quinta-feira, 2 de julho de 2020

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Conselho de Metalurgia e Mineração realiza reunião

Cenário e perspectivas do aço e metalurgia, fundo de capital para apoio a projetos de mineração no Brasil e agregação de valor nos produtos do segmento de mineração foram alguns dos assuntos debatidos

Com apresentações de representantes da Usiminas, BNDES e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), o Conselho de Metalurgia e Mineração realizou reunião online no dia 3 de junho. 

Rinaldo Machado de Almeida, diretor comercial da Usiminas abordou o tema ‘Cenário e Perspectivas do Aço e Metalurgia’. “Na siderurgia mundial teremos forte queda da produção de aço diante do colapso da demanda. Mesmo nesse contexto, continuará forte alta no custo das matérias-primas devido à desvalorização do Real. A retomada da atividade se iniciou em mercados como a China. Contudo, permanecem dúvidas sobre a velocidade e a consistência da retomada”.

Com relação ao mercado brasileiro, Almeida disse que o país ainda sente os efeitos da mais longa e uma das mais profundas recessões da história. “Os impactos no curto prazo nas cadeias consumidoras foram agudos. Com a retração já registrada no PIB Brasileiro (é esperada queda de 6,3% neste ano), a volta aos patamares pré-crise foi postergada”.

Pedro Dias, gerente setorial do Departamento de Indústrias de Base e Extrativa (DEBASE) do BNDES, fez apresentação sobre a iniciativa do fundo de capital para apoio a projetos de mineração no Brasil. “O objetivo do programa é atrair novos investidores e fortalecer os investimentos nas empresas de mineração no Brasil. O BNDES poderá ter participação de até 25% da proposta”.  

Germano Fehr, presidente do Conselho de Metalurgia e Mineração, perguntou para Dias se tem possibilidade de o BNDES estruturar fundo de investimentos para o setor de mineração. Dias respondeu que a iniciativa está indo nessa direção. 

Renato de Souza Costa, diretor de Mineração, Energia e Infraestrutura da CODEMGE, expôs que caminhar na cadeia produtiva para agregação de valor dos produtos do segmento de mineração é uma forma de geração de riquezas, operação sustentável, aumento da receita de impostos (município, estado e governo federal), crescimento de empregos, geração de conhecimento, tecnologia e inovação.

Para Costa também é importante se atentar para o aproveitamento de subprodutos, como da magnetita que vem do rejeito da produção de nióbio (rico em óxido de ferro) para produção de pelota para siderurgia. Além disso, o desenvolvimento de rota tecnológica para processamento de minério marginal de fosfato visando à produção de fertilizantes. “Isso sem falar do aproveitamento econômico de minerais de reservas de elementos de terras-raras (ETRs), que inclui xenotímio, monazita, bastnaesita e argila iônica”.

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