado de aquisição de máquinas agrícolas e de pecuária vá desaparecer ou desacelerar. Ele vai continuar com uma boa demanda, mas de maneira mais controlada. Por isso, é possível que só haja mudanças de demanda no segmento a partir do segundo trimestre de 2022.

Segundo o dirigente da Abimaq contou ao Globo Rural, isso só será ser comprovado com base em quatro fatores que poderão ou não ser vistos nos próximos meses. “Por enquanto e pelas previsões, não há motivos para os preços internacionais registrarem queda,” ele contou ao jornal especializado em agropecuária. 

Os quatro fatores que, segundo ele, vão influenciar diretamente nessas exigências do setor são: 

  • O desempenho da colheita da safrinha (safra da cultura anual de ciclo curto plantada no período de entressafra) brasileira; 
  • Os números da colheita sul-americana e nos Estados Unidos; 
  • O desenvolvimento da Safra Americana de grãos;
  • E o plantio da Safra verão

Acima desses quatro pontos, há outro fator que pode impactar o setor como um todo e a economia em si: o valor do dólar. Atualmente na casa dos R$ 5,20, se a rentabilidade da moeda cair, é possível que os agricultores também fiquem menos propensos a continuar investindo em novas máquinas para o cultivo, extração, adubagem, entre outras tarefas.

Mudanças com o Plano Safra 

O Plano Safra, divulgado no final de junho, pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também representa outra mudança para a forma como os agricultores e demais trabalhadores do setor enxergarão as economias e os rumos das suas fazendas para os próximos anos. 

Mas antes, um pequeno adendo, e vamos explicar o que é o Plano Safra.

O que é o Plano Safra

O Plano Safra é um crédito criado em 2003 pelo Governo Federal para garantir aos agricultores valores de investimento que consigam cobrir custeamento da produção agropecuária em diversas escalas. Isso vai para os pequenos, médios e grandes agricultores.

O intuito da criação do Plano Safra foi justamente pensado nos agricultores nos inícios de safra, onde acontecem as colheitas, isso porque nem sempre eles estão com o montante ideal e necessário para investir nos instrumentos, materiais ou áreas necessárias para dar início a uma nova plantação de culturas. 

Ele é lançado anualmente, sempre em torno dos meses de julho a junho do ano seguinte (os meses foram escolhidos estrategicamente considerando o calendário da safra agrícola brasileira), sendo o principal incentivo aos produtores rurais do Brasil garantindo Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, crédito, seguro da produção, garantia de preços, comercialização e organização econômica das famílias residentes no campo.

Retornando às mudanças com os valores do Plano Safra 2021/22, ao todo, estes foram os valores liberados para os pequenos, médios e grandes produtores rurais: 

  • Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) : R$ 39,3 bilhões (+19%);
  • Construção de armazéns: R$ 4,12 bilhões (+84%);
  • Programa ABC: R$ 5,05 bilhões (+101%).

Números foram melhores que os previstos pelo dirigente da CSMIA, conforme ele contou ao Globo Rural, que acreditava em “um volume de R$ 11 bilhões para Moderfrota e Pronaf Investimento, diante de uma demanda de R$ 60 bilhões”. 

Com os valores já definidos, o que vem a seguir considerando o aquecimento da indústria?

E o que vem a seguir?

Geralmente, quando os recursos do Plano Safra chegam ao fim – tipicamente cedo – os produtores brasileiros costumam recorrer a outros financiamentos oferecidos por instituições bancárias. O Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferecem linhas de crédito exclusiva para empresários do meio rurais, com juros baixos, e com as mesmas finalidades que o Plano Safra.

No entanto, é previsto que em 2022 os recursos subsidiados devem acabar logo sem ter dinheiro barato para financiar o restante da produção rural perante as estafas mais críticas do ano.

Existem também participações de financiadores privados que ajudam produtores agrícolas, como o Banco John Deere, que, inclusive, repassam muitas verbas do Moderfrota, contudo, desde novembro de 2020, começou a operar com financiamento próprio. 

