quinta-feira, 5 de setembro de 2019

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ABIMAQ se reúne com governo para tratar de abertura comercial

O objetivo das audiências foi apresentar o resultado do estudo, elaborado pela LCA Consultores, sobre o Impacto econômico da abertura comercial a partir de simulações econométricas pelo modelo de equilíbrio geral computável

No mês de agosto, a ABIMAQ se reuniu com Carlos Alexandre da Costa, Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade quando foi apresentado o Estudo de Equilíbrio geral computável(estudo econométrico) acerca do impacto da abertura comercial de BK, BIT e Total da economia encomendada pela ABIMAQ à LCA Consultores.

A mesma apresentação foi feita em outras duas audiências. Uma com o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos internacionais, Marcos Troyjo, com a presença do secretário executivo de Comércio Exterior, Lucas Ferraz e o secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX),  Carlos Pio. Outra audiência realizada foi com o presidente do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), Carlos von Doellinger.

João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ esclareceu ao secretário da Costa que a iniciativa deste projeto da ABIMAQ com a LCA nasceu da necessidade de trazer ao debate informações sobre o modelo de equilíbrio geral, utilizado pela equipe econômica do Governo e propor cenários de abertura comercial com maior tempo de transição e descendo nas cadeias produtivas.

De forma geral, de acordo com José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, o objetivo foi “apresentar às equipes das Secretarias Especiais e IPEA, estudo que mostra que, apesar de bastante sofisticado e amplamente utilizado internacionalmente, o Modelo de Equilíbrio Geral traz algumas restrições que tornam simulações para produtos, como é o caso daqueles grafados na TEC como BK - Bens de Capital e BIT - Bens de Informática e Telecomunicação menos aderentes à realidade, isto porque o seu banco de dados (GTAP) é organizado setorialmente e exige a utilização de hipóteses simplificadoras como, por exemplo, a de existência da mobilidade perfeita entre capital e mão de obra, portanto nada aderente à economia real em que há dificuldades incontestáveis em suas realocações”.

RESULTADOS

Com relação aos resultados, uma vez definido, pela equipe econômica, o objetivo de abertura comercial, a simulação feita pela LCA trouxe alternativas a este processo a partir de um cenário de desgravação alongado, de quatro anos para 8 anos, e com a incorporação da lista de insumos utilizados no processo produtivo de BK/BIT. Os cálculos trouxeram impactos, no desempenho do PIB total e setorial, muito parecidos aos apurados a partir de um cenário da abertura parcial (BK/BIT) em 4 anos, evidenciando que há desenhos para a política comercial que permitem um ajuste setorial mais suave com os mesmos resultados.

“Por outro lado – explica Velloso - ao incorporar no modelo uma baixa mobilidade de mão de obra, ou alta probabilidade de substituição de bens nacionais, cenário provável para o Brasil, o que observou-se foi a piora dos resultado dos setores mais expostos ao novo cenário e queda acumulada no PIB nacional, demonstrando, portanto, à equipe do Governo, que a abertura parcial tem risco de desmontar setores, sem uma contrapartida positiva ao PIB brasileira”.

Estiveram presentes pela ABIMAQ nesses encontros, o presidente do Conselho de Administração, João Carlos Marchesan, o presidente executivo, José Velloso, a diretora de Mercado Externo, Patrícia Gomes, o diretor de Tecnologia, João Alfredo Delgado e a gerente divisional de Competitividade, Economia e Estatística, Maria Cristina Zanella; pela LCA o diretor Gustavo Madi Rezende e a gerente de Projetos Verônica Lazarini.

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