quinta-feira, 6 de junho de 2019

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Imersão 4.0 identifica necessidades das indústrias e recursos disponíveis

Evento organizado pela ACATE, ABIMAQ e ABII, reuniu executivos de Joinville e região focados na inovação de seus processos industriais

O “Imersão 4.0”, evento realizado no Ágora Tech Park, em Joinville/SC, dia 28 de maio, organizado pela ABIMAQ, ACATE - Associação Catarinense de Tecnologia e ABII - Associação Brasileira de Internet Industrial, reuniu executivos de tecnologia e de processos industriais ao redor de um dos temas mais emergentes do meio industrial, a Indústria 4.0. Considerada a próxima revolução industrial, as empresas caminham para a atualização e modernização dos processos pensando em garantir a competitividade futura.

O evento contou com a apresentação de diagnósticos feitos por múltiplos provedores de soluções, profissionais e empresas de tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, além de buscar identificar os principais problemas das indústrias presentes.

O diretor da ABIMAQ Santa Catarina, Vendelino Titz, ressalta que Joinville e região vem se destacando no cenário nacional na área de tecnologia, há muitos anos. “Com a criação do parque tecnológico Ágora Tech Park e os eventos, como o Imersão 4.0, que já vem sendo realizados aqui, certamente a região será uma das principais influenciadoras nos rumos da Indústria 4.0 no Brasil”.

O diretor comercial do Perini, Alison Takano, grupo responsável pelo Ágora Tech Park, afirmou estar certo que Joinville caminha para ser referência nacional em tecnologia, principalmente quando se fala em Indústria 4.0. “Dentro desse conceito, o Ágora Tech Park foi feito para ser um ambiente de negócios, convidativo e democrático”, acrescentou.

José Rizzo Hahn, CEO da Pollux e presidente da ABII, chamou a atenção dos líderes para saírem da inércia e buscarem as soluções para transformar o seu negócio, aproveitando as tecnologias que já estão em uso e criar a conexão necessária (internet). “A tecnologia nunca esteve tão disponível e de uma forma tão acessível. É preciso criar um time que une profissionais de tecnologia da informação e da fábrica para criar um novo modelo de negócio”, destacou. Para ele, o importante é começar logo e gerar esse movimento dentro das indústrias. “A palavra-chave é colaboração. Não criar dentro de casa, mas entender as necessidades e trazer os parceiros certos para atender as demandas”, reforçou.

A palestra de encerramento “Open Innovation”, conduzida por Marcelo Prim, gerente executivo do Senai Nacional, questionou os pontos de partida e os determinantes para uma empresa ser 4.0. “Não é o tamanho da empresa que determina entrar nesse processo. É uma questão de liderança, gestão de inovação, abertura e colaboração”, afirmou. Lembrou que as grandes revoluções industriais trouxeram oscilações nos empregos e que devemos passar por isso novamente. “O que se sabe é olhando para traz, mas precisamos urgente de investimentos em capacitação dos profissionais que trabalham nas fábricas, o que é a etapa mais difícil e onerosa”, destacou. Para Prim, iniciar o processo de inovação é simples. “Podemos levantar da cadeira e começar a fazer a Indústria 4.0 ainda hoje. Quem já está a frente começou por uma célula, que foi melhorada, antes de passar para a próxima. Gradativamente a transformação ocorre nas empresas e a cultura digital transborda”, finalizou.

Opinião dos participantes

“A primeira etapa é saber conceituar exatamente o que significa Indústria 4.0. Como é um conceito em formação, existe muita divergência do que é implantar esses conceitos dentro de uma empresa. Participando de eventos como esse, trocando informações com outros profissionais da área, conseguimos identificar os pontos que realmente são adequados, onde precisamos evoluir e investir recursos e tempo. A maioria das tecnologias já temos dentro de casa, falta algum ponto de conexão, criar esse tipo de vínculo entre elas. Esse é o aspecto mais importante agora”, afirmou Altino Signorelli de Farias, Superintendente Técnico da Schulz.

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