Também não é sempre que os agricultores vão trocar de frota de aparelhos na fazenda, podendo preferir trocá-los por aparelhos seminovos ou usados — que em outros casos também podem ser úteis até mesmo como uma primeira opções, além de serem facilmente encontrados nos leilões online.

A internet ajuda a equipar as fazendas e as lavouras

Nos setores mais tradicionais, como aqueles que trabalham com máquinas pesadas — diretamente ligados aos setores mais estáveis da economia, como o agrícola, o de mineração, e o de caminhões, há um grau de expectativa quanto à retomada das atividades, como para a aquisição de novas máquinas para lavouras.

Diante dessa mistura de investimento e otimismo, existe uma frota de equipamentos usados e seminovos que pode ajudar a equipar as fazendas e lavouras. Especialmente aqueles funcionais, com características operacionais aplicações imediatas, trazendo bons resultados nos leilões promovidos por empresas do seguimento e que ajudaram a economia circular.

Segundo informações divulgadas pela Abimaq, as vendas de empresas associadas a equipamentos usados para compro o maquinário de setores supracitados, como o agrícola, subiram em torno de 55% no primeiro semestre de 2021, comparadas com o mesmo período no ano passado. 

Em contraste, o Marketplace da Superbid registrou um aumento de 52% no volume de ofertas, além de um crescimento de 24% no ticket médio das ofertas, comprovando um maior interesse do mercado nos produtos ofertados de modo geral. 

O que a indústria faz para equilibrar os insumos e cumprir prazos, junto aos seus clientes e as ofertas que se apresentam ao mercado, é trabalhar. Isso porque esses dois polos possuem um radar de interesse público, que compreende a jornada de leilões, provocando a melhora dos resultados.

Por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, há também uma necessidade de pesquisa e busca de alternativas ainda maiores em diversos setores. Créditos: Reprodução
E hoje, é observado que plataformas digitais conseguiram alcançar públicos inesperados. Tantos para máquinas, como também para diversos periféricos industriais, além de materiais e outros produtos por inúmeros fatores. Isso se atribui pelas facilidades atribuídas ao universo online. 

Os leilões virtuais são opções fáceis para a aquisição de itens sem a necessidade de sair de casa. 

Marcelo Pinheiro, diretor técnico da MaisAtivo, empresa do Grupo Superbid Markeplace, em entrevista ao Globo Rural, diz que, em 2020, a empresa registrou alta de 36,8% nas vendas de equipamentos usados do segmento em comparação com 2019. E que também teve um pico de vendas ainda maior no último trimestre do ano.

Em 2020, foram comercializadas pela plataforma 2.500 unidades de máquinas, como colheitadeiras, pulverizadores e tratores, gerando um tíquete médio no valor de R$ 20 mil a R$ 450 mil. Segundo ele, estes foram os aumentos totais nos segmentos específicos de máquinas agrícolas:

  • Colheitadeiras e colhedoras: Elevação média de 57%
  • Implementos agrícolas: Elevação média de 39%

De acordo com Pinheiro, o sucesso do Marketplace da Superbid está ancorado em três pilares:

  • O aumento acentuado de preços das máquinas saídas das fábricas; 
  • A queda de idade do maquinário que está chegando para os leilões; 
  • E o atraso nas entregas de equipamentos novos devido à falta de peças.

HÁ DEZ ANOS, AS MÁQUINAS AGRÍCOLAS QUE CHEGAVAM PARA VENDA TINHAM MAIS DE 15 ANOS, ERAM SUCATEADAS E PRECISAVAM DE AJUSTES PARA FUNCIONAR. A PARTIR DE 2018, COMEÇAMOS A TRABALHAR COM MÁQUINAS DE 10 ANOS. NO ANO PASSADO, EM PLENA PANDEMIA, OS MODELOS OFERTADOS PASSARAM A SER BEM MAIS NOVOS, DE 5 A 10 ANOS, PRONTOS PARA OPERAR

Há 21 anos no mercado brasileiro, a Superbid também expandiu sua atuação para outros espaços da América Latina, como Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Alguns dos setores agrícolas que mais utilizam o marketplace são os de grãos, cana-de-açúcar, de citros, entre outros, mas há soluções para diversos outros produtores.

Fonte: Blog Superbid

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