quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

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Receita líquida de máquinas e equipamentos cresce após 5 anos de quedas consecutivas

Após 5 anos consecutivos de queda na receita do setor fabricante de máquinas e equipamentos, que levou o setor a encolher 47% no período, 2018 encerrou com crescimento de 7% em relação a 2017. Apesar do resultado positivo, o ano terminou com as atividades produtivas em desaceleração, dezembro em relação ao mesmo mês de 2017 encolheu 0,8%.

De forma geral, o crescimento observado nas vendas se deu predominantemente no mercado externo, no mercado doméstico houve relativa estabilidade (+0,3%).

Para o ano de 2019, a expectativa é de manutenção do crescimento na receita total do setor, mas em taxas pouco abaixo das observadas em 2018, e, puxadas, predominantemente, pelo mercado doméstico.

Consumo Aparente

Os investimentos produtivos, medidos pelo consumo aparente de máquinas e equipamentos (produção – exportação + importação) após quedas consecutivas nos últimos quatro anos, registrou, em 2018 crescimento de 13,4%.

Num cenário de fraca recuperação da atividade econômica, este resultado é um bom indicativo de que as expectativas são de aumento mais intenso do consumo.

Realmente, a elevada ociosidade (25%) e o ritmo mais fraco da economia tendem a favorecer a continuidade da política monetária expansionista, além disso outros fatores de otimismo são: sinalizações do governo em seguir uma agenda reformista, nova rodada de concessões de infraestrutura e privatizações.

Exportações

O setor fabricante de máquinas e equipamentos registrou em 2018 fortes oscilações nas suas exportações, mas manteve o volume de venda bem acima dos níveis observados em 2017, assim, encerrou o ano com crescimento de 7,1% em relação à 2017. 

A indústria de máquinas e equipamentos, já em 2017, visando fazer frente ao encolhimento do mercado doméstico, ampliou suas exportações em quase 17%. Que passaram a representar 44% do total das receitas.

Em 2018 a participação das exportações ganhou ainda mais importância e chegou a 47% das vendas, mesmo com a crise econômica pressionando o desempenho de um dos nossos principais parceiros comerciais, a Argentina.

O bom desempenho das vendas externas foi observado em quase todos os setores fabricantes de máquinas e equipamentos.

Com destaque para o forte aumento das vendas realizas no setor de óleo e gás (+43%), nos setores fabricantes de bens de capital (+12%) e na construção civil (+7,8%).

O setor fabricante de máquinas e equipamentos está sempre entre os maiores exportadores da indústria de transformação, o que evidencia seu esforço em manter seus produtos adequados às necessidades internacionais

Importações

O recuo dos investimentos observado nos últimos anos não se deu apenas pela redução nas aquisições de bens nacionais, as importações também encolheram fortemente desde 2014 e, mesmo tendo crescido 14,6% em 2018, representam hoje quase metade do resultado observado em 2013 (US$ 28,8 bi).

O bom desempenho nas importações de 2018 refletem a recuperação mais intensa no setor fabricante de bens de consumo e também à mudança nas regras do REPETRO.

Em todas as atividades houve incremento, mas o destaque é o aumento das importações de componentes, parte para reposição, parte para o próprio setor que teve a sua produção melhorada, mas outra parte importante com itens que já estavam em operação no setor de óleo e gás, mas que entraram oficialmente nas estatísticas, uma das mudanças ocorridas no REPETRO.

Capacidade Instalada e Carteira de Pedidos

O NUCI – Nível de Utilização da Capacidade Instalada do setor fabricante de máquinas se equipamentos manteve, durante o ano de 2018, a tendência de recuperação, mas, ainda assim, encontra-se em patamar bastante baixo (75%), o que significa que ainda há espaço para expansão das atividades com a atual estrutura produtiva, a exemplo do que ocorre nos demais setores da indústria de transformação.

A carteira de pedidos estabilizou em 2 meses. A expectativa é de que esse número retorne ao seu patamar histórico, acima de 4 meses, quando o setor de infraestrutura voltar a investir.

Quadro de Pessoal

Em meados de 2013, quando teve início o encolhimento de postos de trabalho na indústria de máquinas e equipamentos, o setor empregava quase 380 mil pessoas, ao final da crise, em 2017, o número tinha encolhido para 291 mil pessoas.

Em 2018, o setor retomou então o processo de contratações, após 4 anos consecutivos de redução da mão de obra, e reempregou quase 10 mil pessoas.

A expectativa é que está firme recuperação não seja interrompida ao longo de 2019.

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